À espera de ata do Fomc, bolsas sobem no lastro do Consumer Confidence

Confiança do consumidor norte-americano sobe e anima investidores; dólar comercial cai, risco-País mostra-se estável

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SÃO PAULO – Um pregão mais ameno é observado nas principais bolsas ao redor do mundo nesta terça-feira (31), com investidores menos avessos ao risco após a divulgação de bons números sobre o consumo norte-americano.

O Consumer Confidence, que mede o nível da confiança do consumidor norte-americano, ficou acima do esperado em agosto ao marcar 53,5 pontos, além de mostrar melhora também frente a julho, cujo resultado foi revisado para 51 pontos. O número desperta otimismo e ofusca o Chicago PMI (Purchasing Managers Index), que revelou um nível de atividade industrial na região abaixo das projeções do mercado.

O maior evento do dia, no entanto, ainda é aguardado: a divulgação da ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), realizada em 10 de agosto. O documento será divulgado às 15h00 de Brasília, e gera bastante expectativa por poder conter sinalizações sobre os próximos passos da política monetária norte-americana ou até mesmo sobre a possibilidade de novos estímulos à economia.

Por aqui, a indústria mostra-se no cerne do noticiário. Entre tantos dados divulgados, destaque à Pesquisa Industrial de Produção Física elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostrou que a produção industrial brasileira avançou 0,4% na passagem de junho para julho após três recuos mensais seguidos.

Ibovespa em alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta alta de 1,07% nesta tarde e atinge 64.945 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,486 bilhões.

O principal destaque positivo fica com as ações preferenciais da TIM (TCSL4), que registram valorização de 3,70% e são cotadas a R$ 5,04. Com essa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 1,30%.

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As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 TCSL4 TIM Part PN 5,04 +3,70 +1,30 13,39M
 ITSA4 Itausa PN 12,31 +2,58 +6,69 44,15M
 MMXM3 MMX Miner ON 12,59 +2,52 +25,71 16,20M
 GOLL4 Gol PN N2 22,78 +2,52 -9,82 15,91M
 TLPP4 Telesp PN 39,99 +2,43 -1,77 2,82M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 CPLE6 Copel PNB 38,77 -1,50 +6,46 9,84M
 LIGT3 Light ON 22,00 -1,12 -8,10 5,12M
 CPFE3 CPFL Energia ON 40,95 -0,99 +24,91 9,39M
 SBSP3 Sabesp ON 33,63 -0,77 -1,70 5,82M
 CESP6 Cesp PNB 25,70 -0,73 +7,89 18,00M

* – Lote de mil ações 

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1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Treasuries e petróleo
Apesar da trajetória ascendente das bolsas, a cautela permanece enquanto a ata do Fomc não sai, o que traz queda ao rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, cujo preço, portanto, sobe. Já o risco-País mostra-se estável a 229 pontos.

Por sua vez, o mercado de commodities amarga uma terça-feira de queda predominante na trajetória das cotações, principalmente em função dos números decepcionantes em torno da indústria de Chicago e pela expectativa com os dados dos estoques semanais das refinarias dos EUA, que serão conhecidos na próxima sessão. O barril de petróleo em Nova York é negociado a US$ 74,77 cada, forte queda de 2,39%.

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Câmbio e renda fixa
Depois de uma abertura instável, o dólar comercial mantém uma trajetória declinante desde o começo da tarde, sendo cotado a R$ 1,754 na venda, o que representa um declínio de 0,34% frente à última sessão.

De forma semelhante, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas na BM&F Bovespa em tendência negativa. O mercado reage às apostas de que o ciclo de aperto monetário promovido pelo Copom (Comitê de Política Monetária), que iniciou seu encontro nesta terça-feira, já tenha chegado ao fim.