À espera do Fed, bolsas caem com indicadores e resultados desfavoráveis

Commodities também operam em forte queda; dólar comercial segue rumo a sexta alta seguida e Ibovespa segue em baixa

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SÃO PAULO – Apreensão em torno da decisão do Fed, resultados corporativos e indicadores econômicos desfavoráveis, novos temores sobre a situação fiscal grega: é nesse cenário que as principais bolsas do mundo operam em trajetórias de queda na tarde desta quarta-feira (27).

O Fomc (Federal Open Market Committee) anuncia hoje sua deliberação sobre o rumo do juro básico norte-americano. O consenso do mercado aponta para nova manutenção, mas o teor do comunicado gera mais discussão e pode trazer sinais preciosos sobre um aperto monetário por vir e sobre o fim dos programas de estímulo à liquidez.

Enquanto a decisão da autoridade não sai, investidores avaliam números vindos tanto do plano corporativo quanto do econômico. O banco espanhol BBVA postou forte queda em seu lucro no quarto trimestre e seus papéis lideram as perdas nas bolsas europeias. Na agenda, destaque para o New Home Sales, que marcou em dezembro uma queda maior que a esperada no nível de vendas de casas novas nos EUA.

Por aqui, o dia também é de apreensão quanto à política monetária: o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anuncia sua decisão sobre a taxa Selic ao final do dia. Analistas são consensuais quanto a uma nova manutenção do juro, atualmente a 8,75% ao ano. Já o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) registrou em sua terceira medição do mês uma alta de 1,16%, 0,31 ponto percentual acima da anterior.

Treasuries e petróleo
A aversão ao risco nas bolsas em Wall Street faz com que o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano opere em forte queda, o que demonstra uma tendência de alta no preço. Já o risco-país sobe 5 pontos frente ao fechamento da última sessão, a 221 pontos.

No mercado de commodities, o dia também é de queda, reflexo da trajetória ascendente do dólar frente às principais moedas do mundo. Em Nova York, o barril de petróleo é negociado a US$ 73,07, desvalorização de 0,30%.

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Câmbio e renda fixa
A moeda norte-americana sobe lá fora e aqui também: o dólar comercial opera no campo positivo desde o começo das negociações, caminhando para sua sexta alta consecutiva. Nesta tarde, a moeda é cotada a R$ 1,859, acréscimo de 1,31%.

Por sua vez, o mercado de juros futuros também trilha trajetória predominante de alta, com as taxas dos contratos de DI futuro subindo na BM&F Bovespa, sobretudo em função da expectativa do anúncio da decisão do Copom.

Ibovespa em queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo apresenta baixa de 1,42% nesta tarde e atinge 64.591 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,160 bilhões.

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O principal destaque negativo fica com as ações preferenciais classe B da Eletrobrás PNB (ELET6), que registram desvalorização de 3,64% e são cotadas a R$ 33,40. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 5,30%.
 
As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ELET6 Eletrobras PNB 33,40 -3,64 +5,30 14,50M
 CESP6 Cesp PNB 22,75 -3,60 -5,33 8,05M
 ELET3 Eletrobras ON 39,12 -3,19 +7,65 26,19M
 CSAN3 Cosan ON 21,92 -3,14 -14,38 7,61M
 BRAP4 Bradespar PN 37,65 -2,86 -2,28 6,76M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CCRO3 CCR Rodovias ON 40,72 +1,83 +2,08 13,51M
 LIGT3 Light ON 24,87 +1,06 -4,27 10,14M
 CYRE3 Cyrela Realty ON 21,90 +0,92 -10,61 37,59M
 TRPL4 Trans Paulista PN 48,60 +0,73 -6,09 2,93M
 NATU3 Natura ON 33,59 +0,57 -7,49 10,59M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)