“A economia não pode querer voltar a ser de 2007, 2010”, diz Joaquim Levy

Em evento no Rio de Janeiro, o ministro da Fazenda comentou o PIB, destacando que os dados de atividade refletem as incertezas do começo do ano, mas se mostrou otimista: "o Brasil tem todas as condições para crescer e vai crescer mais"

SÃO PAULO – Em conferência na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), o ministro da Fazenda Joaquim Levy comentou o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, que foi divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostrou uma contração de 0,2% na economia na comparação com o segundo trimestre. Segundo ele, os dados de atividade refletem as incertezas do começo do ano, mas se mostrou otimista: “o Brasil tem todas as condições para crescer e vai crescer mais”.

Contudo, segundo ele, é preciso que se saia da zona de conforto para aumentar a produtividade e destacou que a nossa economia não pode querer voltar a ser de 2007, 2010. E destacou que também será preciso um “apoio muito grande do setor privado”. “Há muito trabalho a ser feito”, afirmou o ministro.

O ministro declarou que “perder o grau de investimento seria extremamente perigoso” e se mostrou em alerta por causa da nossa dívida que está em um nível “relativamente alto”. Atualmente a agência de rating S&P dá perspectiva estável para o Brasil, com rating BBB-.

Sobre novas concessões que poderiam modificar a tendência de queda no investimento, o ministro disse que ele “veio caindo pelas incertezas, particularmente no ano passado. Agora, estamos tomando as medidas para que as empresas tenham segurança para voltar a investir”. Essa queda aparece há sete trimestre nas contas do PIB. O ministro disse ainda que “o IPO da Caixa Seguridade ajudará o governo a criar opções de investimento”.

Ao comentar sobre a inflação para 2016, Levy disse que deve diminuir: “Estamos buscando uma taxa que permita o declínio da dívida federal”.