À espera de dados dos EUA, bolsas operam sem tendência definida

Mercado avalia elevação do rating da China, enquanto aguardam pronunciamentos sobre Europa e indicadores norte-americanos

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SÃO PAULO – A quinta-feira (16) é de oscilações tímidas nas bolsas externas, enquanto os investidores aguardam dados importantes sobre o mercado imobiliário e de trabalho dos Estados Unidos. A manhã também traz expectativas em torno da reunião de dois dias dos líderes da União Europeia, que acontece em Bruxelas, na Bélgica.

Com esse pano de fundo, o índice FTSE 100, da bolsa de Londres, negocia em leve alta de 0,18%, enquanto o DAX 30, da bolsa de Frankfurt, sobe 0,08%. Por outro lado, o CAC 40, da bolsa de Paris, opera em leve baixa de 0,12%. Já os contratos futuros dos índices S&P 500, Nasdaq e Dow Jones são negociados com leves altas de 0,20%, 0,06% e 0,11%.

No Brasil, o mercado avalia a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando os membros decidiram por unanimidade pela manutenção da taxa Selic em 10,75% ao ano, sem viés. O documento trouxe o foco para a inflação doméstica, sinalizando a proximidade de um aperto monetário.

Nesse contexto, o Ibovespa futuro inicia o dia apontando abertura em alta, avançando 0,27%, cotado a 69 mil pontos.

Atenção aos Estados Unidos
A economia norte-americana fica novamente em foco nesta manhã, com uma série de indicadores programados. Às 11h30 (horário de Brasília) será divulgado o Initial Claims, relatório semanal que traz os novos pedidos de auxílio-desemprego, com expectativa de 425 mil solicitações.

No mesmo horário serão anunciados o Housing Starts e o Building Permits, com as casas em início de construção e as permissões para construção de imóveis em novembro. Simultaneamente, os investidores conhecerão os dados da conta corrente norte-americana relativos ao terceiro trimestre, com projeções de déficit de US$ 125,3 bilhões.

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Mais tarde, às 13h, o Federal Reserve da Filadélfia divulga seu índice de atividade industrial da região. A expectativa é de que o indicador caia de 22,5 pontos para 13 pontos em dezembro.

Dentre os dados já divulgados, atenção à queda nos pedidos de execução hipotecária nos Estados Unidos. De acordo com dados da RealtyTrac, um total de 262.339 propriedades do país receberam notificações de leilão ou foram executavas em novembro, uma queda de 21% em relação a outubro e de 14% em relação ao mesmo período de 2009. Este é o menor patamar em dois anos.

Europa em reunião sobre a crise fiscal
Na Europa, o foco volta-se para a reunião entre os líderes do bloco comum para discutirem modos de prevenção e respostas para futuras crises de dívida soberana na Zona do Euro.

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Enquanto novos pronunciamentos não são feitos, o governo da Espanha colocou no mercado € 2,4 bilhões em títulos. Embora considerado um sucesso, o leilão deve yields significativamente mais altos do que o anterior, sugerindo uma maior percepção de risco.

Nesta manhã também foi divulgado o PIB (Produto Interno Bruto) da Irlanda, que subiu 0,5% no terceiro trimestre, após ter recuado 1% no período imediatamente anterior. Entre os indicadores, destaque ainda para a inflação ao consumidor na Zona do Euro, que atingiu 1,9% em novembro, na passagem anual; e para o PMI (Purchasing Managers Index) da Zona do Euro, que marcou 55,0 pontos no mês de novembro, segundo comunicado da consultoria Markit Economics. O indicador ficou aquém das expectativas de analistas, que esperavam por expansão de 55,3 pontos.

No cenário corporativo, a British Petroleum volta ao noticiário com a maior queda de suas ações em quase quatro meses. Os papéis recuam 2,3% na bolsa de Londres depois do governo de Barack Obama entrar com um processo contra a empresa devido à violação de leis ambientais no que foi o maior derramamento de óleo dos Estados Unidos. A ação refere-se ao vazamento ocorrido no poço Macondo, no Golfo do México, em meados deste ano.

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China tem perfil de crédito melhor
Enquanto na Europa a dívida soberana é um problema, para a agência de classificação de risco Standard & Poor’s considerou que a China enfrentou a crise de forma eficiente, com melhora na posição fiscal e nas perspectivas de crescimento. Assim, a agência elevou o rating soberano chinês de A para AA-, com perspectiva estável.

Brasil
Por aqui, é a ata do Copom que entra em foco. O documento mostrou um comitê mais preocupado com a inflação e com os riscos à concretização de um cenário benigno, e à espera de que as altas do juro e o recente aumento do compulsório sejam integralmente transmitidas para a dinâmica de preços.

Ainda assim, os comentários dos membros sinalizam uma elevação da taxa Selic em breve. Segundo o documento, “o Copom entende que, a depender das circunstâncias, ações macroprudenciais podem preceder ações convencionais de política monetária”.

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Por falar em inflação, nesta manhã foi divulgado o IGP-10 (Índice Geral de Preços), que registrou taxa de inflação de 1,27% em dezembro. O resultado é 0,11 ponto percentual maior que o apurado no mês anterior. Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrou variação de 1,06% na segunda prévia de dezembro, taxa 0,08 ponto percentual menor do que na medição anterior.