Vício mundial

A febre do Pokémon da vida real que já fez a Nintendo disparar 50% na Bolsa de Tóquio

Após anos de sofrimento e perdendo espaço na indústria de games, a companhia japonesa viu suas ações dispararem desde o lançamento do jogo

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SÃO PAULO – O mundo não fala de outra coisa. Desta a quinta-feira passada, o principal assunto visto na internet é Pokémon Go, o primeiro jogo dos famosos monstrinhos para celular e que não para de bater recordes entre os aplicativos. E a Nintendo não para de comemorar o sucesso: após anos de sofrimento e perdendo espaço na indústria de games, a companhia japonesa viu suas ações dispararem 50% em apenas dois dias.

Apenas nesta segunda-feira (11), os ganhos das ações da empresa no Japão foram de 24,52%, a 20.260 ienes, enquanto isso, os ADRs negociados em Nova York disparam 35,89%, para US$ 28,17. Com isso, a empresa já viu seu valor de mercado subir US$ 7,5 bilhões desde a última quinta-feira.

Apesar da alta ansiedade dos fãs, o sucesso do jogo tem sido uma grande surpresa, seja pelo número de downloads, ou pelas notícias estranhas de pessoas invadindo lojas, casas e até delegacias para conseguirem capturar as criaturas. Tudo isso enquanto o aplicativo está disponível apenas em três países: Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia.

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O jogo mistura os antigos games de Pokémon com realidade virtual. Com ele, os jogadores precisam andar pelas ruas, entrar em parques, casas e outros lugares para encontrar as criaturas e tentar capturá-las. Além disso, em alguns lugares você encontrará adversários e locais para lutar e evoluir seus pokémons.

O game, porém, não será uma fonte de lucro imediato para a Nintendo. O título é gratuito e a Nintendo não é a única investidora ou criadora do game. Pokemon Go foi criado pela Niantic, uma cisão do Google no ano passado, e pela Pokemon Company. A Nintendo detém um terço da Pokemon Company e tem participações não reveladas na Niantic, que já desenvolveu um jogo similar de realidade aumentada em 2012.