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SÃO PAULO – Dia 6 de junho de 2012, manchete do Portal InfoMoney: “Plano europeu anima, Ibovespa avança 3,19% e retoma os 54.000 pontos”. Um dia antes, a manchete era: “Ibovespa cai 1,75% e fecha abaixo de 53.000 pontos, mínima desde 7 de outubro”.
Os títulos dessas duas matérias são só um exemplo e refletem o que tem acontecido há algum tempo na bolsa brasileira: uma volatilidade (oscilação) forte, por conta, principalmente, dos problemas com a economia global – especialmente a crise da dívida na zona do euro, que tem tirado o sono de muitos investidores em todo o mundo.
Se você também não sabe mais o que fazer com tanto sobe e desce, se fica na dúvida se entra ou não no mercado, se compra ou vende as suas ações, confira as dicas do especialista em finanças da MoneyFit, André Massaro, sobre como lidar com a volatilidade da bolsa:
1- Entender que volatilidade é algo bom
O especialista ressalta que a palavra volatilidade costuma assustar as pessoas, que logo lembram das aulas de química no colégio. “Ela remete a líquidos passando rapidamente para o estado gasoso – mas a volatilidade, nas finanças, é a intensidade com que um preço oscila dentro de determinado período de tempo”, diz Massaro.
E ele lembra que essa oscilação é justamente aquilo que muitos investidores e traders buscam. “A capacidade de gerar altos ganhos em um espaço de tempo relativamente curto. Não devemos temer a volatilidade, e sim aprender a usá-la a nosso favor”, conclui.
2- Identificar tendências
Quando o mercado está volátil, uma estratégia segura é identificar a tendência principal de um ativo e operar “a favor” dessa tendência . “Esse tipo de abordagem tem grande potencial de ganhos. Geralmente se usa ferramentas e indicadores técnicos (como médias móveis) para identificar tendências”, diz Massaro.
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3- Construir um portfólio balanceado
De acordo com o especialista, fazer um portfólio bem diversificado, com ativos pouco correlacionados entre si, é uma forma de manter a volatilidade do portfólio como um todo em níveis aceitáveis e seguros para um investidor comum, que não está predisposto a tomar grandes sustos e viver “fortes emoções”.
4- Gerenciamento de riscos
Também é importante lembrar que situações de extrema volatilidade exigem uma postura mais defensiva do investidor, especialmente no que se refere ao tamanho de suas posições e ao uso do stop loss (ordem de venda automática quando o ativo atinge determinado preço).
“Uma das ferramentas técnicas mais recomendadas para se determinar níveis de stop loss em mercados voláteis é o ATR (Average True Range). Uma vez determinada a posição do stop loss, deve-se definir qual o tamanho da posição (a quantidade de ações que será comprada ou vendida) conforme um limite máximo de perda que o investidor ou trader deve estabelecer”, explica Massaro.
5- Controle emocional
Outro ponto importante é o controle do investidor sobre as suas próprias emoções, afinal, operar em mercados voláteis é algo que exige um certo sangue frio. “É muito fácil se deixar levar pela empolgação quando os mercados se movem rapidamente a nosso favor, e mais fácil ainda se deixar dominar pelo pânico quando o movimento é contrário. Pessoas que não têm o equilíbrio emocional necessário para manter a serenidade em uma situação assim devem sair do mercado nesses momentos e se refugiarem em investimentos mais conservadores”, aconselha.