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SÃO PAULO – Depois de fecharem em queda na véspera, as bolsas externas operam sem uma tendência definida nesta quinta-feira (2). Enquanto os contratos futuros dos principais índices acionários dos Estados Unidos sobem, com o país à espera de dados sobre a economia, na Europa, o pessimismo tomou conta dos investidores após o corte de rating da Grécia pela Moody´s.
Após o encerramento das negociações europeias na quarta, a agência revelou o corte do rating da dívida da Grécia de B1 para Caa1, com a manutenção da perspectiva negativa. Ela indicou ainda 50% de chance de um calote grego. O país não deve retornar ao mercado de crédito em 2012 para financiamento e deve precisar de assistência adicional da Troika para evitar um default, diz a Moody´s.
Nesta quinta, o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet afirmou que a Europa deve considerar estreitar o controle da política econômica se os esforços para lidar com a crise fiscal não derem resultados. Ele defendeu, segundo a CNBC, ideias como a formação de um primeiro ministro da União Europeia e um veto às autoridades da região que gastarem muito. “Em um primeiro estágio, isso é justificado para prover assistência financeira em um contexto de um forte programa de ajuste”, afirmou.
Estados Unidos com mais dados econômicos
De acordo com o Danske Bank, o evento-chave do dia é a divulgação do indicador da atividade industrial dos Estados Unidos de maio, “que parece declinar, seguindo os fracos negócios regionais”, de acordo com o analista chefe da instituição, Allan von Mehren, que espera que o indicador caia para 56,5 pontos, ante 58 aguardados pelos analistas, ante 60,4 pontos em abril.
A agenda do dia dos Estados Unidos ainda traz a revisão de números de produtividade e custo unitário do trabalho do primeiro trimestre. A LCA disse que as informações anteriores mostraram serem pequenas as pressões inflacionárias derivadas do mercado de trabalho e, para a medição atual, não são esperadas revisões fortes, que possam mudar esse diagnóstico.
Ainda sobre o mercado de trabalho, serão divulgados os dados sobre pedidos de seguro desemprego atualizados até 28 de maio. “A leitura de hoje deverá indicar recuo nos pedidos totais e também na média móvel, recuperando trajetória de queda interrompida no início de abril”, diz a LCA.
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Os dados de mercado de trabalho são importantes, de acordo com a CNBC, inclusive para o presidente norte-americano, Barack Obama. Um levantamento mostra que nenhum presidente americano, desde Franklin Delano Roosevelt, conseguiu se reeleger quando a taxa de desemprego no dia da eleição estava acima de 7,2%.
Brasil e Ásia de olho no cenário externo
No Brasil, nesta manhã, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 31 de maio, que registrou variação de 0,51%, 0,45 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na última apuração. Todas as capitais pesquisadas registraram decréscimos em suas taxas de variação.
Por aqui, de acordo com a Ágora, o cenário permanece de cautela no curto prazo, com os investidores de olho no cenário externo.
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O mesmo ocorreu na Ásia no pregão desta quinta, em que os principais índices de ações fecharam em queda, pressionados por um cenário de aumento da aversão ao risco, vindo dos Estados Unidos e da Europa, com a situação grega.
Enquanto isso, no Japão, o primeiro-ministro Naoto Kan conseguiu vencer a moção de desconfiança contra seu nome na Câmara Baixa do parlamento, mas momentos antes anunciou que renunciará ao cargo logo que o processo de reconstrução decorrente do terremoto de março estiver bem encaminhado.