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SÃO PAULO – Em pleno ápice de temporada de divulgação de resultados corporativos, a maior economia do mundo também anuncia seu balanço trimestral. A apreensão entre os investidores quanto aos números do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano é tanta que leva as bolsas a uma manhã de queda nesta sexta-feira (30).
A expectativa dos analistas é de que a economia norte-americana mostre uma expansão de 2,5% no segundo trimestre deste ano, resultado levemente abaixo do anterior, de alta de 2,7%. Quanto ao deflator do PIB, a projeção é de que aponte nova alta de 1,1%.
Os dados serão divulgados às 9h30 e abrem a recheada agenda econômica norte-americana dessa sessão, que traz ainda números sobre o custo de mão-de-obra no país, o nível de atividade da indústria da região de Chicago em julho e o nível de confiança dos consumidores na economia também em julho, medido pela Universidade de Michigan.
Na Europa, a agenda trouxe referências desfavoráveis. A inflação no continente mostrou o maior ritmo de aceleração em mais de um ano e meio, atingindo alta de 1,7% em julho, segundo informou a Agência de Estatísticas da União Europeia. O número preocupa, mas veio em linha com o já alertado por analistas. Já a taxa de desemprego manteve-se em 10% em junho na Zona do Euro.
Resultados
Enquanto as bolsas operam em compasso de espera pelo PIB norte-americano, o noticiário corporativo não pára. A Merck, segunda maior farmacêutica dos EUA, divulgou seu balanço referente ao segundo trimestre do ano, quando somou lucros de US$ 0,86 por ação, acima dos US$ 0,83 esperados pelo mercado.
Outros resultados trimestrais de companhias de peso devem ainda marcar o noticiário desta sexta-feira, com Chevron e Aon lançando seus números ao conhecimento do mercado. Outra referência de destaque é o anúncio feito pela Walt Disney Company de que irá vender a Miramax Fimls por US$ 660 milhões a um grupo de investidores.
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Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, os papéis da Lafarge são destaque de queda no mercado europeu. A maior fabricante de cimento do mundo reduziu suas projeções de lucro para 2010 e vê suas ações caírem quase 5% nesta manhã. A Heidelberg Cement e a espanhola Gamesa também são referência negativa, após terem revelado resultados abaixo das estimativas dos analistas.
Ásia
Na Ásia, as bolsas encerraram o último pregão do mês no campo negativo. O Japão revelou uma queda de 1,5% na produção industrial de junho frente ao mês de maio, decepcionando investidores, que aguardavam uma alta de 0,2%. Da mesma forma, os dados de desemprego também pesaram sobre os negócios: a taxa aumentou pelo quarto mês consecutivo para 5,3%, atingindo o maior patamar em sete meses.