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SÃO PAULO – A agenda econômica intensa é o principal destaque do pregão desta quinta-feira (3). Indicadores na Europa e nos Estados Unidos chamam atenção, e por aqui os investidores ainda dividem-se entre reação à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou juros em 50 pontos-base na véspera, e o PIB (Produto Interno Bruto) do último trimestre. Os futuros norte-americanos estendem ganhos da sessão passada, enquanto as bolsas europeias se recuperam após um pregão negativo.
A começar pela Zona do Euro, com destaque para a segunda estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) no quarto trimestre de 2010, estável em relação à projeção anterior: crescimento de 0,3% na passagem trimestral, segundo a Eurostat, agência oficial de estatísticas da Comissão Europeia.
A reunião do BCE (Banco Central Europeu) sobre política monetária também exige atenção. Embora uma elevação do juro básico ainda não seja esperada, é possível que a autoridade endureça o tom do discurso, para fazer frente ao contexto de crescimento da pressão inflacionária e uma série forte de indicadores econômicos, com aumento da confiança do consumidor alemão e da produção industrial na região.
Por isso, mais importante do que o encontro em si, será o discurso mensal feito logo após a reunião por Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, quando ele deve adereçar essas questões.
Expectativa por dados positivos
Nos Estados Unidos, o ISM Serviços, que mensura a atividade no setor, deve confirmar que também o segmento está experimentando forte crescimento, sugere o Danske Bank. A projeção ganha força especialmente após o Livro Bege do Fed divulgado na véspera ter pintando um retrato positivo da economia norte-americana, afirmando que mesmo o mercado de trabalho melhorou, com aumento das vendas no varejo e sólido crescimento da produção manufatureira.
Com isso, ganham espaço também os pedidos de auxílio-desemprego, pois investidores já trabalham na expectativa pelo Relatório de Emprego na sexta-feira (4), que traz a criação de vagas e a taxa de desemprego nos EUA. Além disso, vale lembrar que o Congresso norte-americano aprovou lei para financiar o governo até o dia 18 de março.
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Como o Orçamento de 2011 ainda não foi aprovado, o atual mandato para despesas expiraria nesta sexta-feira, provocando uma parada de vários segmentos do setor público no país.
Copom e PIB
Por aqui, o Copom adotou postura em linha com as expectativas e elevou a taxa básica de juros da economia nacional em 0,5 ponto percentual, para 11,75% ao ano. Como o mercardo de juros já havia precificado a decisão, há pouco espaço para ajuste da curva à decisão, argumenta a LCA Consultores.
Já o PIB doméstico cresceu 7,5% em 2010, segundo dados divulgados pelo IBGE. Além da agenda, Miriam Tavares, diretora de Câmbio da AGK Corretora, chama a atenção para a percepção, por alguns estrategistas, de que o investidor estrangeiro está retornando à bolsa doméstica.
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“Se confirmado, [os investidores não residentes] devem ajudar o Ibovespa a se recuperar das perdas recentes e pressionar o dólar ainda mais para baixo”, aponta a diretora.
Entre os resultados, destaque para a AmBev (AMBV4), que anunciou crescimento de 44,3% do lucro líquido no quarto trimestre do ano passado sobre o mesmo período de 2009, para R$ 2,5 bilhões, valor que supera em 11,3% as expectativas compiladas pela InfoMoney.
Guerra por petróleo
Embora investidores tenham alterado o foco das atenções da Líbia para a economia norte-americana na véspera, a situação no país continua preocupante. A ameaça mais iminente, segundo o Danske Bank, é a situação caminhar para uma guerra aberta pelas instalações de distribuição e produção de petróleo na parte leste do país, dominada por forças contrárias ao governo. O petróleo opera em baixa, mas em patamar superior aos US$ 101,00 por barril em Nova York.