A despeito de indicadores dos EUA e Europa, bolsas mantêm ganhos

Salto das exportações chinesas anima investidores e impulsiona commodities, enquanto temores quanto a Grécia são amenizados

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SÃO PAULO – Bons números trazidos pela economia chinesa e declarações otimistas quanto à Grécia ofuscam as agendas norte-americana e europeia e conduzem as principais bolsas do mundo a um pregão de valorizações nesta quarta-feira (10).

As exportações chinesas cresceram 45,7% em fevereiro na comparação anual, o maior salto desde fevereiro de 2007, sinalizando que a economia do país segue em franca expansão. Outra referência positiva vem da Europa. Romano Prodi, ex-presidente da Comissão Europeia, afirmou que o pior da crise fiscal grega já ficou para trás, e que não “há razão para se temer um colapso do sistema do euro”.

Neste contexto, os negócios na Europa, em Wall Street e também no Brasil seguem em trajetórias ascendentes, a despeito de números negativos trazidos pela economia alemã, que registrou superávit comercial abaixo do esperado, pelo Reino Unido, cuja produção manufatureira reportou queda inesperada em janeiro, e pelos EUA, onde o desempenho do setor atacadista em janeiro decepcionou projeções dos analistas.

Por aqui, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao primeiro decêndio de março apontou inflação de 0,95%, após registrar variação positiva de 0,98% no mesmo período de fevereiro. Segundo os números do último relatório Focus do Banco Central, o mercado prevê alta de 0,50% para o resultado mensal.

Treasuries e petróleo
O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, principal referência de juro a longo prazo nos EUA, é negociado em alta, demonstrando uma queda em seu preço. Por sua vez, o risco-país permanece estável a 182 pontos.

No mercado de commodities, o dia também é de alta, sobretudo em função dos números trazidos pela China. Em Nova York, o barril de petróleo é negociado a US$ 81,14 cada, uma valorização de 1,54% frente ao fechamento da última quarta-feira.

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Câmbio e renda fixa
O dólar comercial mantém o movimento de queda apresentado desde a abertura de suas negociações. Nesta tarde, o recuo registrado é de 0,67%, com a moeda cotada a R$ 1,770.

Em movimento semelhante seguem as taxas dos contratos de DI futuro negociadas na BM&F Bovespa, respondendo à desaceleração da inflação apontada pelo IGP-M.

Ibovespa em alta
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta alta de 1,08% nesta tarde e atinge 70.330 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,610 bilhões.

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O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da MRV (MRVE3), que registram valorização de 3,57% e são cotadas a R$ 13,36. Apesar dessa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -5,25%.

 As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MRVE3 MRV ON 13,36 +3,57 -5,25 8,74M
 RDCD3 Redecard ON 28,19 +2,81 -2,79 9,27M
 ELET6 Eletrobras PNB 32,38 +2,79 +2,62 11,73M
 ELET3 Eletrobras ON 26,14 +2,71 +0,44 23,36M
 PDGR3 PDG Realty ON 16,74 +2,70 -3,52 11,76M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRAP4 Bradespar PN 42,45 -1,39 +10,17 17,08M
 VALE3 Vale ON 54,04 -0,48 +9,17 88,16M
 AMBV4 AmBev PN 169,74 -0,46 -2,73 24,79M
 JBSS3 JBS ON 9,58 -0,31 +2,79 6,83M
 ALLL11 ALL UNT N2 17,12 -0,29 +5,03 23,07M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)