Pesquisa XP Investimentos

91% dos investidores esperam corte de 0,5 p.p. na Selic nesta quarta

Investidores já precificam corte de 0,5 p.p. no Copom desta quarta e aumentam apostas de Selic em 5% no fim do ano

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(Raphael Ribeiro/BCB)

SÃO PAULO – Sondagem realizada pela XP Investimentos mostra que é quase unânime a opinião de que o Comitê de Política Monetária (Copom) irá cortar a Selic em 0,50 ponto percentual nesta quarta-feira (18).

Pelo levantamento, 91% dos investidores institucionais falaram projetar um corte desta magnitude. Por outro lado, há uma divisão maior do mercado sobre o que ocorrerá nos encontros do Copom de outubro e dezembro.

55% dos entrevistados avaliam outro corte de 0,50 p.p. na reunião de 30 de outubro, enquanto 43% dos investidores esperam uma redução menor, de 0,25 p.p.. Já para a última reunião do ano, a projeção está empatada tecnicamente: 44% vê um corte de 0,25 p.p. e outros 40% projetam manutenção dos juros.

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Para o final do ano, a maior expectativa, de 42% dos entrevistados, é que a taxa básica de juros fique em 5%, sendo que em julho apenas 24% dos investidores tinham esta projeção.

Outros 19% veem a Selic em 5,25%, enquanto 18% projetam 4,75% como a taxa de juros do fim do ano. Já 12% dos entrevistados enxergam o BC cortando os juros para 4,5% ou menos até o fim deste ano.

A maior parte dos investidores institucionais, ou 43%, ainda projeta que os juros, após chegarem a 5% este ano, se mantenham neste nível até o fim de 2020. 18% enxergam a Selic em 4,5% e outros 14% tem a expectativa de que a taxa de juros fique nos 5,5% no próximo ano.

O que irá impactar os juros
A pesquisa da XP também avaliou os fatores de risco para a política monetária do BC. 55% dos entrevistados acredita que a inflação deve ser o principal fator que irá afetar favoravelmente o balanço de risco do Copom até o fim deste ano.

Enquanto isso, outros 19% acreditam que este impacto será do crescimento do País, ao passo que 12% e 11% falaram na agenda de reformas e na política monetária externa, respectivamente.

Já do lado negativo, 47% dos investidores enxergam nas tensões comerciais e geopolíticas o principal fator desfavorável para o balanço de riscos do Banco Central. Na sequência foram apontadas a taxa de câmbio (34%), o crescimento do País (8%) e a agenda de reformas (6%).

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O levantamento foi realizado entre os dias 16 e 17 de setembro com 129 investidores institucionais, um público formato por gestores, traders e economistas de fundos de investimentos e instituições financeiras.

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