À espera de indicador nos EUA, bolsas permanecem perto da estabilidade

Dados econômicos sobre mercado de trabalho, setor imobiliário e industrial podem movimentar o pregão desta quinta-feira

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SÃO PAULO – Depois de um pregão de altas e baixas, as apostas são de que o Ibovespa terá uma sessão mais calma nesta quinta-feira (16), sem grandes oscilações. E é exatamente essa trajetória que seguem os mercados internacionais – tanto na Europa quanto nos contratos futuros norte-americanos, não há grandes movimentações nas bolsas.

Isso, no entanto, pode mudar em breve. Ainda antes do pregão regular no Brasil, diversos dados econômicos nos EUA virão a público, como os pedidos semanais de auxílio-desemprego, além das construções de novas casas e das permissões para novos imóveis, ambos para julho. Já com a sessão em andamento, os investidores conhecerão a produção industrial de Filadélfia para agosto.

Por aqui, não há indicadores de grande relevância para o mercado. Por sua vez, na Zona do Euro foi revelado que a inflação para julho mostrou, pelo terceiro mês consecutivo, alta de 2,4%, o que levanta a possibilidade do BCE (Banco Central Europeu) cortar juros caso o cenário econômico piore.

O ponto positivo na Europa fica por conta do Reino Unido, onde as vendas no varejo vieram melhor que o esperado para julho, quando as vendas, excluindo combustíveis para automóveis, ficaram estagnadas. A expectativa era de uma queda de 0,2%. Os dados levam em conta apenas dois dias de jogos olimpícos, e a pesquisa mostra que não houve influência no resultado final.

Política monetária ao redor do mundo
A China também ganha destaque no noticiário e, mais uma vez, o tema é a possibilidade de novos estímulos. Em meio a declarações de oficiais do governo chinês de que as perspectivas comerciais do país para os próximos seis meses são mais duras, o premiê Wen Jiabao voltou a reforçar que há espaço para um alívio na política monetária.

Já dados melhores que o esperado nos EUA, divulgados na véspera, afastam a possibilidade de mais medidas por lá. “Dados mistos divulgados nos EUA na véspera parecem ter freado as esperanças do Fed entregar mais alívio quantitativo no curto prazo”, escreve o analista sênior do Danske Research, Christin Tuxen, em relatório.