A pergunta de US$ 85 bilhões que Wall Street espera que a Apple responda dentro de algumas horas

A gigante da tecnologia divulga seu balanço do 4° trimestre fiscal após o fechamento das bolsas dos EUA desta quinta-feira

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SÃO PAULO – Dentro de algumas horas – isto é, após o fechamento das bolsas americanas, às 18h (horário de Brasília) -, a Apple responderá a uma pergunta de bilhões de dólares de Wall Street – mais precisamente US$ 85 bilhões. 

Isso porque a gigante da tecnologia divulga seu balanço do 4° trimestre fiscal, que se encerra em setembro, nesta quinta-feira (2) e dará uma ideia a Wall Street do que esperar sobre a temporada de férias. Analistas consultados pela Reuters esperam que a companhia atinja uma receita líquida de US$ 84,9 bilhões entre outubro e janeiro. 

As principais linhas do balanço que o mercado está de olho:

– Para o 4° trimestre fiscal

LPA (Lucro Por Ação) ajustado: US$ 1,87, segundo consenso da Reuters

Receita líquida: US$ 50,7 bilhões, segundo consenso da Reuters

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Unidades vendidas de iPhone: 46 milhões, segundo consenso da FactSet

Os sinais que o mercado busca para o período seguinte (ou o 1° trimestre fiscal):

Receita líquida: US$  84,9 bilhões, segundo estimativa da Reuters

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Margem: 38,6%, segundo estimativa da Street Account

O que diferencia essa temporada?
Analistas apontam que essa é uma temporada especialmente incomum para a empresa mais valiosa do mundo. 

No passado, a Apple apresentava novos produtos em setembro e os lançava em seguida. Como resultado, os analistas tinham uma ideia tinham uma ideia de como os novos iPhones estavam sendo vendidos até outubro ou novembro, antes dos grandes números da temporada de férias.

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Mas este ano, contudo, o principal produto da Apple, o iPhoneX, ainda nem chegou às lojas – as vendas começam amanhã nos Estados Unidos. E tem mais: há dúvidas sobre a aceitação do público sobre o preço – o preço inicial é de US$ 999 para clientes dos EUA -, além de preocupações sobre a dificuldade de fabricação do aparelho, o que pode acarretar em uma oferta menor do celular. 

Assim, as questões na mente dos investidores são: quantos desse produto a Apple espera vender; e se a empresa pode entregá-los antes de janeiro? 

Em relatório divulgado pela CNBC, o analista da Mizuho Securities, Abhey Lamba escreve que espera que a demanda por iPhoneX ultrapasse a oferta nos próximos dois trimestres, mas ela pode potencialmente diminuir a partir do trimestre de junho de 2018 devido à antecipação de novos dispositivos no final do ano.

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Os sussurros de atrasos também significam que as reações dos investidores aos resultados de setembro podem ir para qualquer direção. Se por um lado Wall Street geralmente se anima quando uma empresa divulga vendas ou lucros melhores do que o esperado; por outro, pode impulsionar os negócios da Apple no longo prazo os consumidores estiverem impossibilitados de comprar agora, para comprar o iPhone X mais caro mais tarde, segundo o analista Michael Olson, de Piper Jaffray.

Tudo isso ocorre em paralelo ao flerte trilionário da Apple no mercado de ações. Ao longo do ano passado, os papéis da companhia se valorizaram em quase 50%, com um valor de mercado que atingiu nesta quinta-feira mais de US$ 850 bilhões. 

Às 16h05 (horário de Brasília), as ações da Apple subiam 0,62% na Nasdaq, cotadas a US$ 167,90.