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SÃO PAULO – Em otimismo contido, os principais mercados acionários internacionais voltam a operar majoritariamente no campo positivo, trazendo expectativas favoráveis para a abertura no Brasil nesta quarta-feira (23), ainda sob a repercussão da concessão do grau de investimento pela agência Moody´s.
No entanto, o dia pode trazer surpresas aos investidores, em função da decisão do Federal Reserve sobre política monetária nos EUA, em meio à ansiedade por pistas sobre a remoção dos estímulos. No Reino Unido, a minuta do BoE revelou maior coesão em torno da manutenção da política monetária.
Já no plano corporativo, volta a ganhar destaque a disputa entre autoridades dos EUA e o Bank of America em torno de detalhes da aquisição da Merrill Lynch, assim como negociações para fusão e aquisição nos setores de papel e celulose e industrial.
“No Brasil, os negócios foram beneficiados pelo anúncio, já esperado, da elevação da nota de crédito do país pela Moody’s, única agência que não havia ainda concedido o grau de investimento ao país”, afirmaram analistas da corretora Spinelli.
Noticiário corporativo
Maior fabricante mundial de reatores nucleares, a Areva teria recebido diversas ofertas em até € 4 bilhões por suas unidades de transmissão e distribuição de energia, afirmaram agências norte-americanas.
Por sua vez, a Aracruz anunciou que negocia a venda de sua fábrica localizada na cidade gaúcha de Guaíba por US$ 1,43 bilhão. Segundo comunicado, as empresas têm até 90 dias para concluir a operação.
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Perspectivas
Os mercados futuros em Wall Street operam em alta nesta sessão, que traz também a divulgação dos estoques de petróleo norte-americanos, acompanhados no campo positivo pelas bolsas europeias. O cenário externo soma-se ao fluxo de notícias favorável para o Brasil, com a concessão do grau de investimento pela Moody’s, aumentando expectativas de ganhos durante a abertura.
No último pregão, o Ibovespa registrou alta de 0,93%, atingindo 61.493 pontos. De acordo com analistas da corretora Ágora, “a obtenção do grau de investimento pela Moody’s, ainda que muito precificada e esperada, sempre guarda o paladar suave da tendência positiva para novos fluxos externos de investimento, redução do custo de captação governamental e empresarial e aumento da percepção dos bons fundamentos”.