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SÃO PAULO – Como ocorre na maioria dos meses, a primeira semana acumula uma grande variedade de indicadores e eventos, o que pode levar a bolsa a registrar forte volatilidade nesses primeiros pregões de setembro. Serão pelo menos 8 eventos para o investidor ficar atento na primeira semana de setembro. Veja abaixo:
1 – PMI na China
No domingo à noite tivemos a divulgação do PMI (Purchasing Manager Index) da indústria na China – mostrando 50,1 pontos, contra 47,7 pontos no mês anterior. O indicador tem sido destaque mensalmente nos principais mercados do mundo devido ao momento em que o gigante asiático passa. A cada mês, os investidores ficam atentos para ver o rumo que a economia chinesa está tomando.
Após se aproximar do limite entre crescimento e retração – os 50 pontos – em março, o indicador voltou a mostrar altas a cada mês. Porém, desde julho, os resultados voltaram a preocupar sobre o quanto a China conseguirá crescer este ano. Vale destacar também o PMI de serviços, que será apresentado na noite de terça-feira (3).
2 – Balança comercial de agosto
No primeiro dia útil de cada mês, o ministério do Desenvolvimento divulga a balança comercial brasileira. Com isso, nesta segunda-feira (2), será a vez do resultado do mês de agosto. Nos últimos meses, os números apresentados pelo governo têm mostrado um maior número de importações que de exportações, levando a uma sequência de resultados negativos.
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Porém, agosto pode se mostrar como um mês positivo para a economia do País. De acordo com as projeções feitas pelo analista André Perfeito, da Gradual Investimentos, a expectativa é que a balança comercial apresente saldo positivo de US$ 1,5 bilhão no último mês.
3 – PMI na Europa
Assim como na China, os PMI da indústria e de serviços também serão divulgados nos primeiros dias uteis de setembro. Diferente do gigante asiático, os resultados europeus tem sido utilizados para comprovar a recuperação da região. Para Perfeito, a zona do euro deve mostrar uma manutenção de crescimento da indústria, registrando um resultado por volta dos 51 pontos.
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4 – Feriado nos EUA
Feriados internacionais normalmente reduzem bastante o volume do mercado, já que investidores deixam de operar. Na segunda-feira a bolsa deixará de ter uma de suas principais referências, já que será feriado de dia do trabalho nos EUA.
Mesmo sem ter o que analisar por lá, o mercado deve refletir os dados da indústria na China e Europa, além de resultados de indicadores nacionais. Vale destacar, que mesmo sendo feriado, notícias sobre um possível confronto na Síria terão reflexo em todos os mercados do mundo.
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5 – Livro Bege
Não é apenas a Síria que está em foco nos EUA, a retirada dos estímulos econômicos no país também tem mexido bastante com os investidores. Após a última reunião do Fomc indicar que realmente a chance do fim do QE3 ocorrer ainda em 2013 é forte, o Federal Reserve também já se mostrou preocupado com os juros no país e apresentou um novo mecanismo para controlar as taxas.
Com o Livro Bege, os mercados poderão ter uma maior dimensão de como o Fed está avaliando a economia do país – e ter alguma ideia sobre o que será feito com o QE3 na próxima reunião. Quanto melhor o crescimento econômico dos EUA, mais rápido deve ser início da retirada dos estímulos. Vale lembrar que na última quinta-feira (29), a segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano surpreendeu positivamente ao registrar avanço de 2,5% no 2º trimestre.
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6 – Ata do Copom
Na última semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu elevar a taxa de juros do País em 0,5 ponto percentual, levando a Selic para 9% ao ano. Faltando apenas duas euniões em 2013, os analistas começam a projetar em quanto deve ficar a taxa ao final do ano, sendo que as expectativas vão de 9,25% até 10% a.a..
Com a Ata, o mercado tentar entender qual o pensamento do governo e passa a refletir isso em seus investimentos, na expectativa de antecipar um possível aperto monetário mais forte. Esse movimento do mercado acaba levando principalmente os contratos de juros futuros a ter forte oscilação, tendo efeito ainda tanto em algumas ações da bolsa, como as imobiliárias, quanto no mercado cambial.
7 – IPCA
Após mudanças na Selic e divulgação do PIB, a próxima semana contará com o resultado da inflação oficial do Brasil, calculada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e publicada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A inflação tem se mostrado acima do teto da meta do governo nos últimos meses, e mesmo recuando um pouco ainda preocupa, principalmente com o recente rali do dólar, que pode acabar repassando essa alta para o IPCA, que pode voltar a subir. A inflação também tem sido um dos principais fatores para a atual política do governo de elevação da Selic.
8 – Discursos do Fed
Assim como o Livro Bege, discursos de líderes do Federal Reserve também ganham destaque a medida que os investidores ficam atentos para possíveis sinais sobre quando terá início a redução do programa de estímulos nos EUA. Serão pelo menos 5 discursos entre os dias 2 e 6 de setembro que podem trazer volatilidade com o mercado tentando antecipar os movimentos da autoridade monetária.