Destaques da bolsa

Ação da Biotoscana zera alta após disparada com negociações para venda; Vale e CSN caem com tensão EUA-China

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (8)

Navio da Vale
(Divulgação)

SÃO PAULO – O Ibovespa teve uma nova sessão de queda, em meio à continuidade da tensão comercial entre EUA e China. Nesta sessão, Braskem (BRKM5, R$ 27,99, -2,81%) passou de uma das maiores altas da bolsa – com as notícias de que busca chegar a acordo na Justiça sobre o afundamento do solo em bairros de Maceió e de arquivamento na SEC o relatório 20-F relativo a 2017 – , para uma das maiores quedas do índice com a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Papéis como CSN (CSNA3, R$ 12,43, -4,31%) e Vale (VALE3, R$ 45,32, -1,56%) também fecharam em baixa seguindo a disputa comercial entre os países.

Outra ação que abriu em alta, mas fechou praticamente estável, foi a do Bradesco (BBDC4). Na véspera, a ação teve uma queda bem menor do que a dos seus pares na véspera com a proposta para pagar R$ 8 bilhões em dividendos extraordinários.

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Fora do índice, a Biotoscana (GBIO33) fechou no zero após chegar a subir 7,44% e disparar 11% na véspera. A companhia confirmou a notícia de que está em negociações com determinados investidores para a venda do seu controle, “mas que não foi tomada qualquer decisão” até a presente data. Confira os destaques:

 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Bloomberg informa que a Petrobras adiou de 11 de outubro para a 1ª metade de novembro a venda das primeiras refinarias. A nova data deve ficar próxima à agenda pelo governo para o leilão do pré-sal. A intenção da estatal é vender 8 de suas 13 refinarias, que representam metade da capacidade de refino do País.

A Coluna do Broadcast traz que a Petrobras abriu disputa para renovação do seu programa de seguros, com contratos estimados em cerca de US$ 150 bilhões. O prazo final se encerra nesta quarta-feira, com o consórcio da Chubb Seguros, que conta com a participação da Tokio Marine e Mapfre, tentando manter o contrato. A brasileira Austral também estaria no páreo.

A Petrobras anunciou o início da oferta de debêntures no montante de R$ 3,008 bilhões. Os recursos captados serão destinados ao programa de exploração e desenvolvimento da produção de campos da cessão onerosa. O início da negociação das debêntures na B3 será dia 10 de outubro.

JBS (JBSS3

O Credit Suisse iniciou a cobertura das ações da JBS com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado). O preço-alvo estabelecido é de R$ 40,00 para doze meses, o que representa um potencial de valorização de 28,7% frente o último fechamento.

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“Acreditamos que a companhia deverá continuar a mostrar lucros operacionais fortes, que levarão a um aprimoramento da posição de caixa”, avalia o Credit.

Ultrapar (UGPA3)

O Bradesco BBI destacou em relatório a clientes que enxerga grandes chances de um ponto de inflexão no lucro por ação e na desalavancagem para a Ultrapar em 2020. Segundo o analista Vicente Falanga, em quatro cenários distintos para o Ibovespa poderá ocorrer ganhos no lucro por ação: otimista (+63%), base (+39%), marcado (+27%) e pessimista (+7%). A análise considera um lucro de R$ 1 bilhão em 2019.

“Com tantos fatores errados em 2019 e a alta exposição da dívida da Ultrapar ao CDI, acreditamos que as chances de um ponto de inflexão para o lucro por ação (EPS) em 2020 são altas, mesmo em meio a uma economia lenta. Mais importante, vemos a Ultrapar se aproximando de um caminho de desalavancagem, com menor investimento operacional, resultante de maiores contratos de descontos e o fim de um ciclo de investimentos na Oxiteno”, escreveu o Bradesco.

O crescimento do lucro deve ser amplamente sustentado por taxas mais baixas de CDI, para as quais a Ultrapar possui R$ 8,5 bilhões em exposição total da dívida, a maior entre as três distribuidoras com capital aberto. A recomendação para a Ultrapar é outperform, com preço-alvo de R$ 26.

Braskem (BRKM5)

O jornal Valor Econômico traz que a Braskem busca chegar a um acordo na Justiça, relacionado ao afundamento do solo em bairros de Maceió (AL), preferencialmente até o primeiro trimestre de 2020. Segundo a publicação, a empresa já teria obtido apoio de entidades empresariais e representantes da sociedade civil no debate sobre soluções para o problema. A preocupação é encerrar o debate antes do começo da campanha eleitoral.

Vale destacar ainda que a Braskem arquivou na SEC o relatório 20-F relativo a 2017, o que abre espaço para que suas ações voltem a ser negociadas na NYSE. O documento foi protocolado com um ano e meio de atraso.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se reuniu com líderes para discutir o projeto de lei de privatização da Eletrobras. O projeto começou a ser discutido na comissão especial, mas foi retirado de pauta em 2018 por acordo entre líderes. Adicionalmente, o governo busca elevar os dividendos com aporte de minoritários na companhia elétrica.

Biotoscana (GBIO33)

A Biotoscana confirmou, em resposta à oficio da CVM, que está em negociações com determinados investidores para a venda do seu controle, “mas que não foi tomada qualquer decisão”, até a presente data.

Caso ocorra uma alienação de controle da companhia, uma oferta pública obrigatória de aquisição de ações será disparada, acrescentou a empresa.

A Advent e a gestora Essex estariam em conversas avançadas para a venda do controle da Biotoscana.

A Eurofarma e a canadense Knight Therapeutics teriam apresentado propostas e uma decisão deve ser tomada nas próximas semanas.

Anima (ANIM3)

A Anima Educação informou que foram matriculados 15,3 mil novos alunos de graduação no segundo semestre, uma retração de 0,3% sobre o mesmo período do ano passado. Excluindo-se a UniAges, a retração teria sido de 4,2%, acrescenta a Anima.

As oito novas unidades abertas em 2019-1, no âmbito do Plano de Crescimento Orgânico – Q2A, foram responsáveis por 1,4 mil novos alunos, ou 8,8% do total da captação em graduação.

“A reversão da tendência do nosso tíquete médio é nossa prioridade e vem sendo foco permanente das discussões internas em todas as instâncias da companhia”, destaca a empresa.

Segundo a Anima, apesar de um ambiente ainda desafiador e reduzida participação de financiamento público, pela primeira vez em quatro anos, a empresa obteve um tíquete médio de ingressantes acima do ano anterior.

Dos 15,3 mil alunos matriculados da graduação, 11,4 mil (74,4%) são pagantes, sem qualquer tipo de financiamento (ou 75,1% excluindo a UniAges). Já a base de alunos cresceu 10,3%, atingindo 112,8 mil matrículas no segundo semestre (ou +5,6% e 108,0 mil alunos excluindo a UniAges).

O Itaú BBA considerou que o resultados de ingresso de aluno da Anima ficou abaixo das expectativas. “Esperamos uma reação negativa do mercado pelo baixo volume, embora destaquemos que a Anima relatou melhoras nas taxas de evasão e tíquete médio, o que sinaliza uma melhora na base de alunos”, escreveu a equipe de educação da instituição.

Banco do Brasil (BBAS3)

A oferta subsequente de ações (follow on) do Banco do Brasil já teria entre 65% e 70% de demanda de investidores em apenas dois dias de apresentação a investidores, diz a Coluna do Broadcast. A expectativa é de que a oferta possa jogar o preço das ações para baixo, acrescenta a coluna, com o mercado tentando obter ganhos com a operação. Mas o desconto deverá confirmado ou não mais próximo do dia 17, quando fecha a oferta.

Azul (AZUL4)

A companhia aérea Azul informou que o tráfego de passageiros consolidado (RPKs) em setembro aumentou 31,0% em relação a setembro de 2018, frente a um aumento de 30,8% na capacidade (ASKs), resultando em uma taxa de ocupação de 83,3% – alta de 0,1 pontos percentuais comparado com o mesmo período de 2018.

A taxa de ocupação doméstica foi de 82,1% e a internacional totalizou 87,7%. No terceiro trimestre, os RPKs consolidados aumentaram 30,7%, com um aumento de 29,3% na capacidade na comparação anual.

“Em setembro nós continuamos a demonstrar nossa habilidade de equilibrar capacidade com demanda ao crescer mais de 30% e ao mesmo tempo manter nossa taxa de ocupação estável”, diz John Rodgerson, CEO da Azul

“Recebemos nosso 32º A320neo e estamos muito empolgados com a entrega do nosso primeiro E915-E2, os quais são os principais propulsores da nossa expansão de margem para os próximos anos”, acrescentou.

Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)

Os preços da celulose de fibra curta (BHKP) na China atingiram US$ 465,74 a tonelada, cifra US$ 0,2 inferior à da semana passada e US$ 12,5 menor na comparação mensal, segundo relatório a clientes publicado pelo Itaú BBA. Já a fibra longa (NBSK) na China atingiu US$ 564,09, retração de US$ 0,9 na semana e US$ 6,3 menor em um mês.

Na Europa, o preço BHKP atingiu US$ 726,79, significando uma queda de US$ 23,6 na semana e de US$ 72,8 no mês, enquanto o preço NBSK ficou em US$ 844,44 (-US$ 5,8 na semana e -US$ 55,5 em um mês).

 

Marisa (AMAR3)

O Itaú BBA avalia que a varejista Marisa vem apresentando “sinais encorajadores de recuperação”, com tendências mais saudáveis de vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês), em um ambiente de melhoria das condições macroeconômicas, melhor percepção do cliente e crescimento do comércio eletrônico.

O analista Thiago Macruz avalia que a empresa apresenta os “primeiros passos de uma reviravolta”, o que o levou a reestabelecer a cobertura do papel da Marisa, com recomendação de Outperform e a introdução de um preço-alvo para 2020 de R$ 13 para as ações, o que implica em um potencial de alta de 35%.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

 

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