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SÃO PAULO – China e Alemanha, duas das maiores economias do mundo, começam a se preparar para trabalhar com menor crescimento econômico em 2013. As projeções apresentam piora no cenário dos dois países e os indicadores econômicos confirmam o pessimismo.
Vale destacar que o crescimento chinês a faz usualmente tomar o papel de locomotiva mundial, enquanto a Alemanha é o único país da Europa cujo ambiente de crise não é perceptível: o país ainda apresenta um crescimento e desemprego baixo. A crise parece começar a afetar os dois países.
Na China, o governo do presidente Xi Jinping e do primeiro-ministro Li Keqiang tem afirmado que o rápido crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) das últimas três décadas precisa reduzir a marcha à medida que a economia caminha para uma expansão liderada pelo consumo.
Economistas do governo nos principais institutos de pesquisa envolvidos nas discussões dizem que o crescimento tolerável deve ser de 7%, valor menor do que o previsto por seus predecessores. A meta oficial de crescimento anual é de 7,5%.
O pessimismo se confirma com os dados do primeiro trimestre, que apontaram crescimento de 7,7% no primeiro trimestre, ante expansão de 7,9% vista nos três meses anteriores. Além disso, sinais de atividade industrial decepcionante em maio levantaram temores de que a economia pode desacelerar ainda mais neste trimestre.
BC reduz perspectiva de crescimento alemão
Já na Alemanha, dados positivos são ofuscados com as indicações do Bundesbank de que a economia local pode desacelerar. O Banco Central reduziu sua estimativa de expansão em 2013 de 0,4% para 0,3%. Para 2014 a estimativa também foi revisada, de 1,9% para 1,5%. A previsão ficou em linha com a do FMI (Fundo Monetário Internacional), que reduziu sua estimativa para a Alemanha na segunda-feira.
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