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Destaques da semana

9 ações sobem mais de 10% na semana; PDG lidera com 30% de alta

Entre os destaques ainda estão os papéis da Petrobras, que fecharam sua terceira semana no positivo em meio à entrevista de Dilma à Bloomberg em que disse que o balanço da estatal sairia ainda em abril

SÃO PAULO – A semana pré-páscoa na Bolsa foi bastante positiva para o Ibovespa, que tendo um dia a menos fechou com ganhos de 6,05%, a 53.123 pontos. Entre os destaques estiveram os papéis da PDG Realty, que após fechar no topo dos ganhos da carteira teórica da Bolsa na semana passada, voltou a estrelar os ganhos dos últimos 4 dias. Enquanto entre os dias 23 e 27 os papéis se valorizaram em meio de um “short squeeze”, os ganhos desta semana vieram sem noticiário para a companhia, mas em meio à saída dos papéis da primeira prévia do Ibovespa.

Em meio à euforia do mercado, além da PDG, outras oito ações fecharam com ganhos superiores à 10% no Ibovespa, sendo elas: Rumo, Petrobras ON e PN, BR Malls, Banco do Brasil (BBAS3, R$ 24,60, +11,01%), Kroton (KROT3, R$ 10,94, +10,73%), Bradesco ON (BBDC3, R$ 31,80, +9,93%) e JBS (JBSS3, R$ 15,30, +9,52%). Mesmo assim, as fortes altas também foram vistas fora do índice. Para ver os principais ganhos da Bovespa na semana, utilize a ferramenta “Altas e Baixas” do InfoMoney clicando aqui.

Veja abaixo os principais destaques da semana pré-pascoa:

Altas:

PDG Realty (PDGR3, R$ 0,65, +30,00%)
Mesmo após sair da primeira prévia do Ibovespa, as ações da PDG Realty voltaram a fechar como a maior alta do Ibovespa para os últimos 4 dias. Sem motivos aparentes, os papéis da imobiliária dispararam em sua segunda semana, sendo que entre os dias 23 e 27 haviam registrado ganhos de 25% em meio à um “short squeeze” com os ativos, que consiste em uma falta de papéis para aluguel, seja por falta de oferta ou por controle da BM&FBovespa, e que obriga os investidores que estejam operando com venda a descoberto a comprarem os papéis na Bolsa para liquidarem suas operações. A alta dos ativos se deu praticamente pelo movimento de ontem, quando os ativos atingiram 20% de alta, coincidindo com a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa, das quais os papéis não estavam inseridos.

Rumo (RUMO3, R$ 1,72, +22,76%)
As ações da Rumo, que nasceram após fusão da empresa com a ALL e que estrearam em queda na quarta, fecharam com fortes ganhos nesta semana. A ALL comunicou na última noite que Alexandre de Jesus Santoro foi destituído do cargo de Diretor Presidente da companhia. Além dele, Henrique Franciosi Peterlongo Langon deixa o cargo de Diretor de Ativos e Marcelo Tappis Dias, o de Diretor de Tecnologia e Serviços.

Foi aprovada ainda a extinção da diretoria de produção e a criação da diretoria de produção da Malha Oeste e Malha Sul, que será comandada por Darlan Fabio de David, e da diretoria de produção da Malha Paulista e Malha Norte, que terá Daniel Rockenbach na liderança. Os diretores eleitos exercerão o mandato em curso até a assembleia geral ordinária de 2015.

Vale ressaltar que ontem, em teleconferência, a empresa disse que todos os seus credores, exceto o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), aceitaram após negociações com a companhia um nível de alavancagem de até 5,5 vezes, medido no resultado consolidado com a Rumo Logística. A fusão das empresas começou a valer efetivamente na última quarta-feira, com as ações da ALL deixando de serem negociadas na bolsa e o início da negociação dos papéis da Rumo.

Petrobras (PETR3, R$ 10,60, +14,97%; PETR4, R$ 10,72, +14,29%)
As ações da Petrobras fecharam em sua terceira semana positiva, vivendo hoje seu sexto pregão de alta, acumulando no período ganhos de 14,3%. As ações dispararam nos últimos quatro dias após a presidente Dilma Rousseff declarar, em entrevista à Bloomberg, que a estatal vai divulgar balanço auditado de 2014 até final de abril. No entanto, reportagem da Folha declarou que a estatal poderá adiar, mais uma vez, a divulgação das perdas contábeis (informação que, de acordo com analistas, foi esquecida em meio à euforia do mercado).

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Como um dos destaques no noticiário da estatal, a Petrobras pediu aos acionistas que aprovem, na próxima assembleia dia 29 de abril, um reajuste de 13% na remuneração dos executivos em relação ao pagamento do ano passado, considerando a média por executivo, informou uma reportagem da Folha de S. Paulo.

Além disso, a companhia vendeu US$ 101 milhões em ativos na Argentina para a CGC (Companhia Geral de Combustíveis), como parte do seu plano de desinvestimento, informou a estatal ontem à noite. Ainda sobre a petrolífera, o conselheiro independente da Petrobras, Mauro Cunha, enviou carta à estatal informando que não pretende concorrer a um novo mandato no conselho de administração da companhia.

Além disso, a Corte de Nova York divulgou a ação coletiva consolidada da Petrobras, que além da petroleira inclui como réus os ex-presidentes Graça Foster e José Sergio Gabrielli, além de outros 13 executivos, 15 bancos que coordenaram emissões de papéis da empresa, a firma de auditoria Price e duas subsidiárias da companhia brasileira no exterior que emitiram títulos no mercado internacional.

No radar da empresa ainda a notícia de que a Petrobras assinou com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB) contrato de financiamento de 3,5 bilhões de dólares, recursos que devem trazer algum alívio para empresa, que agora tem mais dificuldades de captar recursos por conta da crise decorrente do escândalo de corrupção.

BR Malls (BRML3, R$ 18,42, +15,27%)
As ações da BR Malls seguem o movimento de alta da véspera, quando fechou com ganhos superiores a 3%. Ontem, as ações da companhia subiram em dia de queda de contratos de juros futuros e dólar.

A companhia é favorecida pelo recuo do DI Futuro uma vez que ela fica mais atrativa do que títulos atrelados ao DI uma vez que ela tem proteção natural contra a inflação pelo reajuste dos seus contratos por IGP-M, explicou Luis Gustavo Pereira, da Guide Investimentos. No caso do dólar, os papéis também ganham porque a operadora de shoppings não acompanhou o movimento positivo dos seus pares pelo fato de ter sua dívida em dólar (22%), complementou.

Quedas:

Gol (GOLL4, R$ 7,62, -6,04%)
As ações da companhia aérea fecharam como a maior queda do Ibovespa nesta semana, após a divulgação do resultado do quarto trimestre da companhia. A Gol reportou prejuízo líquido acima do esperado no quarto trimestre, sob impacto da variação cambial e perdas com derivativos, enquanto espera um resultado operacional positivo em 2015. A companhia aérea informou na segunda-feira que seu prejuízo entre outubro e dezembro foi de R$ 631 milhões, ante um resultado negativo de R$ 19,3 milhões um ano antes. A média das estimativas de analistas da Reuters apontava prejuízo de R$ 227,5 milhões.

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Após ter sido cortada ontem pelo Citi e BTG Pactual para neutra, as ações da Gol foram novamente revisadas hoje por outros dois grandes bancos. Desta vez, o Deutsche Bank cortou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) da companhia aérea de US$ 8 para US$ 5 para os próximos 12 meses (a recomendação segue em compra), enquanto o Itaú BBA reduziu o target das ações de R$ 16,50 para R$ 10,50. A recomendação foi mantida em market perform (desempenho em linha com a média).

Marcopolo (POMO4, R$ 2,23, -3,88%)
A Marcopolo viu seus papéis fecharem no vermelho nos últimos 4 dias. Uma das maiores fabricantes de carroceria de ônibus do País, pode ter pago R$ 1 milhão de propina à Receita para evitar multa, segundo informações de O Estado de S. Paulo. A reportagem, que usa como base um relatório da Operação Zelotes, diz que a companhia teria feito o acerto para evitar multa de R$ 200 milhões com a Receita.

Em nota ao mercado, a empresa reiterou que somente tem conhecimento da investigação intitulada “Operação Zelotes” pelas matérias divulgadas nas diversas mídias nacionais e ressalta que possui programa de compliance que assegura rigorosos padrões éticos e legais na condução de todas as suas atividades.

Vale
As ações da Vale fecharam a semana no negativo em meio às fortes quedas do minério de ferro, que é cotado hoje abaixo de US$ 50 a tonelada. Em relatório, o BTG Pactual disse que o minério de ferro ainda deve cair mais, mas que não é o momento de entrar em papéis da Vale e Cosan (CSAN3). Ontem, o Santander rebaixou recomendação das ações da mineradora para underperform (desempenho abaixo da média) em meio à derrocada da commodity. O Deutsche Bank reiterou compra. Hoje as ações da companhia bateram sua mínima desde 2008, mas desconsiderando os dividendos pagos no período seria o menor nível desde 2005. Acompanharam o movimento – de maneira mais amena – as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 10,69, -0,56%), holding que detém participação na mineradora.

Papel e celulose
As ações das companhias de papel e celulose Suzano (SUZB5, R$ 14,26, -3,58%) e Fibria (FIBR3, R$ 43,81, -0,82%) fecharam no negativo nesta semana em meio à queda do dólar. A moeda norte-americana fechou os últimos quatro dias com queda de 3,43%, cotada a R$ 3,1292. As companhias do setor de celulose são prejudicadas pelo movimento uma vez que seus lucros são lastreados na moeda norte-americana.