Publicidade
SÃO PAULO – No coração de uma das maiores crises econômicas enfrentadas no continente europeu está a Grécia, país que tomou os holofotes da mídia nos últimos anos pela imensidão de seus problemas econômicos, que incluem dívidas exorbitantes, atividade econômica em queda e uma taxa de desemprego cinco vezes maior que a brasileira.
Para resolver o problema grego, e de outros países do continente, ministros de finanças da zona do euro se encontram durante a noite desta segunda-feira (12), buscando por uma nova medida que pode colocar o país no caminho novamente. Na expectativa pela reunião, o banco francês Société Générale listou sete medidas que poderiam trazer a Grécia de volta ao caminho.
1) Compras de dívida
O país pode comprar seus títulos de dívida, ao contrário de vender novos. Isso reduziria a quantidade de dívida circulante do país e reduziria o endividamente. Contudo, esse tipo de medida requer mais dinheiro, coisa que a Grécia não tem, e não há garantias que os investidores privados estariam interessados em vender a dívida de volta para a Grécia, já que isso indicaria perdas.
Continua depois da publicidade
2) Perdão da dívida
Se a dívida não pode ser comprada, ela pode ser perdoada – levando de volta para o patamar de sustentabilidade. Por outro lado, esse tipo de medida encontra bastante oposição por parte dos políticos do continente e o BCE (Banco Central Europeu) não deve concordar com qualquer reestruturação dos títulos gregos.
3) Transferência de responsabilidade de capitalização
Um outro passo, que na opinião do Société Générale ajudaria o país endividado, é a possibilidade de que o país transfira a recapitalização dos bancos para o ESM (European Stability Mechanism). Embora isso reduza o total das dívidas, o banco francês chama a atenção de que é uma medida que não deve ser implementada antes de haver um supervisor do sistema bancário – além de abrir precedentes para que o mesmo ocorra com Irlanda e Espanha.
4) Taxa de juro menor
Se o BCE rebaixar a taxa de juro do continente, surgirá efeito nos títulos de dívida gregos, acredita o FMI (Fundo Monetário Internacional). Assim, o país terá que pagar menos juros e conseguirá pagar mais dívida – reduzindo o total de seu endividamento. Não há consenso se isso será efetivo ou não.
5) Pagamento da dívida detida pelo BCE
Por sua vez, o BCE pode reinvestir os seus ganhos com os títulos de dívida na Grécia, ajudando o país a manter parte de seu orçamento – em uma operação igual o Federal Reserve faz com os Treasuries nos EUA. Embora essa seja uma boa ideia, a quantidade deve ser muito pequena para resolver os problemas gregos.
6) Deixar a Europa fazer as reformas
Um outro ponto a ser feito é transferir a responsabilidade do projeto de privatização para uma instituição da Zona do Euro – acelerando o processo. Embora isso seja uma ideia popular na Alemanha, encontra grande resistência por parte dos gregos, além de não ser uma fonte tão grande de dinheiro para o país.
7) Um novo programa de resgate
A saída mais emergencial, para ao menos fazer a Grécia pagar os compromissos de curto prazo, é acordar um novo programa de resgate. Embora isso deva ajudar a economia grega a receber as quantias para evitar uma moratória, ele não deve reduzir a dívida total, um ponto crucial nas reinvindicações do BCE.