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SÃO PAULO – Com o mercado aguardando a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), o dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em leve queda, se ajustando após a forte alta obtida na véspera.
Segundo analistas, a internação de recursos por parte dos exportadores tem impedido maiores valorizações da moeda norte-americana nas últimas sessões. Isso ocorre porque a trajetória de alta iniciada na semana passada tem atraído estes agentes, interessados nas melhores cotações da divisa.
Copom anuncia Selic nesta quarta-feira
Em relação à reunião do Copom, o consenso ainda é de manutenção da Selic nos atuais 19,75% ao ano, apesar de uma corrente que acredita na redução de 25 pontos base ter ganhado força nos últimos dias.
Vale destacar que a forte alta do índice de preços ao produtor norte-americano, bem acima do esperado, limita as perdas da moeda nesta quarta-feira, uma vez que aumenta as expectativas de aceleração do ciclo de aperto monetário nos EUA.
Dólar fecha em queda
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3510 na compra e R$ 2,3540
na venda, baixa de 0,17% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,6200, representando um ágio de 11,44%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 1,05% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 11,27%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.369,
baixa de 0,21% em relação ao fechamento
de R$ 2.374
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da última terça-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em baixa de 0,20%,
atingindo R$ 2.395 frente
à R$ 2.400 do fechamento anterior.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 3,68% para outubro de 2005, com alta de 0,04 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,86%, com alta de 0,03 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.