A dois dias de eleição grega, bancos centrais garantem alta nas bolsas

BoE deve injetar até 100 bilhões de libras na economia, enquanto BCE garante que bancos continuarão tendo liquidez

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SÃO PAULO – O último pregão antes da eleição na Grécia, enfim, chegou. A votação é encarada por muitos como uma escolha se o país pretende se manter na Zona do Euro ou não. Contudo, políticos e autoridades de importantes países tentam conter a aversão ao risco nesse momento de incertezas, o que leva os mercados acionários ao campo positivo nesta sexta-feira (15).

Na Europa, o destaque fica por conta do FTSE MIB, da Itália, que avança 2,25%. Na Alemanha e na França os principais índices marcam altas de 1,07% e 1,63%, respectivamente. Nesta manhã o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, garantiu que continuará a fornecer liquidez para os bancos solventes sempre que necessário.

Bancos centrais se armam contra crise
Por sua vez, o presidente da autoridade financeira alertou para os sérios riscos que a economia da região enfrentam, e nesse contexto voltou a avaliar positivamente as linhas de crédito de longo prazo que a instituição forneceu no auge da crise, o que teria evitado um colapso no sistema monetário.

E é semelhante a essas linhas de crédito que o BoE (Bank of England) também rouba a cena nesta manhã. Na última noite o governo britânico anunciou um pacote para injetar cerca de £ 100 bilhões na economia. Ele será dividido entre um fundo para fornecer empréstimos de até £ 80 bilhões para a economia e uma linha de crédito emergencial para fornecer capital barato aos bancos.

Essa última medida será realizada via um leilão na próxima quarta-feira, sendo que o valor só será anunciado um dia antes da operação, mas há um montante mínimo de £ 5 bilhões para que as instituições peguem emprestado.

EUA podem garantir mais volatilidade
Enquanto os europeus se preparam para os efeitos da eleição grega, nos EUA o dia também promete ser de volatilidade, mas por outro motivo. Por lá ocorre o Quadruple Witching, evento em que vencem os contratos futuros sobre ações e índices, assim como sobre opções sobre índices e opções sobre ações. Ainda por lá saem os dado sobre produção industrial, capacidade utilizada e confiança dos consumidores na economia. Até o momento, os contratos futuros por lá sinalizam para um pregão no campo positivo, com altas entre 0,3% e 0,4%.

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No cenário nacional, o destaque fica por conta do IBC-Br, tido como uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto). O número avançou 0,22% na passagem de março para abril, em linha com as projeções da equipe de análise da LCA.