Abril Educação volta a disparar na Bolsa após “novidades” sobre possível venda

Depois da confirmação de que dois bancos foram contratados para assessorar uma possível venda da Abril Educação, noticiário desta quarta já traz dois possíveis compradores de uma fatia da empresa

Publicidade

SÃO PAULO – As units da Abril Educação (ABRE11) subiram forte pelo segundo pregão seguido da Bovespa, com novas notícias nesta quarta-feira (12) sobre uma possível venda da companhia, dando continuidade à confirmação de ontem da controladora Abrilpar sobre a contratação de dois bancos para avaliar o que fazer com seus investimentos na empresa de educação.

Na última terça-feira (11) a Abrilpar – controladora da Abril Educação – confirmou às informações divulgadas na coluna de Sonia Racy, do O Estado de S. Paulo. A empresa anunciou a contratação do Itaú BBA e do BTG Pactual para analisar “oportunidades estratégicas relacionadas ao seu investimento na Abril Educação”, podendo inclusive envolver uma alteração no controle da empresa.

Já hoje, saiu no jornal Valor Econômico que o controlador negocia uma venda de 20% a 25% da Abril Educação e entre os interessados estão gigantes private equities, como a Carlyle e KKR, que podem entrar no negócio em parceria com o grupo de ensino superior Laureate. Segundo a notícia, o valor pedido por ação da Abril Educação é de R$ 45, quase 60% acima do último preço de fechamento do papel (R$ 28,50). Considerando esse preço e uma fatia de 25% do negócio, a operação poderia chegar a R$ 450 milhões.

Com isso, as units da Abril Educação tiveram forte alta de 4,88%, cotadas a R$ 29,89, com volume de R$ 20,4 milhões, mais de três vezes a média diária das últimas 21 sessões, de R$ 6,14 milhões. Na última terça-feira, esses papéis fecharam com ganhos de 6,78% e tiveram um volume financeiro de R$ 26,2 milhões na Bovespa – muito acima da média diária dos últimos 21 pregões, que girava em torno de R$ 4 milhões.

Os rumores de que a Abril Educação pode ser vendida não são considerados uma grande novidade no mercado, já que ela vem sendo sondada faz um bom tempo sobretudo pelo péssimo desempenho que os papéis têm tido na bolsa – vale lembrar que em fevereiro do ano passado eles estavam cotados acima de R$ 50; além disso, na última segunda-feira os ativos ABRE11 atingiram seu menor patamar desde março de 2011.