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Ação da Minerva sobe 4% após resultado, com analistas mostrando otimismo com futuro do frigorífico

Relação oferta e demanda e eficiência das operações da Athena Foods foram os responsáveis pelos números do trimestre

Por  Ricardo Bomfim -

SÃO PAULO – As ações da Minerva (BEEF3) fecharam em alta de 4,37%, a R$ 10,50, nesta quarta-feira (5) após um resultado visto como positivo pelos analistas. O frigorífico lucrou R$ 259,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, bem acima dos R$ 39 milhões esperados pelo mercado segundo dados compilados pela Refinitiv.

Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da Minerva foi de R$ 484,9 milhões, o que representa um crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve um recuo de 21,4% na comparação trimestral. A expectativa dos analistas para o Ebitda do frigorífico era que o indicador ficasse em R$ 409 milhões.

A receita líquida, por sua vez, somou R$ 5,8 bilhões, uma expansão de 39,3% sobre o mesmo período do ano passado e de 1,8% na comparação com o quarto trimestre de 2020. As estimativas dos analistas apontavam para um faturamento de R$ 4,72 bilhões.

Segundo os analistas Ricardo Alves e Victor Tanaka, do Morgan Stanley, o desempenho da margem foi surpreendente e a força do faturamento, principalmente da Athena Foods, foi o principal fator que impulsionou o resultado do frigorífico.

“Na nossa visão, considerando que os preços de gado no Brasil ficaram em média em R$ 300 a arroba no trimestre (devido à bem limitada oferta de cabeças no país) nós consideramos o nível de lucratividade [da Minerva] como muito respeitável”, escreve a equipe de análise do banco americano.

Para o Morgan Stanley, as margens do frigorífico podem ficar ainda maiores ao longo de 2021, particularmente no segundo semestre.

A recomendação do banco para as ações ordinárias BEEF3 é overweight (exposição dos papéis na carteira acima da média do mercado) com preço-alvo de R$ 14,80, o que representa uma valorização de 41,36% sobre o atual patamar de negociação.

“Nós continuamos a ver uma muito favorável relação entre oferta e demanda globalmente para carne bovina em 2021, o que deve levar os preços em dólares a subirem”, avaliam os analistas.

Para Alves e Tanaka, a Minerva é a empresa que mais vai se beneficiar com as maiores exportações de carne fora da América do Sul, ao mesmo tempo em que é quem oferece a melhor relação risco/retorno.

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Já a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento destacou no resultado do frigorífico o crescimento da receita líquida consolidada de 39,3% na comparação anual, alcançando R$ 5,8 bilhões no trimestre, com destaque para o crescimento da receita bruta no mercado externo de 42,4%.

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Os analistas da Levante também viram como positivo o crescimento de 27% no Ebitda em relação ao primeiro trimestre de 2020 e o fluxo de caixa livre trimestral de R$ 309 milhões, já após a contabilização dos efeitos de proteção cambial (hedge), com saldo positivo pelo décimo trimestre consecutivo.

“Mesmo com menor rentabilidade e pressão de custos, os resultados da companhia vieram com surpresa positiva em relação às expectativas, sobretudo na linha de receita, puxado pelo desempenho forte da divisão Athena Foods, complementado pelos preços cerca de 40% superiores na comparação anual na divisão Brasil”, afirma a Levante.

Segundo dados compilados pela Refinitiv, a Minerva acumula oito recomendações de compra e quatro neutras. O preço-alvo médio das ações BEEF3 é de R$ 15,21, o que resulta em uma valorização de 45,27% sobre o nível atual.

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