A despeito do cenário internacional positivo, Ibovespa segue em baixa

Índice intensifica perdas nesta tarde, com os investidores ainda avaliando os indicadores ruins dos EUA e da China revelados na quarta-feira, quando a bolsa brasileira não funcionou

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SÃO PAULO – O Ibovespa intensifica as perdas na sessão desta quinta-feira (2), iniciando o mês de maio no negativo. Às 13h00 (horário de Brasília), o Ibovespa registrava baixa de 0,88%, aos 55.420 pontos, em um movimento divergente ao das principais bolsas dos EUA e Europa, que registram alta na sessão.

O pregão conta com diversas referências para os investidores. Na última quarta-feira, quando a bolsa brasileira não  abriu, o índice de ADRs (American Depositarey Receipts) Brazil Titans 20, que segue os 20 principais papéis brasileiros negociados nos EUA, caiu 1,46%, quando foi pressionado tanto por indicadores na China e nos EUA. Com isso, o mercado brasileiro digere os acontecimentos negativos do feriado.

A ponta negativa do Ibovespa é ocupada pelas ações de empresas do grupo de Eike Batista. MMX (MMXM3, -8,44%, R$ 2,17) e OGX Petróleo (OGXP3, -6,67%, R$ 1,82) aparecem entre as maiores quedas. Os papéis da Vale (VALE3, -2,31%, R$ 33,46; VALE5, -2,33%, R$ 31,88), que têm o segundo maior peso do Ibovespa, com mais de 10% da carteira teórica, também chamam atenção pelo forte recuo. 

Entre as maiores altas, destaque para as ações da ALL (ALLL3, R$ 10,47, +2,75%), Cielo (CIEL3, R$ 54,13, +1,98%) e BM&FBovespa (BVMF3, R$ 14,14, +1,80%). 

Apesar de dados positivos nesta sessão…
Já neste pregão, o cenário internacional é marcado pela queda nos juros da zona do euro depois de quase um ano, o que impulsionou as bolsas internacionais. O BCE (Banco Central Europeu) cortou a principal taxa de juros da região de 0,75% ao ano para 0,50% ao ano.

Nos EUA, os números também foram positivos, com os pedidos iniciais de auxílio-desemprego na semana registrando o nível mais baixo desde janeiro de 2008. Os 324 mil pedidos vieram abaixo da expectativa de 346 mil.

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…dados do feriado desanimam
Apesar dos bons indicadores nesta sessão, na véspera os EUA publicou o ADP Employment, que mede a criação de vagas de trabalho no setor privado do país. Os 119 mil novos postos em abril frustraram as projeções de 155 mil. Agora o mercado aguarda pelo Relatório de Emprego do último mês, que será divulgado na manhã de sexta-feira.

Ainda entre as notícias negativas do feriado, a China volta a acender um sinal de preocupação por conta de sua indústria. O PMI (Purchasing Manager’s Index) manufatureiro oficial do país, que acompanha a atividade no setor industrial, caiu de 50,9 para 50,6, praticamente em linha com as projeções de 50,7. O número divulgado pelo HSBC mostrou 50,4, ligeiramente abaixo do visto nos números preliminares, que era de 50,5, e inferior aos 51,6 vistos no mês anterior. Números acima de 50 indicam expansão da atividade. A pesquisa também revela que os novos pedidos de exportações contraíram pela primeira vez no ano.

Na Europa, o PMI de 46,7 atingiu a mínima em quatro meses, apesar do número vir um pouco melhor que os dados preliminares, que eram de 46,5. Chama atenção, no entanto, o fato de abril ter sido o primeiro mês do ano que a produção alemã caiu.

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Por aqui, o mesmo indicador mostrou um recuo pelo terceiro mês seguido, passando para 50,8. Em fevereiro, o indicador mostrava 51,8. “Este é mais um sinal de que a recuperação econômica em 2013 é ainda modesta”, escreve em relatório o economista principal do HSBC no Brasil, André Loes. O indicador é divulgado pelo próprio HSBC.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.