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SÃO PAULO – Em uma sessão agitada, o dólar comercial opera em queda com os investidores focando o cenário externo e a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Assim, nem mesmo a realização de um novo leilão de compra pelo Banco Central, com taxa de corte de R$ 2,754, foi capaz de impulsionar a moeda norte-americana.
Os membros do Copom estão reunidos em Brasília, nesta quarta-feira, para decidir a nova taxa Selic. O mercado espera que a entidade eleve a taxa básica de juro em 50 pontos base para 17,75%. Caso a expectativa se confirme essa será a quarta alta consecutiva da taxa básica de juros brasileira.
Inflação e cenário externo
A divulgação do IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) da Fundação Getúlio Vargas alimentou as expectativas de que a alta de 0,5 ponto percentual da taxa Selic seja a última e que, a partir de 2005, a taxa passe a cair. A inflação medida pelo índice desacelerou de 0,83% em novembro para 0,77% nesta última medição. As projeções para 2005, no entanto, podem indicar a necessidade de maior rigor na política monetária.
Além disso, contribui para a desvalorização da moeda norte-americana, a fragilização da moeda no mercado internacional. O dólar retomou sua trajetória descendente frente às principais moedas após o fraco desempenho da balança comercial do país.
Dólar comercial opera em queda
Dessa maneira, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,7430 na compra e R$ 2,7450 na venda, baixa de 0,72% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 3,0090 na venda, representando um ágio de 9,70% em relação ao dólar comercial.
Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro está sendo cotado a R$ 2.756,
forte baixa de 1,13% em relação ao fechamento
de R$ 2.787
da última terça-feira. O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera
em forte baixa de 0,98%,
atingindo R$ 2.792 frente
a R$ 2.820 do fechamento de terça-feira.