Destaques da bolsa

Ação da Petrobras sobe mais de 3% em dia de novo salto do petróleo; B2W ameniza e avança 1% e Gol salta 5,6%

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (5)

Plataforma da Petrobras na Baia da Guanabara, no Rio de Janeiro
(Mario Tama/Getty Images)
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SÃO PAULO – A sessão foi de alta para a bolsa brasileira, seguindo o exterior em meio às expectativas para reabertura parcial da economia dos EUA e Europa. Contudo, os ganhos foram amenizados e o Ibovespa fechou em alta de 0,75% após as bolsas americanas perderem força e a imprensa divulgar o depoimento prestado pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, à Polícia Federal no último sábado.

A sessão foi de ganhos para o petróleo. Em Londres, os contratos futuros do Brent para julho encerraram o dia em alta de 13,86%, aos US$ 30,97 o barril, enquanto os preços do WTI para entrega em junho saltaram 20,45%, aos US$ 24,56 o barril na NYSE.

A commodity subiu em meio aos recentes cortes de produção dos principais produtores dos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que elevam as expectativas por retomada da demanda, com a reabertura gradual das economias em alguns estados americanos e da Europa.

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Com isso, as ações da Petrobras (PETR3, R$ 18,67, +3,43%; PETR4, R$ 17,94, +3,22%) subiram mais de 3%, com destaque também para a reabertura pela estatal da fase de análise e habilitação dos potenciais compradores dos 51% que possui de participação na Gaspetro.

As ações do Itaú Unibanco (ITUB4, R$  22,70, +3,70%), por sua vez, subiram forte após o balanço do primeiro trimestre, apesar da forte queda do lucro com as provisões (veja mais clicando aqui). Já a B2W (BTOW3, R$ 74,86, +1,07%) subiu cerca de 1%, amenizando fortemente depois de subir quase 7% após acertar parceria com a BR Distribuidora para lojas de conveniência.

A maior queda ficou com as ações do IRB (IRBR3, R$ 9,01, -6,05%), enquanto a maior alta ficou com os papéis da Gol (GOLL4, R$ 11,78, +5,65%), após a forte queda dos ativos da aérea na véspera na esteira do resultado do primeiro trimestre. Confira os destaques:

com destaque para as ações de

Oi (OIBR3, R$ 0,70, +2,94%; OIBR4, R$ 1,11, 0%), TIM (TIMP3, R$ 13,90, +3,35%) e Vivo (VIVT4, R$ 49,50, +2,42%)

Segundo a Coluna do Broad, do Estadão, a oferta de Tim e Vivo por Oi Móvel deve sair em 2 a 3 meses. As empresas têm trabalhado durante a quarentena nas diligências para análise dos ativos, diz a publicação citando fontes envolvidas na negociação, que não foram identificadas.

As redes móveis da Oi valem em torno de R$ 15 bilhões, diz a coluna citando cálculos de analistas de mercado. Cerca de 60% a 70% dos ativos da Oi Móvel ficarão com a TIM, de acordo com entendimento prévio entre as empresas. A divisão desigual será necessária para evitar que a líder de mercado Telefônica (dona da marca Vivo) fique ainda mais distante das concorrentes e seja impedida pelo Cade de efetivar a compra.

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A Oi só poderá fechar negócio depois de levar o assunto para uma assembleia geral de credores, que deverá acontecer no segundo semestre. A venda da parte móvel altera a estrutura da Oi e os termos do
plano de recuperação aprovado pelos credores. As companhias não comentaram, segundo a coluna.

Petrobras (PETR3, R$ 18,67, +3,43%; PETR4, R$ 17,94, +3,22%)

A Petrobras reabriu a fase de análise e habilitação dos potenciais compradores dos 51% que possui de participação na Gaspetro. Segundo a estatal, o teaser para a oferta estará disponível até 15 de maio. A Gaspetro é uma holding da Petrobras que possui participação em 20 distribuidoras de gás natural nos estados brasileiros. Em 2015, a Petrobras vendeu 49% da sua participação, por R$ 1,93 bilhão, para a japonesa Mitsui. A venda da Gaspetro deve ser o maior desinvestimento da estatal em 2020. O objetivo da Petrobras é deixar o mercado da distribuição de gás natural.

A Petrobras também informou que a Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar, aprovou o novo Plano de Equacionamento de Déficit do Petros, fundo de pensão dos funcionários da estatal. Segundo a Petrobras, o novo plano entrará em vigor a partir de junho deste ano e o valor de responsabilidade da empresa, estimado em R$ 13,6 bilhões, será arcado pela companhia ao longo da existência dos planos de previdência dos empregados. Além disto, o pagamento do benefício de pecúlio, no valor de R$ 2,02 bilhões, será adiado e pago em prestações. A soma deveria ser paga à vista, mas a Petrobras conseguiu adiar e parcelar o pagamento para preservar seu caixa em meio à crise.

Itaú Unibanco (ITUB4, R$  22,70, +3,70%)

O Itaú Unibanco, maior banco privado brasileiro, suspendeu na noite de ontem seu guidance (projeção) para 2020. O banco tomou a medida após divulgar seu balanço do 1º trimestre deste ano, no qual reportou uma queda de 43% no lucro líquido recorrente, para R$ 3,9 bilhões. Segundo o Itaú, a “decisão de suspender as projeções decorre da baixa visibilidade sobre a extensão e a profundidade dos efeitos da crise atual trazida pela pandemia do Covid-19. A administração entende ser prudente não divulgar novas projeções no momento”, diz trecho do comunicado do banco.

O Bradesco BBI destacou que o Itaú Unibanco aumentou suas provisões em 143% no período, acima das expectativas do próprio BBI (135%). As provisões totais foram de R$ 10 bilhões, dos quais R$ 7,3 bilhões para empréstimos NPL. O BBI definiu a decisão do Itaú como “conservadora e bem-vinda”, indicando que o banco espera tempos mais difíceis pela frente. Por outro lado, o forte aumento nas provisões comprimiu o lucro líquido recorrente do Itaú, que caiu 43% para R$ 3,9 bilhões no trimestre.

“A queda no lucro pode ser explicada pelo custo maior do risco”, avalia o BBI. O banco cortou sua projeção de lucro líquido para o Itaú neste ano em 19% para R$ 16,6 bilhões. “Nós mantemos nossa recomendação ‘outperform’ – acima da média do mercado – porque vemos o Itaú Unibanco bem preparado para enfrentar este cenário desafiador”, comenta o BBI. O preço-alvo para a ação ITUB4, contudo, foi cortado de R$ 35,00 para R$ 31,00 em 2020. O novo preço-alvo ainda representa alta de 42% sobre os R$ 21,89 do papel ontem na B3. O BBI ressaltou que, na sua projeção, o Itaú só deve retomar aos níveis da lucratividade pré-crise do coronavírus no começo de 2021.

Já o banco Credit Suisse avaliou os resultados do Itaú Unibanco como “marginalmente negativos”. O banco suíço avalia que o Itaú, por ter praticamente dobrado as provisões contra a inadimplência para R$ 10 bilhões no trimestre, está mais municiado para enfrentar os próximos trimestres.

“Vale ressaltar que o Itaú Unibanco teve um desempenho melhor que o Bradesco em termos de qualidade de ativos, e suas provisões para os impactos da Covid-19 foram maiores que as de seus pares, provavelmente por sua base de capital mais forte”, destaca o Credit Suisse. O banco mantém a ação ITUB4 como a sua preferida para o setor bancário no país, “devido à sua forte posição defensiva”.

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O banco Morgan Stanley avaliou que o resultado trimestral do Itaú Unibanco, excluindo as provisões e o trading, não foi ruim como pode parecer à primeira vista: “O lucro trimestral teve queda de apenas 5,5% em comparação ao quarto trimestre de 2019, o que é um fator sazonal. Houve uma sólida expansão de 11% nos empréstimos, em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, e as despesas operacionais recuaram 7%, o que demonstra o comprometimento do Itaú com a redução de custos”, avalia o banco americano. O Morgan Stanley observa que o Itaú teve um trimestre “duro” e que as provisões foram uma antecipação para a “recessão provocada pelo coronavírus”.

B2W (BTOW3, R$ 74,86, +1,07%) e BR Distribuidora (BRDT3, R$ 19,80, +1,18%)

A empresa de comércio eletrônico B2W fechou uma parceria com a rede de lojas de conveniência BR Mania, da BR Distribuidora, que permitirá 1.300 lojas da distribuidora de bandeira Petrobras a participar da sua plataforma de marketplace. Segundo a B2W, os clientes das lojas BR Mania poderão comprar os produtos através das suas plataformas. Tanto lojas como clientes contarão com serviços de entrega de produtos.

Embraer (EMBR3, R$ 7,50, -2,85%) 

De acordo com informações da Bloomberg, a equipe econômica do governo quer que a Embraer siga como uma empresa privada e está organizando um empréstimo sindicalizado para ajudar a fabricante de aviões depois que o acordo com a Boeing foi abandonado.

A Embraer disse que tem considerado e adotado medidas adicionais para preservar sua liquidez e manter sólida posição financeira, como ajustes de estoque e produção, extensão de ciclos de pagamento, redução de despesas e capex e, potencialmente, acesso a fontes adicionais de financiamento.

A companhia apontou que vem avaliando possíveis financiamentos, inclusive do BNDES, sem que haja um definição, neste momento, quanta a uma operação específica, destacou em comunicado ao mercado.

O Valor disse na segunda-feira que o BNDES planejava comprar pelo menos US$ 1 bilhão em ações a serem emitidas pela Embraer, uma operação que diluiria outros acionistas e colocaria o governo de volta no controle da empresa. Mais tarde, o jornal afirmou que o governo não queria retomar o controle da companhia e estava em
discussões com bancos privados para uma solução.

Azul (AZUL4, R$ 5,16, 0%) e Gol (GOLL4, R$ 11,78, +5,65%)

Ainda em destaque, as negociações sobre o socorro às empresas aéreas e montadoras por meio de empréstimos sindicalizados estão emperradas e devem demorar a sair, disseram banqueiros envolvidos nas negociações à Bloomberg, pedindo para não serem identificados discutindo conversas privadas. Azul e Gol tiveram entre as três piores performances do Ibovespa ontem.

Klabin (KLBN11, R$ 18,70, +5,17%) e Suzano (SUZB3, R$ 41,60, +2,72%)

Os preços de celulose de fibra curta na China tiveram forte alta na semana (+US$4,1/t), para US$469,3/t. “Mantemos nossa visão positiva no longo prazo com recomposição de margens dos produtores de papel na China”, destaca a XP Investimentos.

Cemig (CMIG4, R$ 9,25, +0,11%)

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A Cemig lançou um novo Programa de Desligamento Voluntário Programado (PDVP) para seus funcionários, com o intuito de reduzir custos. Segundo a Reuters, o plano mira trabalhadores que completem em 2020 ao menos 25 anos de serviços na empresa ou suas subsidiárias.

A estatal mineira não informou metas do plano ou projeções de adesão, tendo destacado que o PDVP do ano passado teve adesão de aproximadamente 600 funcionários e proporcionou economia anual de cerca de R$150 milhões.

“Vemos a iniciativa como positiva para a Cemig em vista do potencial de redução de custos, o que consideramos importante no atual cenário desafiador para a companhia. Mantemos nossa recomendação Neutra em Cemig, com preço-alvo de R$ 11/ação”, aponta a XP.

Elektro (EKTR3F, R$ 15,00, -7,24%) 

A concessionária de energia Elektro Redes, subsidiária da Neoenergia que atua no interior paulista, informou ontem a emissão de debêntures simples e não conversíveis no valor de R$ 260 milhões. A segundo a Elektro, os recursos serão usados para capital de giro. Serão emitidas 260 mil debêntures, cada uma no valor de R$ 1 mil. A Elektro irá remunerar os detentores dos papéis com juros baseados na taxa DI, mais um prêmio de 1,90% ao ano. A empresa prevê no contrato a possibilidade de resgatar antecipadamente as debêntures a partir de 5 de maio de 2021.

JBS (JBSS3, R$ 22,76, -0,04%)

A Justiça determinou que as operações da JBS de Passo Fundo em 7 de maio podem ser retomadas depois que documentos e evidências apresentados pela companhia demonstraram que foram adotadas medidas rígidas para proteger a saúde dos trabalhadores, destacou a companhia em comunicado.

BRF (BRFS3, R$ 18,34, -0,33%) 

O Bradesco BBI reafirmou hoje sua nota Neutra para a ação da BRF e comentou a situação no Rio Grande do Sul, onde o Ministério Público pediu o fechamento de uma planta de abate de aves da empresa no município de Lajeado, após alguns funcionários terem sido contaminados pelo coronavírus. Os trabalhadores foram afastados, mas a preocupação permanece.

“Em outra decisão, o judiciário trabalhista do RS impôs à JBS condições maiores de proteção para os trabalhadores no frigorífico em Trindade do Sul. A planta permanece aberta”, comentou o BBI. Segundo o BBI, a preocupação é maior com a BRF por causa do modelo de operação integrada da empresa, na qual o frigorífico precisa pagar pela produção inteira da granja, mesmo que o consumo caia. A BRF está totalmente exposta ao modelo, enquanto a exposição da JBS ao mercado avícola é menor, pois trabalha mais com carne bovina.

C&A (CEAB3, R$ 8,61, -4,22%) 

A rede de lojas de departamento C&A não pagou o aluguel de março da sua sede em Alphaville, município de Barueri (SP), informou a agência Bloomberg na manhã de hoje, ao citar informação do jornal O Estado de S. Paulo. Em outubro do ano passado, a C&A levantou R$ 1,63 bilhão em uma oferta pública de ações e destinou metade dos recursos ao seu caixa. A varejista publicará os resultados do 1º trimestre em 14 de maio.

IRB (IRBR3, R$ 9,01, -6,05%)

O IRB adiou a divulgação de dados do primeiro trimestre de 2020 para 18 de junho.

(com Bloomberg, Agência Brasil e Agência Estado)

 

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