À espera de Obama, bolsas sobem com menor temor sobre Europa

Bem sucedidas emissões de títulos de Portugal e Polônia animam investidores; por aqui, papéis da Petrobras pesam sobre Ibovespa

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SÃO PAULO – Na expectativa pelo discurso de Barack Obama, as bolsas ao redor do mundo operam em trajetórias ascendentes na tarde desta quarta-feira (8), impulsionadas pela redução dos temores acerca da situação fiscal de países periféricos europeus.

O governo português emitiu, com sucesso, novos títulos de dívida pública, captando um total de € 661 milhões, com demanda acima das estimativas do mercado. Operação semelhante foi realizada pela Polônia, também superando o esperado.

Enquanto isso, nos EUA, o presidente norte-americano Barack Obama realiza discurso nesta tarde em Cleveland. A expectativa dos investidores é grande, graças a rumores de que novas medidas de estímulo à economia sejam anunciadas. A divulgação do Livro Bege e do Consumer Credit também são aguardadas com atenção.

Por aqui, o destaque da agenda econômica fica com o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), que marcou inflação de 0,17% na semana terminada em 7 de setembro, 0,25 ponto percentual acima da apurada na medição anterior.

No campo corporativo, as ações da Petrobras caem forte no temor de que as atividades da plataforma P-35 também sejam paralisadas, impactando o desempenho do Ibovespa. Em contrapartida, Embraer e Fibria são referências positivas depois do governo ter anunciado pacote de estímulo às exportações.

Ibovespa em queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, contraria as altas externas e apresenta baixa de 0,63% nesta tarde, a 66.328 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,935 bilhões.

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O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da Petrobras (PETR3), que registram desvalorização de 4,68% e são cotadas a R$ 31,78. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a 22,22%.

 As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 PETR3 Petrobras ON 31,78 -4,68 -22,22 81,24M
 ELPL6 Eletropaulo PNB N2 31,54 -3,61 +14,85 36,83M
 PETR4 Petrobras PN 28,05 -3,58 -21,86 534,41M
 CPFE3 CPFL Energia ON 39,91 -3,30 +21,74 23,21M
 SBSP3 Sabesp ON 33,85 -3,15 -1,05 3,47M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX Petróleo ON 19,86 +2,42 +16,14 187,94M
 GGBR4 Gerdau PN 24,80 +1,97 -14,00 97,59M
 CCRO3 CCR Rodovias ON 41,85 +1,92 +5,54 9,82M
 FIBR3 Fibria ON 29,65 +1,89 -24,15 18,17M
 BVMF3 BMFBovespa ON 13,42 +1,67 +12,90 59,19M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Treasuries e petróleo
O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em alta, demonstrando queda em seu preço. O risco-País também responde às condições mais amenas e trilha trajetória negativa.

A expectativa por novos estímulos à economia norte-americana também impulsiona as cotações das commodities. Em Nova York, o barril do petróleo é negociado a US$ 78,49 cada, em uma valorização de 0,96%, ao passo que o cobre sobe 0,86% em Londres.

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Câmbio e renda fixa
Em movimento negativo desde a abertura, o dólar comercial mantém-se em queda nesta tarde, cotado a R$ 1,723. O valor corresponde a uma desvalorização de 0,23%.

Em queda seguem também as taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa, a despeito da aceleração dos preços indicada pelo IPC-S.