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A ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que pretende englobar os 34 países das Américas em uma área de livre comércio a partir de 2005, foi um dos temas de uma reunião realizada hoje na Bovespa pela diretoria da ABRASCA (Associação Brasileira das Companhias de Capital Aberto). Também foram discutidos: a possível isenção de CPMF para investimentos em bolsa, a queda do nível de atividade mundial, a entrada em vigor da nova Lei das S.A. e o mercado de capitais como um todo. Para falar sobre a ALCA foi convidado o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Antonio Fernando Guimarães Bessa.
A ALCA apesar de sua importância tem sido um assunto muito pouco discutido no Brasil, principalmente se levarmos em conta que com ela poderemos ter acesso ao mercado norte-americano, que é o maior do mundo, e ao mesmo tempo poderemos estar sujeitos a concorrência direta com a maior potência mundial, o que poderia ser fatal para alguns setores de nossa economia.
Por tamanha relevância, a área de livre do comércio do continente tem encontrado resistências inclusive no governo brasileiro, que não se interessou por uma antecipação do início das quedas das barreiras comerciais, por considerar essencial um tempo para as indústrias brasileiras poderem se adaptar as novas condições. No entanto, as controvérsias para a implantação da ALCA não são restritas apenas ao Brasil, o próprio EUA não aprovou o fast track durante o governo Clinton, que daria poderes ao seu presidente para negociar com os demais países do bloco sem consultar o Congresso, e seria fundamental para antecipar as datas para o início da ALCA.
A ALCA pode ser uma excelente oportunidade para muitas empresas brasileiras como as dos setores siderúrgicos e agropecuários, mas pode fazer com que diversos setores fossem a falência. Por isto, discussões como esta são bem vindas, por ajudarem os empresários a enxergar as dificuldades e oportunidades que surgirão com a área de livre comércio, além de formar idéias que possam ser levadas ao governo para orientar nas negociações.