Ação da LLX é destaque de alta no Ibovespa com possível ajuda da Petrobras

Notícia divulgada na véspera indica que a estatal utilizaria porto de Açu; outras empresas do Grupo EBX mostram volatilidade na Bovespa

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SÃO PAULO – Com a possível ajuda do governo via Petrobras (PETR3, PETR4) ao Grupo EBX, as ações das empresas de Eike Batista iniciariam esta terça-feira (9) em alta, mantendo a trajetória observada nos últimos minutos de negociação de última segunda-feira. Entretanto, ainda na primeira hora do pregão, os ativos passaram a operar com forte volatilidade.

A única que se salva, no momento, é a ação da LLX Logística (LLXL3), que registra alta de 3,11%, a R$ 1,99, às 11h13 (horário de Brasília). Na véspera, esses papéis fecharam com queda de 5,38%, desvalorização considerada ”baixa” se comparada à mínima do dia, quando chegou a cair 14,71%. A forte queda observada na véspera ocorreu em meio a um artigo publicado pela Veja de que o porto de Açu poderia desabar – notícia desmentida pela companhia. 

Entretanto, chama atenção do mercado nesta sessão a notícia de que o procurador-geral da República em Campos, norte fluminense, Eduardo Oliveira, pretende intimar esta semana os técnicos responsáveis pelo projeto do Porto do Açu, projeto da LLX Logística, informou a Folha de S. Paulo. Segundo ele, os possíveis problemas nos alicerces da obra são “muito graves”, já que afeta a estabilidade da população da cidade.

Tal recuperação no pregão anterior foi percebida após notícia divulgada durante pelo Valor Pro de que o governo estaria preparando um plano para ajudar as empresas do Grupo EBX – sobretudo o Superporto de Açu -, usando a Petrobras como intermediária. De acordo com a notícia, a estatal deverá avaliar que tipo de ganho poderia ter ao salvar a LLX. Segundo as fontes ouvidas pelo Valor, os poços de petróleo da OGX Petróleo (OGXP3) podem servir de “moeda de troca”.

Além disso, de acordo com matéria apurada pelo jornal ”O Estado de São Paulo”, além da questão logística, há um outro fator que aproximaria a Petrobras do futuro porto de Eike Batista. O governo Dilma estaria preocupado que um colapso das empresas EBX afetem a imagem do Brasil no exterior – uma vez que o empresário é considerado o símbolo da prosperidade brasileira – e mine a propensão de investir no País. 

Volatilidade no “mundo X”
Já as ações da OGX Petróleo (OGXP3), que chegaram a acompanhar o movimento positivo da LLX nesta terça ao registrar alta de 5,36%, viraram para o negativo ainda na primeira hora de pregão, chegando a cair 3,55% na sua mínima do dia. Na cotação das 11h13, os papéis estavam estáveis a R$ 1,68. Na última sessão, elas fecharam em queda de ”apenas” 1,75%, após registrar queda de cerca de 13% na mínima do intraday.

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Outra empresa de Eike Batista que faz parte do Ibovespa, a MMX Mineração (MMXM3) vê suas ações caírem 1,94%, a R$ 2,02, depois de subirem 7,29% a R$ 2,06, na sessão anterior e chegarem a subir 3% na manhã desta terça-feira.

Fora do índice, destaque para as ações da CCX Carvão (CCXC3) que, após abrirem com fortes ganhos de 5,56%, a R$ 3,80, registram baixa de 4,17%, a R$ 3,45. OSX Brasil (OSXB3, R$ 3,54, -2,21%) também opera no vermelho após subir mais de 5% no começo do dia. Mais “comportada”, a MPX Energia (MPXE3, R$ 9,38, -0,21%) não chegou a subir mais de 1,5% nem cair mais de 1% nesta primeira hora de Bovespa.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.