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SÃO PAULO – A grande referência aos investidores nesta sexta-feira será o mercado de trabalho norte-americano. O importante Relatório de Emprego gera expectativa nos mercados e pode alterar a trajetória das bolsas nesta sexta-feira (3), que por ora, é de leves altas na Europa e no pré-market em Wall Street.
Às 9h30 do horário de Brasília, o Departamento de Trabalho norte-americano divulgará um perfil sobre o mercado de trabalho do país, com dados como remuneração média por hora trabalhada, geração de postos de trabalho e, claro, a taxa de desemprego – todos referentes ao mês de agosto.
As expectativas não são lá muito otimistas. Espera-se que a taxa de desemprego tenha subido de 9,5% em julho – nível historicamente já bastante alto – para 9,6% no oitavo mês do ano. Quanto ao Nonfarm Payrolls, as projeções dos analistas são de que o país tenha perdido 120 mil postos de trabalho.
Completando a agenda, às 11h00, sai também o ISM Services, avalia a atividade no setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia dos EUA. As expectativas apontam queda frente a julho.
Europa
Enquanto os números não são revelados, indicadores econômicos europeus ajudam a manter o bom humor entre os investidores nesta manhã de cautela. O volume de vendas no varejo, tanto na Zona do Euro quanto na União Europeia, avançou mais que o esperado em julho, apontou a agência de estatísticas Eurostat.
Em contrapartida, o PMI (Purchasing Manager’s Index), indicador que mede a atividade industrial, do Reino Unido surpreendeu negativamente ao registrar 51,3 pontos em agosto, abaixo dos 52,8 pontos esperados pelo mercado.
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No plano corporativo, a francesa Neopost é destaque de alta na bolsa de Paris, com seus papéis subindo quase 4%. A disparada das ações deve-se ao bom resultado postado pela empresa no segundo trimestre desse ano, sobretudo pelo avanço de 6,9% em suas vendas, superando projeções.
PIB brasileiro
Por aqui, a sexta-feira também é dia de importantes divulgações na agenda, com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) lançando mão de nada menos que o desempenho da economia brasileira no segundo trimestre desse ano.
Superando projeções do mercado, o PIB (Produto Interno Bruto) do País registrou no período um avanço de 1,2% frente ao três primeiros meses do ano, já descontados efeitos sazonais. Cabe lembrar que no primeiro trimestre, o crescimento contabilizado foi de 2,7% em relação ao último trimestre de 2009.