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SÃO PAULO – A moeda norte-americana confirmou sua trajetória de queda verificada na última sexta-feira, com o mercado cambial sob expectativa da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima quarta-feira.
Elevação da Selic
Grande parte dos analistas seguem projetando uma alta de cerca de 0,50 ponto percentual na Selic (de 16,75% ao ano para 17,25% a.a.) diante da aceleração da inflação reveleda pelos principais índices e principalmente, com o histórico conservador e ortodoxo da cúpula da autoridade monetária.
Deste modo, com os investidores precificando tal tendência, os ativos de renda-fixa brasileiros tornam-se mais atraentes, o que pressiona a cotação do dólar. Outro fator que derrubou a cotação da moeda é queda do petróleo nos principais mercados.
Dólar encerra em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,7850 na compra e R$ 2,7860 na venda, leve baixa de 0,14% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0430, representando um ágio de 9,26% em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 2,52% em novembro, frente à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 4,00%.
Dólar futuro na BM&F
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em dezembro encerrou o dia cotado a R$ 2.801, baixa de 0,25% em relação ao fechamento de R$ 2.808 da última sexta-feira. O contrato com vencimento em janeiro, por sua vez, fechou estável,
atingindo R$ 2.894 frente ao fechamento de sexta-feira.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,50% para janeiro de 2005, uma alta de 0,30 pontos percentuais em relação ao fechamento do último pregão. Já o contrato de maior liquidez, referente a fevereiro de 2005, encerrou a 1,61%, com alta de 0,18 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.