5 ideias de operações com ações de olho nos balanços do 3º tri de 2024

Em análise, Itaú BBA recomendou exposição a alguns bancos de varejo, WEG, Direcional, varejistas, além de operação "long short" com elétricas

Equipe InfoMoney

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Está de olho na temporada de resultados do terceiro trimestre? A nova safra de balanços começa na próxima semana e segue até o dia 15 de novembro – e há muito o que fazer na Bolsa até lá.

Em relatório, o Itaú BBA destacou cinco ideias de operações para lucrar com a expectativa pelos números que serão publicados, além de cinco pontos de atenção para ter em vista. Confira:

Ideias de operação

1 – Entre as ideias de ações para o 3T24, o banco destaca ficar comprado em bancos de varejo, como Bradesco (BBDC4) e Nubank (BDR: ROXO34). Para o BBA, eles devem se beneficiar do ambiente macro positivo para crédito (inflação controlada, atividade forte, baixo desemprego), com expansão de portfólio, baixos índices de inadimplência (NPLs) e spreads (diferença entre o que o banco cobra para emprestar dinheiro e o que ele paga aos depositantes) mais altos.

2 – Outra ideia é a compra em WEG (WEGE3). O BBA continua confiante no momentum dos lucros da WEG, com mais aceleração na receita, Ebitda e lucro líquido, crescendo acima de 20% na base anual.

3 – “Short” em geradoras, “long” em distribuidoras – No segmento de energia, o BBA está comprado em distribuidoras e vendido em geradoras. O banco vê melhores resultados para as empresas de distribuição, impulsionadas pelo aumento da demanda, enquanto as empresas de geração devem sofrer com maiores impactos de redução e pior hidrologia.

4 – Compra em vestuário – Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3), Guararapes (GUAR3) e Vivara (VIVA3) – As três primeiras devem mostrar um momentum sólido de receita, além de melhoria nos resultados de financiamento ao consumidor. Espera-se ainda que a Vivara mostre aceleração no crescimento da receita e maiores ganhos de margens, avalia o banco.

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5 – Compra em Direcional (DIRR3) – O BBA ressalta a publicação de bons números da DIRR3 na prévia operacional do 3T24, que refletiu uma tendência operacional sólida e uma melhoria robusta no fluxo de caixa que sugere alta para pagamentos de dividendos. “Reiteramos nossa visão positiva sobre a empresa e reiteramos o DIRR3 como nossa principal escolha no setor”, aponta o banco.

O BBA também tem cinco visões sobre as tendências de resultados no geral:

1) Temporada de lucros do 3T24 ligeiramente positiva, com bom crescimento de lucros e boa difusão entre os setores para crescimento para receitas, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e lucro líquido.

Os destaques entre os setores deverão ser: i) varejo de vestuário; ii) construtoras residenciais; iii) bancos de varejo.

2) Tendências de lucros à frente – 3T24 deve trazer aceleração de lucros, mas desaceleração de Ebitda. A projeção é de um lucro líquido crescendo 12,9% ano a ano no 3T24 versus alta anual de 6,6% no 2T24, mas uma desaceleração nas métricas operacionais (receitas crescendo 7,8% ano a ano versus 13,9% no 2T24, e Ebitda crescendo 7,2% na base anual versus 18% no 2T24).

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3) Revisões de lucros para frente – as revisões são negativas no curto prazo em 2024, puxadas por commodities, enquanto o setor financeiro tem registrado projeções estáveis, e as companhias domésticas estão com revisões ligeiramente negativas no curto prazo.

4) Crescimento dos lucros em 2025: o consenso projeta CAGR (taxa de crescimento anual composto) de 12% para 2023-2025. O crescimento em 2024 será impulsionado principalmente por empresas financeiras, seguidas por ações voltadas ao cenário doméstico, enquanto commodities terão uma pequena expansão nos lucros e verão sua representatividade reduzida em comparação a 2023.

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Para 2025, espera-se que as domésticas sejam as principais catalisadoras do crescimento, seguidas por financeiras, enquanto commodities mostrarão tendências semelhantes a 2024. O maior crescimento da receita líquida em 2025 deve vir de consumo e varejo, transporte e petróleo e gás.

5) “Momentum” de lucros. Entre os setores, bens de capital, saúde e bancos são os que aparecem no índice do BBA com o melhor momentum de lucros, enquanto shoppings, petróleo e gás e aço e mineração são os piores classificados.