Turbulência na Bolsa

A filha de gigantes que começa a tirar o sono da Multiplus e Smiles: entenda por que elas derretem na Bolsa

Relatório do UBS joga luz a um ponto que estava adormecido: acirramento da concorrência com a entrada da Livelo e ações da Multiplus e Smiles derretem nesta sessão

SÃO PAULO – As ações das empresas de programas de fidelidade Multiplus (MPLU3) e Smiles (SMLE3) sofreram uma forte turbulência na Bovespa hoje: enquanto a primeira afundou 4,99%, a R$ 34,27, a segunda caiu 4,42%, a R$ 46,05. Nas mínimas do dia, os papéis da Multiplus atingiram queda de 8,15%, a R$ 33,13, ao passo que as ações da Smiles registraram desvalorização de 5,89%, a R$ 45,34. 

O tremor dos papéis veio com um relatório do UBS, que jogou luz a um ponto que estava adormecido: o acirramento da concorrência no setor, após a entrada da Livelo no mercado, em junho desde ano. 

Apesar da pouco idade, a empresa, joint venture entre o Banco do Brasil e Bradesco, já começa a assustar as gigantes do setor. Isso por que, olhando para as opções de resgate das 248 rotas domésticas e 96 rotas internacionais, a Livelo foi a opção mais barata em 52% e 15% delas, respectivamente, no mês de novembro. Um crescimento quando comparado aos dados de junho, de 40% e 2%, na mesma ordem, observaram os analistas Rogério Araújo e Lucas Barbosa, do UBS.

Com a competição batendo na porta, os analistas decidiram cortar o preço-alvo das ações da Smiles de R$ 51,60 para R$ 50,40 e o dos papéis da Multiplus de R$ 39,50 para R$ 38,20.

Segundo eles, se a companhia continuar oferecendo preços competitivos, a Livelo poderá atingir 16% do market share (participação de mercado) da indústria de cartões de crédito, o que poderia impactar em R$ 7,60 o preço justo das ações da Smiles e em R$ 8,60 das ações da Multiplus. Para o cálculo dos novos preços-alvos, eles incluíram 50% de possibilidade desse efeito. Ou seja, no pior cenário, o preço justo das ações da Multiplus passaria a ser de R$ 34,00 e da Smiles de R$ 46,60.