A Companhia Vale do Rio Doce vai investir US$ 4,6 bilhões em 2006

Serão investidos US$ 3,558 bilhões em crescimento orgânico, correspondentes a 77% do investimento total programado

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SÃO PAULO – A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)
informa que o Conselho de Administracao aprovou o orcamento de investimento para
2006 no valor de US$ 4,626 bilhoes, o mais elevado de sua historia.

De forma consistente com seu plano estrategico, que prioriza o crescimento
organico como alavanca de criacao de valor, a CVRD inicia em 2006 o
desenvolvimento de novos projetos que nos proximos anos ampliarao sua capacidade
de producao de minerio de ferro, pelotas, bauxita, alumina, cobre e niquel.
Alem disso, ao lado de projetos ja em execucao, estarao sendo realizados
dispendios significativos na infra-estrutura de logistica e energia eletrica
destinada a suportar as atividades de mineracao.

A qualidade de classe mundial dos ativos, caracterizada pela longa vida das
reservas e pelo baixo custo de exploracao, a existencia de consideraveis
sinergias com a eficiente infra-estrutura de logistica e a continuidade do forte
crescimento da demanda global conduzem a retornos esperados acima do custo de
capital da Companhia, incentivando a aceleracao dos investimentos em projetos.
Os projetos, que estao previstos para entrar em operacao entre 2006 e 2009,
adicionarao novas e consideraveis fontes de crescimento a geracao de caixa e
valor para os acionistas.

Ao mesmo tempo, a execucao desses projetos concorre para criacao de dezenas de
milhares de empregos de boa qualidade em diversas regioes brasileiras, em
especial em comunidades onde sao mais limitadas as oportunidades de mobilidade
economica e social. O impacto desses projetos e magnificado pelos beneficios
resultantes dos investimentos em infra-estrutura social que acompanham sua
realizacao. Dado o carater global dos negocios de mineracao, os investimentos da
CVRD contribuem tambem de maneira importante para aumentar os fluxos de
exportacao do Brasil.

Paralelamente as suas acoes diretas, a CVRD tem procurado atrair para o pais
investimentos na industria do aco, fomentando o consumo domestico de minerio de
ferro e contribuindo para o desenvolvimento da industria siderurgica brasileira.
Nesse contexto, estao previstos dois projetos, com investimento total estimado
em US$ 2,8 bilhoes durante os proximos tres anos, que produzirao efeitos
economicos e sociais relevantes nas regioes em que se localizarao, Ceara e Rio
de Janeiro.

Serao investidos US$ 3,558 bilhoes em crescimento organico, correspondentes a
77% do investimento total programado. Isto compreende US$ 3,067 bilhoes em
projetos de novas minas e plantas (projetos greenfield) e expansao da capacidade
de ativos ja existentes (projetos brownfield) e US$ 491 milhoes dedicados a
pesquisa e desenvolvimento (P&D), cujos objetivos basicos sao a descoberta de
novas jazidas minerais e a viabilizacao do desenvolvimento de depositos
identificados anteriormente. Os restantes US$ 1,068 bilhao serao alocados a
investimentos destinados a sustentacao das operacoes existentes.

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Os negocios com minerais ferrosos receberao investimentos de US$ 2,118 bilhoes,
representando 46% do total. Para os negocios de aluminio serao alocados 17% dos
dispendios totais, o mesmo percentual destinado a area de servicos de logistica,
enquanto que os minerais nao ferrosos terao 9%.

Em 2005, a Companhia investiu US$ 4,161 bilhoes, envolvendo dispendios de US$
2,604 bilhoes em crescimento organico – US$ 2,314 bilhoes em projetos e US$ 290
milhoes em P&D – US$ 757 milhoes na sustentacao dos negocios existentes e US$
800 milhoes em aquisicoes. Desse modo, o investimento efetuado no ano passado,
excluindo os gastos com aquisicoes, foi de US$ 3,361 bilhoes, tendo sido
praticamente igual ao valor anunciado em janeiro de 2005, de US$ 3,332 bilhoes.

Em dezembro do ano passado, foi concluida a aquisicao de 99,2% do capital da
Canico, empresa de mineracao canadense, que era proprietaria do projeto de
niquel Onca Puma, localizado no estado do Para, em area proxima a provincia
mineral de Carajas. O desenvolvimento desse projeto, juntamente com o do
Vermelho, permitira que a CVRD ingresse no negocio de niquel como importante
produtor global.

O investimento previsto para 2006 apresenta elevacao de 37,6%, US$ 1,265 bilhao,
em relacao ao realizado no ano passado, com a exclusao da aquisicao da Canico.
Tal incremento e explicado por: (a) investimentos em novos projetos (Carajas
100Mtpa, Itabiritos, Tubarao VIII, Vermelho, 118, Paragominas II, Alunorte 6&7,
Albras) e intensificacao de desembolsos financeiros de alguns projetos em
desenvolvimento; (b) aumento de US$ 311 milhoes no stay-in-business capex
determinado por maiores dispendios na construcao de barragens para a protecao ao
meio ambiente (US$ 66 milhoes), na elevacao da produtividade das usinas de
pelotizacao (US$ 35 milhoes) e em trilhos e dormentes para as ferrovias; (c)
intensificacao dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento, que demandarao
US$ 201 milhoes a mais do que em 2005; (d) alta de 15% em media nos custos com
equipamentos e servicos de engenharia, influenciada diretamente pelo ciclo
longo de mineracao e metais e a ampliacao dos investimentos da industria de
mineracao global.

Ao longo dos ultimos cinco anos a CVRD investiu US$ 10,5 bilhoes, cuja media
anual em termos reais e de longe a mais elevada do que a de qualquer outra fase
de sua historia. Simultaneamente, a Companhia distribuiu US$ 4,4 bilhoes em
dividendos para seus acionistas, sendo capaz de preservar uma solida posicao
financeira, reconhecida pela obtencao do grau de investimento por tres agencias
de rating (Standard & Poor s, Moody s e Dominion Bond Rating Services) e pela
efetiva reducao dos spreads de sua divida relativamente aos retornos oferecidos
pelos titulos do Tesouro dos EUA.

Nesse periodo diversos projetos foram concluidos, destacando-se entre eles as
novas minas de minerio de ferro de Fabrica Nova e Capao Xavier e de cobre do
Sossego, a pelotizadora de Sao Luis, expansoes de capacidade de producao de
minerio de ferro de Carajas para 70 milhoes de toneladas anuais, da mina de
potassio de Taquari Vassouras, de bauxita em Trombetas e da refinaria de alumina
da Alunorte, a conversao da planta de ligas de Mo I Rana, a construcao das
usinas hidreletricas de Funil, Porto Estrela, Candonga e Aimores e do pier III
do terminal maritimo de Ponta de Madeira. Investimentos em logistica aumentaram
significativamente a capacidade de movimentacao de carga das ferrovias –
Carajas, FCA e Vitoria a Minas – e ocorreram incrementos de capacidade de
producao de minerio de ferro no Sistema Sul, manganes, ferro ligas e aluminio
primario, derivados da execucao de projetos brownfield.

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A obtencao de uma taxa media de retorno sobre o capital investido estimada em
32% entre 2001 e 2005 e um bom indicador da qualidade da execucao desses
projetos e da rigorosa disciplina observada pela Companhia na alocacao do
capital de seus acionistas.

A criacao de novas plataformas de geracao de valor

Minerais ferrosos – a expansao de capacidade de minerio de ferro e pelotas

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Os investimentos em projetos na area de minerais ferrosos estao orcados em US$
1,475 bilhao, representando 48% dos dispendios da CVRD com projetos, sendo US$
769 milhoes destinados a mineracao de minerio de ferro e US$ 374 milhoes para as
pelotas. Itabiritos (US$ 338 milhoes), Carajas (US$ 330 milhoes) e Brucutu (US$
310 milhoes) se constituem nos projetos da Companhia com maiores desembolsos
financeiros previstos para este ano.

Estarao sendo implantados quatro projetos de mineracao de minerio de ferro no
Sistema Sul – Brucutu, Itabira, Fazendao e Fabrica – e o aumento de capacidade
de producao de Carajas para 100 milhoes de toneladas anuais, que envolvem os
projetos Carajas 85 Mtpa e Carajas 100 Mtpa. A implantacao de tais projetos,
viabilizara o aumento da producao de 233,8 milhoes de toneladas em 2005 para
aproximadamente 300 milhoes em 2007.

Em resposta a forte expansao da demanda global por pelotas, movida pela
construcao de novas plantas de ferro esponja no Oriente Medio e sudeste da Asia,
a busca por melhores padroes de produtividade e protecao ambiental na industria
do aco, e, por outro lado, diante da crescente escassez de minerio de ferro
granulado, principal concorrente das pelotas, a CVRD esta investindo em duas
novas usinas de pelotizacao.

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Itabiritos, em Minas Gerais, e um projeto que engloba a construcao de uma usina
de pelotizacao com capacidade de 7 milhoes de toneladas anuais, uma planta de
concentracao de minerio de ferro e um mineroduto de curta extensao, com custo
total estimado em US$ 759 milhoes.

Tubarao VIII sera a oitava usina de pelotizacao do complexo de Tubarao, no
estado do Espirito Santo. Este projeto contempla investimento total de US$ 516
milhoes para uma capacidade nominal de 7 milhoes de toneladas anuais.

Alem disso, a Samarco, joint venture onde a CVRD possui 50% do capital,
investira US$ 1,2 bilhao numa terceira planta de pelotizacao, com capacidade
nominal de 7,6 milhoes de toneladas, projeto que compreende tambem a construcao
de uma usina de beneficiamento de minerio de ferro e de um mineroduto ligando a
mina a pelotizadora. Vale ressaltar que este investimento nao requerera aporte
da CVRD.

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O porto de Tubarao, no estado do Espirito Santo, esta sendo ampliado visando
aumentar a velocidade do manuseio do minerio de ferro, proporcionando a reducao
de custos com multas por atrasos no carregamento de navios (demurrage). Este
projeto, com custo total de US$ 65 milhoes, esta sendo finalizado em 2006.

Importante parcela do investimento na expansao de capacidade de producao de
minerio de ferro de Carajas, cerca de 54%, sera investida este ano na ampliacao
do terminal maritimo de Ponta da Madeira, no estado do Maranhao. Sera instalado
no Pier III o terceiro carregador de navios e uma quarta linha de embarque sera
construida.

O terminal maritimo de Sepetiba, no Rio de Janeiro, tera ampliacao de capacidade
de embarque de minerio de ferro, de 16,5 para 21 milhoes de toneladas por ano em
2007, com investimento estimado em US$ 28 milhoes. O terminal maritimo da Ilha
de Guaiba, tambem no estado do Rio de Janeiro, tera expansao de capacidade de 43
para 49 milhoes de toneladas anuais de minerio de ferro em 2008 e a aquisicao de
um segundo carregador de navios, que demandara investimento total de US$ 41
milhoes.

Bauxita e alumina – explorando as vantagens competitivas

O foco estrategico da CVRD na cadeia produtiva do aluminio concentra-se no
crescimento da capacidade de bauxita, onde detem consideraveis reservas de alta
qualidade, e na alumina, pela eficiencia e baixo custo operacional e de
logistica, fontes de importantes vantagens competitivas no cenario global.

O start-up dos modulos 4 e 5 da Alunorte, no estado do Para, que ampliarao a
capacidade da refinaria em 1,9 milhao de toneladas de alumina por ano, esta
programado para o primeiro trimestre de 2006, enquanto o inicio da producao da
primeira fase da mina de bauxita de Paragominas, tambem no Para, com 5,4 milhoes
de toneladas anuais, esta previsto para 2007. A movimentacao da bauxita de
Paragominas para a planta da Alunorte sera efetuada atraves do primeiro
mineroduto de bauxita do mundo, com extensao de 244 quilometros, minimizando o
custo do transporte. Os dois projetos tem previsao de desembolso de US$ 354
milhoes para 2006.

O investimento nos modulos 6 e 7 da refinaria de alumina, que acrescentara
outros 1,9 milhao de toneladas de capacidade sera de US$ 846 milhoes, com
desembolso de US$ 239 milhoes em 2006,e conclusao estimada para meados de 2008.
O orcamento contempla tambem gastos de US$ 14 milhoes em Paragominas II que
levara a mina de bauxita a alcancar capacidade de producao de 9,9 milhoes de
toneladas em 2008.

O smelter de aluminio de Barcarena (Albras) investira US$ 102 milhoes num
projeto de conversao da tecnologia das cubas que produzem lingotes. O objetivo
desse projeto e a reducao do consumo de eletricidade por tonelada de lingotes de
aluminio, o que permitira a reducao do custo unitario e aumento de producao sem
a necessidade de investimentos na ampliacao da capacidade da planta. Serao
gastos US$ 15 milhoes em 2006.

Carvao – CVRD comeca na industria do carvao com producao na China

Em 2005, a CVRD realizou a aquisicao, por US$ 86 milhoes, de participacao de 25%
em projeto para a producao de antracito em associacao com a Baosteel e a
Yongcheng, Henan Longyu Energy Resources.

Neste ano, a Companhia despendera US$ 9 milhoes para completar o investimento –
valor total de US$ 26 milhoes – na aquisicao de participacao de 25% na Shandong
Yankuang Coking, que iniciara a producao de coque metalurgico dentro de poucos
meses.

Minerais nao ferrosos – o ingresso na industria do niquel

Em julho de 2005, a CVRD aprovou o desenvolvimento do projeto de niquel do
Vermelho, na provincia mineral de Carajas, estado do Para, com capacidade de
producao estimada de cerca de 46.000 toneladas por ano (tpa) de niquel metalico
e 2.800 tpa de cobalto. O investimento estimado e de US$ 1,2 bilhao, dos quais
US$ 97 milhoes previstos para 2006. Os principais equipamentos, inclusive as
autoclaves e os agitadores, ja foram encomendados. A entrada em operacao do
Vermelho esta prevista para o ultimo trimestre de 2008.

Neste ano, sera iniciado o desenvolvimento da segunda mina de cobre da
Companhia, 118. Sua capacidade de producao media estimada e de 36.000 toneladas
por ano de catodos de cobre, e a entrada em operacao esta programada para o
primeiro semestre de 2008. O investimento total estimado e de US$ 232 milhoes,
sendo US$ 21 milhoes em 2006.

Logistica – o aumento da frota de locomotivas e vagoes

Os investimentos na infra-estrutura de servicos de logistica estao orcados em
US$ 482 milhoes e englobam principalmente a compra de locomotivas e vagoes para
o transporte de minerio de ferro e carga geral.

O orcamento preve a aquisicao de 1.426 vagoes, sendo 1.276 para a movimentacao
de minerio de ferro e 150 para a carga geral de clientes. Serao adquiridas 22
locomotivas, que serao dedicadas ao transporte de minerio de ferro. Em 2005, a
Companhia adquiriu 5.414 vagoes e 125 locomotivas. O dispendio orcado para 2006
e de US$ 379 milhoes contra US$ 465 milhoes gastos em 2005.

Serao investidos US$ 20 milhoes no projeto de engenharia da Variante Litoranea
Sul da Ferrovia Centro-Atlantica, que tera extensao de 165 quilometros, ligando
Flexal a Cachoeiro do Itapemirim, no estado do Espirito Santo. A construcao
deste trecho ferroviario tera inicio apos a obtencao das licencas ambientais e a
aprovacao do projeto pela Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As
principais cargas a serem transportados serao calcario, granito, madeira e
cimento.

A geracao de energia eletrica – a minimizacao de riscos

A CVRD prossegue investindo em usinas de geracao de energia eletrica – Capim
Branco I, Capim Branco II e Estreito – para o suprimento do consumo de suas
unidades operacionais. E prevista a entrada em operacao neste ano de Capim
Branco I, que se constituira na sexta usina hidreletrica da Companhia, sendo as
outras: Igarapava, Funil, Porto Estrela, Candonga e Aimores. Preve-se o inicio
da construcao da usina hidreletrica de Estreito, que visa atender as
necessidades de consumo de eletricidade da Companhia na regiao de Carajas.

As joint ventures no aco – estimulando a demanda por minerio de ferro

A CVRD participara do capital do projeto Ceara Steel, em associacao com a
Dongkuk Steel,e a Danieli, o qual devera produzir 1,5 milhao de toneladas anuais
de placas de aco no estado do Ceara. O investimento da CVRD sera de US$ 25
milhoes e o projeto tem entrada prevista de operacao em 2009. A Companhia
fornecera anualmente 2,5 milhoes de toneladas de pelotas de reducao direta.

No projeto CSA, uma joint venture com a ThyssenKrupp, ora em fase de aprovacao,
a CVRD investira US$ 200 milhoes. Em 2006, preve-se aporte pela Companhia de US$
72 milhoes. A CSA produzira 4,1 milhoes de toneladas de placas de aco no estado
do Rio de Janeiro, demandando da CVRD suprimento de minerio de ferro e pelotas
da ordem de 7,1 milhoes de toneladas anuais. Estima-se que o inicio da operacao
ocorra em 2008.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento – as bases do crescimento futuro

O valor programado para investimentos em pesquisa e desenvolvimento em 2006, de
US$ 491 milhoes, contem elevacao de 69,3% em relacao ao valor gasto em 2005, de
US$ 290 milhoes.

Dos US$ 491 milhoes orcados para 2006, US$ 150 milhoes serao destinados a
exploracao mineral e US$ 341 milhoes a financiamento de investimentos em
aperfeicoamentos tecnologicos e estudos conceituais, de pre-viabilidade e de
viabilidade para o desenvolvimento de depositos.

Os dispendios iniciais com o desenvolvimento da engenharia basica do
recem-adquirido projeto de niquel Onca Puma estao orcados como investimento em
P&D. Este projeto sera submetido a aprovacao do Conselho de Administracao ao
longo do ano para entao ser iniciado seu efetivo desenvolvimento.

Desde 2003, a Companhia acelerou os gastos com o P&D, refletindo a diretriz
estrategica que elegeu o crescimento organico como principal alavanca para a
criacao de valor para o acionista. Uma resultante natural do compromisso com o
crescimento rentavel e a diversificacao geografica e do portfolio de ativos.

No inicio desta decada, a totalidade dos investimentos em P&D, em valores muito
inferiores aos atuais, era efetuada no Brasil. Neste ano, 43% dos dispendios
planejados serao realizados em diversos outros paises, na America do Sul,
Africa, Asia e Australasia.

De maneira semelhante, ocorreu ampliacao do escopo da exploracao mineral,
anteriormente concentrada na descoberta de jazidas de cobre, ouro e manganes.
Assim, nos ultimos anos, aumentou a diversificacao, passando o programa a
englobar varios outros minerais como carvao, niquel, bauxita, potassio,
fosfato e metais do grupo da platina.

Alem da exploracao geologica, investimentos foram direcionados para
desenvolvimento e melhorias de rotas de processamento e estudos de engenharia de
novos depositos.

Como consequencia do redirecionamento estrategico, a CVRD ja dispoe de um
portfolio global de projetos, com estudos em diferentes graus de avanco, para o
desenvolvimento de depositos de potassio, fosfato, niquel, manganes e carvao.

Entre os projetos em estudo, o desenvolvimento da reserva de carvao de Moatize,
em Mocambique, encontra-se em fase mais avancada, com previsao de conclusao do
estudo de viabilidade para julho de 2006.

O desenvolvimento da usina de escala semi-industrial para processamento de cobre
ira demandar investimento da ordem de US$ 49 milhoes durante 2006. O inicio de
operacao esta previsto para o segundo trimestre de 2007, com capacidade de
producao de 10.000 toneladas de catodos por ano. Este projeto tem como objetivo
testar a tecnologia de rota hidro-metalurgica, que, se comprovada sua
eficiencia, nao so podera processar a custos bastante competitivos o minerio a
ser produzido pelas minas do Salobo e Alemao, como se transformara num salto
tecnologico na industria do cobre.

Investimentos totais por area de negocio


US$ milhoes
Realizado 2005 Orcado 2006
Minerais ferrosos 1.335 39,7% 2.118 45,8%
Minerais nao ferrosos 239 7,1% 412 8,9%
Logistica 730 21,7% 785 17,0%
Aluminio 669 19,9% 778 16,8%
Carvao 132 3,9% 124 2,7%
Energia eletrica 125 3,7% 135 2,9%
Participacao siderurgicas – – 112 2,4%
Outros 131 3,9% 162 3,5%
Total 3.361 100,0% 4.626 100,0%