A exemplo da S&P, Moody’s pode remover perspectiva “positiva” do Brasil

"Foco está no crescimento e política fiscal", disse Leos, analista-sênior da agência em entrevista à Reuters

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s disse que está cada vez mais difícil justificar a perspectiva “positiva” para o rating do Brasil se a economia do País continuar enfranquecida.

Em entrevista por telefone à Reuters, o analista-sênior da Moody’s, Mauro Leos, disse que a agência de classificação de risco está prestando muito atenção às tendências em relação à dívida bruta doméstica e a dinâmica da economia, que corre o risco de registrar seu terceiro ano de crescimento fraco.

“O foco é o crescimento e a política fiscal”, disse Leos. “Se há indícios de que a dívida pelo PIB (Produto Interno Bruto) pode não continuar a diminuir, com tem sido o caso, baseado nos números recentes, então será ainda mais difícil suportar a perspectiva positiva”, complementou. 

A revisão da perspectiva pode minar a confiança dos investidores no Brasil no momento em que há dúvidas sobre a sustentabilidade das políticas econômicas de Dilma Rousseff. Caso haja um corte, será seguido pela revisão para baixo da perspectiva do Brasil pela Standard & Poor’s, em 6 de junho, citando também a política fiscal e crescimento.

Após crescer 3,6% na última década, a economia desacelerou para 1,8% desde 2011, em meio a problemas de oferta e baixos níveis de investimentos. No último ano, a expansão foi de 0,9%.

Nas três principais agências de classificação de risco, o Brasil tem o segundo mais baixo grau de investimento – o que para Moody’s é a nota “Baa2” e “BBB” para S&P e Fitch. 

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A Moody’s é a única delas que tem perspectiva positiva para o Brasil. É esperado que a Fitch Ratings, que tem perspectiva estável, revise o nota de crédito brasileira em julho, disse o porta-voz da agência.