À espera de indicador norte-americano, mercado deve operar com pessimismo

Analista acredita que, mesmo com bons números dos EUA, foco dificilmente sairá do front negativo europeu

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SÃO PAULO – Após a euforia apontada até meados da semana, o Ibovespa devolveu os ganhos no fechamento de véspera, ao encerrar as atividades em queda de 1,38%, movimento que pode ser o mesmo do pregão desta sexta-feira (6).

Por sua vez, no mercado acionário externo, as principais bolsas europeias registram alta na manhã desta quinta-feira, com destaques para as bolsas de Frankfurt (+0,43%) e de Londres (+0,25%) e de Paris (+0,59%).

Mesmo assim, e segundo o especialista, os receios em relação à Europa continuam a pesar sobre o sentimento de risco e do humor dos mercados acionários, especialmente os asiáticos, que durante a noite apontaram queda.

Particularmente, a situação na Hungria e na Grécia permanecem no topo da agenda. Na véspera os mercados húngaros tiveram um pouco de alívio quando o ministro encarregado das negociações com a União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional) sugeriu que o governo poderia a mudar a lei nova que dificultaria a aprovação do pacote preventivo de ajuda àquele país.

A Espanha também continua no radar, tendo em vista que os temores quanto ao orçamento público e de seu setor bancário continuam a pesar sobre o mercado. Segundo o analista Lars Christensen, do Danske Bank, o pessimismo da Europa é claramente visível na relação euro/dólar, que esta manhã é negociado no nível mais fraco desde setembro de 2010. “Portanto, não é exatamente o otimismo que domina o mercado de câmbio nesta manhã”, diz.

Esperança do dia
Neste sentido, resta ao mercado esperar um certo alívio vindo dos EUA, cujo evento principal será a divulgação do Relatório de Emprego, o qual traz diversos dados sobre o mercado de trabalho, entre eles o Nonfarm Payrolls, pesquisa que produz um índice referente ao número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária.

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“Nós revisamos a nossa estimativa de 120 mil postos para 170mil, a tomar os fortes indicadores do mercado de trabalho divulgados recentemente. Um indicador forte poderá suportar o sentimento de risco, mas a questão é se isso será suficiente para mover a atenção longe dos problemas na Europa e enviar rendimentos significativamente maiores”, conclui o analista do Danske Bank.