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SÃO PAULO – Em um dia de agenda bastante movimentada, o Ibovespa mudou de direção nesta manhã e passa a cair pelo quarto pregão consecutivo nesta quarta-feira (30). Às 13h15 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 0,25%, a 56.973 pontos, seguindo indefinição das Bolsas norte-americanas. O mercado teme que o Federal Reserve comece a subir a taxa de juros mais cedo do que o previsto, acompanhando o crescimento da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre.
No mesmo horário, o dólar registrava alta de 1,05%, a R$ 2,254 na compra e R$ 2,255 na venda, batendo o maior patamar desde 17 de julho. A variação também é a maior desde esse dia, quando a moeda americana registrou valorização de 1,65% frente ao real. Já os contratos de DI com vencimento a partir de 2017 estavam subindo entre 1% e 1,2%, com a maioria deles marcando a quinta alta em seis pregões.
Além da espera pelo Fed, no Brasil, o noticiário eleitoral é intenso. A partir de hoje, podem ser divulgadas pesquisas regionais Ibope com abrangência nacional. Foram feitos levantamentos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Vale ficar de olho também no encontro promovido pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias) hoje, que conta com a presença de Eduardo Campos, Aécio Neves e Dilma Rousseff. (O InfoMoney faz a repercussão online do evento. Para acompanhar, clique aqui)
Por que o mercado está de olho no Fed?
O Fed tem mantido as taxas de juros “overnight” perto de zero desde dezembro de 2008 e, com a retomada da economia, o que o mercado especula é que ele possa dar sinais de uma elevação mais rápida do que o previsto. Às 15h (horário de Brasília), o Fomc (Federal Open Market Committee) anuncia sua decisão de política monetária.
Nesta manhã, o Departamento do Comércio informou que o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA registrou um crescimento de 4,0% entre abril e junho, superando a previsão de alta de 3,0%. Ainda nos EUA, o ADP Employment de julho, por sua vez, mostrou menor criação de vagas do que o esperado: 218 mil ante expectativa de 225 mil. Apesar de ficar abaixo da estimativa, o número segue apontando uma melhora permanente no mercado de trabalho do país. Nesta tarde, os principais índices acionários americanos operavam entre leves perdas e ganhos: Dow Jones (-0,31%, 16.860 pontos), Nasdaq (+0,30%, 4.456 pontos) e S&P 500 (-0,10%, 1.968 pontos).
Além de pistas sobre juros, o mercado espera ainda que o Fed avance no seu plano de reduzir as compras de títulos. A expectativa é de que o Fed reduza suas compras mensais de ativos em mais 10 bilhões de dólares, a 25 bilhões de dólares, no caminho para encerrar o programa neste outono (no hemisfério norte).
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Resultados agitam sessão
O mercado brasileiro fica de olho também nos resultados do segundo trimestre, com destaque para Gerdau (GGBR4, -1,17%, R$ 13,56), Souza Cruz (CRUZ3, -1,78%, R$ 22,10) e Cielo (CIEL3, -2,78%, R$ 43,02), figurando entre as maiores quedas do Ibovespa. Por outro lado, a Telefônica Brasil (VIVT4, +2,11%, R$ 46,03), que também divulgou seus números para o período, lidera os ganhos do índice.
A Gerdau viu sua receita líquida alcançar R$ 10,443 bilhões no segundo trimestre deste ano, crescimento de 5,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o lucro líquido caiu 2,0% no período, atingindo R$ 393 milhões. O Ebitda ficou em R$ 1,17 bilhão, queda de 2,2% na mesma base de comparação. Já a margem Ebitda passou de 13,6% para 12,1% no período.
Já a Souza Cruz teve lucro líquido de R$ 392,9 milhões no segundo trimestre, queda de 9,8% na comparação anual. A receita líquida caiu 4,9% na mesma base de comparação e encerrou junho em cerca de R$ 1,48 bilhão. Enquanto isso, a Cielo apresentou ao mercado seu balanço referente ao exercício do segundo trimestre de 2014. Conforme informou a companhia, a receita líquida obtida entre abril e junho foi de R$ 1,84 bilhões, o que equivale a uma alta de 13,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.
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A Telefônica apresentou um lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no segundo trimestre, um aumento substancial de 118% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Já a receita líquida da empresa cresceu 5,1% na comparação anual e encerrou junho em cerca de R$ 5,8 bilhões, impulsionada principalmente pela crescente na receita de dados.
Entre as ações “pesos-pesados” do Ibovespa, merece menção também a Vale (VALE3, -1,25%, R$ 32,51; VALE5, -1,02%, R$ 29,05), que recuava mais de 1% contrabalanceando com Petrobras (PETR3, +0,49%, R$ 18,52; PETR4, +0,56%, R$ 19,73), que operava em alta.
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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