À espera de dados do PIB dos EUA, mercado externos operam instáveis

Segundo presidente do Fed, Ben Bernanke, resultado da economia dos EUA no primeiro trimestre deve ser mais tímido

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SÃO PAULO – As principais bolsas externas operam com sinais divergentes nesta quinta-feira (28). Enquanto na Europa os índices de Frankfurt e Paris exibem leve avanço, Londres recua. Em Wall Street, o mercado também sinaliza ansiedade, com os contratos futuros operando em leve baixa, mesmo após a confirmação, pelo presidente do Fed (Federal Reserve), Ben Bernanke, de que o programa de compra de títulos públicos, o Quantitative Easing 2, será mantido somente até o final de junho deste ano, quando o Fed terá adquirido US$ 600 bilhões em Treasuries.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa na quarta (27) depois de o Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom dos Estados Unidos, ter divulgado a manutenção da taxa básica da economia em seu menor patamar histórico, de 0% a 0,25% ao ano, por um “extenso período”.

A ansiedade dos norte-americanos se explica pela expectativa nesta quinta da publicação do resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país para o primeiro trimestre do ano. Bernanke aguarda resultados fracos, por isso uma visão mais conservadora dos investidores. O Danske Bank, por exemplo, afirmou que espera um crescimento de 2,3% da economia, na comparação com os últimos três meses de 2010.

Na lista de divulgações norte-americanas desta quinta, ainda estão os pedidos de auxílio-desemprego dos Estados Unidos e as vendas de imóveis pendentes.

Otimismo na Europa
A Europa traduziu as divulgações nos Estados Unidos da quarta em otimismo, com os principais índices de ações marcando trajetória positiva nesta quinta.

Além disso, os mercados respondem a alguns resultados. Como exemplo, as ações do Deutsche Bank registram expressiva alta após a instituição ter divulgado um incremento de 17% no lucro líquido. Em Madrid, os papéis do Santander sobem após o lucro líquido no primeiro trimestre ter caído menos do que o esperado.

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A divulgação desta quinta se concentrou no número de desempregados na Alemanha, que recuou para 2,97 milhões em abril, menor nível desde junho de 1992, e ficou em linha com as expectativas do mercado.

Brasil de olho na ata do Copom 
O mercado brasileiro dirige as atenções para a ata do Banco Central sobre a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), quando a autoridade monetária decidiu reduzir o ritmo de alta da taxa básica da economia.

O documento mostrou que novas elevações da taxa básica de juro deverão acontecer ao longo de 2011. De forma unânime, o comitê afirma que “o ajuste total da taxa básica de juros deve ser, a partir desta reunião, suficientemente prolongado”.

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Em relação à inflação, dados divulgados nesta manhã pela FGV (Fundação Getulio Vargas) mostram que o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) registrou, em abril, variação de 0,45%, menor do que a variação de março, de 0,62%.

Na Ásia, alta no Japão e queda na China
Na Ásia, o Índice Nikkei voltou a registrar forte alta no pregão desta quinta, influenciado pelas decisões norte-americanas, pela previsão de que a produção industrial do país avance 3,9% em abril e 2,7% em maio (após uma queda recorde de 15,3% em março), e por resultados corporativos positivos, como o da Advantest, que apresentou lucro líquido de 3,16 bilhões de ienes em 2010.

O Japão terá um feriado nacional entre 29 de abril e 5 de maio, quando o mercado terá tempo para digerir a revisão nas estatísticas do BoJ (Bank of Japan), que reduziu o crescimento da economia japonesa de 1,4% a 1,7% para algo entre 0,5% e 0,9% neste ano fiscal.

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Na China, o índice Shanghai Composite fechou em queda, uma vez que nem a confirmação do final do programa de alívio quantitativo compensou os temores quanto à inflação, já que o preço de commodities continua a avançar, como o petróleo.