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Em relatório trazendo um cenário de retrospectiva para 2025 e perspectivas para 2026, a equipe de estratégia da XP Investimentos manteve a projeção para o Ibovespa ao fim deste ano em 185 mil pontos.
Em termos de posicionamento, Fernando Ferreira e equipe, que assinam o relatório, destacam preferência por empresas de alta qualidade, baixa alavancagem e sensíveis a juros, que tendem a apresentar um desempenho positivo durante ciclos de afrouxamento monetário, dada a perspectiva de cortes da Selic em 2026.
Confira as 5 visões da XP para os mercados em 2025:
Não perca a oportunidade!
1. No cenário global, a XP segue esperando um ambiente ainda marcado por desafios fiscais, com os juros de longo prazo provavelmente permanecendo elevados nos mercados desenvolvidos, além da persistência de incertezas geopolíticas, em meio à postura errática de política econômica do presidente dos EUA Donald Trump e a uma guerra na Ucrânia que parece distante de uma solução.
2. No Brasil, os fatores domésticos tendem a ganhar maior relevância. Enquanto o desempenho dos ativos brasileiros em 2025 foi fortemente influenciado por fatores globais, a XP acredita que, em 2026, os vetores locais devem prevalecer, em especial os temas de juros e eleições. Em relação à política monetária, a projeção é de que o Copom reduza a Selic em 300 pontos-base (bps) ao longo de 2026, para 12,00%.
No campo político, os investidores devem monitorar principalmente as perspectivas para a trajetória fiscal do país a partir de 2027, avalia a XP.
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3. Em relação às ações brasileiras, a XP segue construtiva para 2026. A combinação de cortes de juros no Brasil e nos EUA, aliada a fundamentos corporativos ainda sólidos, reforça essa visão. “No entanto, o ciclo eleitoral e a trajetória fiscal serão determinantes-chave para avaliar se o rali de 2025 pode se sustentar ao longo do próximo ano”, aponta a equipe.
4. Ações americanas: a XP elevou a sua visão de posicionamento abaixo do neutro para neutro, diante dos ventos favoráveis provenientes dos investimentos ao longo da cadeia de valor de inteligência artificial, do afrouxamento regulatório e do ciclo de flexibilização monetária. Ainda assim, persistem incertezas relacionadas à política econômica, a uma eventual desaceleração do momentum em IA e às perspectivas do consumidor americano, especialmente das famílias de menor renda.
5. Fora dos EUA, a China permanece como nossa região preferida na visão da XP, sustentada pelo estímulo governamental em curso e pelo avanço em IA, seguida pelos mercados emergentes, que se beneficiam de fluxos globais e de um ciclo macroeconômico mais favorável.
