À espera de dados pós-shutdown, mercados asiáticos abrem sob cautela

Investidores esperam sinais sobre a economia dos EUA em meio a incertezas no Fed e volatilidade nas criptos

Bloomberg

Uma tela exibe a alta dos preços das ações dentro do edifício Kabuto One, em Tóquio, Japão (Kiyoshi Ota/Bloomberg)
Uma tela exibe a alta dos preços das ações dentro do edifício Kabuto One, em Tóquio, Japão (Kiyoshi Ota/Bloomberg)

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As bolsas asiáticas começaram a semana em tom cauteloso, enquanto investidores se preparam para uma enxurrada de dados econômicos dos Estados Unidos em meio à persistente incerteza sobre os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.

O mercado do Japão recuou, assim como o da Austrália, enquanto as ações da Coreia do Sul subiram. Os futuros dos índices americanos tiveram leve alta. O iene permaneceu estável após a economia japonesa encolher pela primeira vez em seis trimestres.

Depois de semanas com poucos indicadores, investidores finalmente terão novos sinais sobre a saúde da economia dos EUA com a divulgação de indicadores-chave, incluindo os números de emprego. Os operadores também enfrentam uma combinação de riscos — de avaliações esticadas em ações ligadas à inteligência artificial às tensões renovadas entre China e Japão. O apetite por risco também pareceu diminuir, com o Bitcoin oscilando em torno de US$ 94 mil e apagando praticamente todo o avanço obtido no ano.

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“Novembro tem sido um mês bastante instável para as ações”, escreveu Shane Oliver, economista-chefe e diretor de estratégia de investimentos da AMP Ltd., em nota a clientes. “Os mercados acionários continuam sujeitos a uma correção devido às avaliações esticadas, aos riscos associados às tarifas dos EUA e ao enfraquecimento do mercado de trabalho americano.”

Diversos dirigentes do Fed expressaram ceticismo sobre a necessidade de um corte de juros em dezembro, ou se opuseram abertamente à ideia, menos de um mês após o presidente Jerome Powell alertar que uma redução no mês não é uma “conclusão inevitável”.

Na última semana, operadores de futuros reduziram para menos de 50% as apostas em um corte de 0,25 ponto percentual em dezembro, após declarações de autoridades do Fed indicando que a medida está longe de ser garantida. Essa incerteza de curto prazo elevou um índice de volatilidade esperada no mercado de Treasuries, que vinha rondando a mínima de quatro anos.

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“Embora haja questionamentos sobre a qualidade dos dados, os participantes do mercado irão reagir às novas informações”, afirmaram estrategistas do Commonwealth Bank of Australia liderados por Joseph Capurso. “Esperamos que o relatório de folhas de pagamento não agrícolas de setembro fique abaixo das expectativas de aumento de 50 mil vagas.”

No mercado de commodities, o petróleo iniciou a semana em queda, enquanto o ouro avançou levemente. O metal precioso já subiu mais de 50% neste ano, caminhando para o melhor ganho anual desde 1979.

O ouro à vista era negociado em torno de US$ 4.100 a onça nesta segunda-feira, após perder mais de 2% na sessão anterior. As expectativas de um novo corte de juros diminuíram na semana passada, já que autoridades do Fed demonstraram pouca convicção em reduzir os custos de financiamento. Juros mais baixos tendem a tornar o ouro, que não rende juros, mais atraente para investidores.

O mercado de criptomoedas também está sob os holofotes. Pouco mais de um mês após atingir uma máxima histórica, o Bitcoin apagou mais de 30% de alta acumulada desde o início do ano, à medida que esfria a euforia em torno da postura pró-cripto da administração Trump.

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Esta reportagem foi produzida com o auxílio da Bloomberg Automation.

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