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Abiove prevê maior de exportação de soja do Brasil, com efeito China

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou suas expectativas para as exportações de soja do país neste ano em 5,7pc, para 72 milhões de t, de uma estimativa anterior de 68,10 milhões de t.

A revisão para cima se deu em meio à intensificação da guerra comercial Estados Unidos-China.

O agravamento das relações comerciais entre os EUA e a China tem um “impacto positivo na demanda pela soja brasileira”, disse a Abiove hoje.

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou ontem sua estimativa para as exportações de soja do país para 70 milhões de t, de 68 milhões de t na perspectiva em julho.

A China, maior importadora de soja do mundo, suspendeu suas importações de produtos agrícolas norte-americanos depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse na semana passada que a partir de 1º de setembro imporia tarifas de 10pc sobre bens chineses ainda não afetados por tarifas mais altas. Nesse cenário, a China pode aumentar suas compras do Brasil, o maior exportador mundial da oleaginosa.

A Abiove manteve sua projeção para a produção de soja do Brasil inalterada em 117,6 milhões de t.

A associação agora prevê que as exportações de óleo de soja podem chegar a 900.000t, um aumento de 12,5pc em relação às 800.000t estimadas no mês passado. A Abiove reduziu sua estimativa para as exportações de farelo de soja em 2,5pc, para 15,8 milhões de t.