Destaques da Bolsa

4 small caps disparam mais de 123% na semana; Braskem e siderúrgicas saltam até 12% entre balanços e Credit

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta sexta-feira

SÃO PAULO – A Braskem e as siderúrgicas lideraram os ganhos do Ibovespa nesta semana, entre resultados e um relatório otimista do Credit Suisse sobre Gerdau divulgado ontem. O índice, que fechou praticamente no zero-a-zero nesta sexta-feira, encerrou o período em alta de 0,47%, a 57.560 pontos. Do lado negativo, os papéis das empresas de papel e celulose, que caíram até 7% com investidores cautelosos sobre perspectivas para o setor, em meio à trajetória de queda do dólar e preços da commodity. 

Fora do índice, o grande destaque fora as ações de baixíssima liquidez na Bolsa, com Tectoy, Vulcabras Azeleia, Bombril e Brasil Pharma saltando entre 123% e 175% no período sem motivo aparente e com forte volume financeiro. Apenas no radar da Brasil Pharma, uma recomendação de compra do analista Danilo Zanini, que disse que vê a ação atingir os R$ 14,25, que se ultrapassados poderiam a levar a região dos R$ 20,00 e R$ 27,50. 

Confira abaixo os principais destaques de ações da Bovespa nesta sessão:

Vale e siderúrgicas
As ações da Vale (VALE3, R$ 18,97, +1,12%; VALE5, R$ 15,62, +0,90%) e Bradespar (BRAP4, R$ 11,03, +0,55%) subiram acompanhando o movimento dos preços do minério de ferro. A commodity saltou 2% nesta sessão no porto de Qingdao, na China, indo a US$ 60,74 a tonelada. 

A euforia foi vista também nos papéis das  siderúrgicas, que seguem o rali da véspera, com com Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 3,06, +4,08%), Gerdau (GGBR4, R$ 8,57, +3,88%) e CSN (CSNA3, R$ 11,02, +1,19%). A exceção foi Usiminas (USIM5, R$ 3,86, -2,53%), que virou ao longo do dia e encerrou em queda. Vale lembrar que sobre as ações da Gerdau mais um fator contribui para o otimismo: um relatório do Credit Suisse, que elevou o preço-alvo das ações de R$ 8,50 para R$ 12,00, com recomendação de compra, mas disse que via – no cenário mais otimista – a ação indo para os R$ 29,20, oferecendo um potencial de valorização de 270% frente ao fechamento de quarta-feira (confira a íntegra da matéria clicando aqui). 

Exportadoras
Ações de empresas voltadas à exportação afundaram nesta pregão, puxadas pela queda do dólar frente ao real, após Relatório de Emprego dos Estados Unidos ter vindo bem acima do esperado. As ações da Fibria (FIBR3, R$ 18,48, -0,96%), Suzano (SUZB5, R$ 9,18, -3,16%) e Klabin (KLBN11, R$ 15,65, -2,19%) – ambas do setor de papel e celulose – apareceram entre as maiores perdas do Ibovespa nesta sexta-feira.

4 small caps que dispararam ‘sem motivo’ hoje
Nos últimos dias, diversas small caps têm disparado “sem motivo” na Bolsa, com forte volume financeiro. Hoje, 4 dessas ações de baixa liquidez saltaram entre 22% e 35%. São elas: Tectoy (TOYB3, R$ 4,64, +34,49%; TOYB4, R$ 4,45, +27,14%), Vulcabras Azaleia (VULC3, R$ 4,03, +40,91%) e Metalfrio (FRIO3, R$ 3,50, +22,38%).

Além dessas 4 ações, outras small caps sobem forte na Bolsa hoje e ganham destaque, embora com valorização um pouco mais amena, como é o caso da Eternit (ETER3, R$ 2,00, +7,53%), renova hoje sua máxima intradiária na Bolsa desde janeiro deste ano. Em dois dias, os ganhos acumulados são de 23%. Além da valorização, destaque para o volume financeiro movimentado com o papel, que atinge neste momento R$ 7,8 milhões, contra média diária de cerca R$ 1,7 milhão registrada nos últimos 21 pregões.

Ontem, o analista da XP Investimentos, Danilo Zanini, abriu call na ação da Eternit, vendo uma valorização de pelo menos 40% (confira a matéria completa clicando aqui). Vale lembrar que na semana passada ele já havia acertado uma recomendação com os papéis da BrasilPharmadias atrás. Após call na sexta-feira passada, durante o Visão Técnica, a ação disparou 200% até a última quarta-feira. Com Eternit, ele disse que vê a ação iniciar um processo de reversão de tendência depois de sofrer com uma queda intensa desde 2014, saindo de R$ 3,85 e indo para R$ 1,50, em uma desvalorização de 61%.

“O ativo trabalha acima da média móvel de 21 períodos e configura uma figura gráfica de continuação de movimento (mastro e bandeira)”, diz. Segundo Zanini, se Eternit confirmar a reversão do movimento, o ativo tem espaço pra ir até a região de R$ 2,40, com stop loss em R$ 1,59. 

Eletrobras (ELET3, R$ 19,80, +2,48%; ELET6, R$ 24,68, +3,70%)
As seis distribuidoras de energia elétrica da estatal Eletrobras que atendem Estados do Norte e Nordeste passarão por processos de revisão tarifária em 31 de agosto de 2017, segundo portarias do Ministério de Minas e Energia publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira. As portarias publicadas nesta sexta são válidas para as distribuidoras que atendem Acre, Alagoas, Amazonas, Piauí, Rondônia e parte de Roraima.

Na última quinta-feira, o secretário-executivo da pasta, Paulo Pedrosa, havia dito à Reuters que a revisão das tarifas é um passo essencial para viabilizar a privatização dessas empresas, o que a Eletrobras e governo já decidiram que pretendem fazer até o final de 2017.

Tupy (TUPY3, R$ 14,81, +3,71%)
Outra a prestar contas com os investidores foi a Tupy , que viu suas receitas encerrarem o segundo trimestre marcando R$ 850,68 milhões, cifra 6,6% inferior à registrada no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado entre abril e junho foi de R$ 97,39 milhões, o que corresponde a uma queda de 47,1% no mesmo comparativo. A companhia também registrou prejuízo líquido de 28,78 milhões, ante lucro de R$ 61,41 milhões no mesmo período do ano anterior.

Iochpe-Maxion (MYPK3, R$ 20,00, +6,38%)
A Iochpe-Maxion sobe forte nesta sessão, renovando a máxima registrada desde maio de 2014, após balanço do 2° trimestre. A companhia registrou prejuízo de R$ 7,19 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 70,24 milhões de um ano antes. Já a receita líquida fechou o segundo trimestre em R$ 1,76 bilhão, uma leve alta de 5,7% ante um ano antes, enquanto o Ebit caiu 41,1% no mesmo período, para R$ 101,12 milhões.

Oi (OIBR4, R$ 2,36, 0,0%)
Segundo informações do jornal O Globo, o governo do presidente interino, Michel Temer, já definiu sua proposta para reforma da Lei Geral de Telecomunicações (LGT), de 1997. O texto prevê que os contratos de concessão poderão ser transformados em autorizações. Também deixa claro como serão feitos os cálculos do saldo remanescente dos contratos a ser usado em novos investimentos em banda larga, os chamados bens reversíveis. Na prática, o texto abre espaço para a Oi reverter mais de R$ 7 bilhões em investimentos para expansão da banda larga, o que aliviaria a situação financeira da companhia. 

Ainda no noticiário da empresa, o Valor informa que a Anatel recorreu à Justiça numa tentativa de impedir que a Oi participe de licitações públicas e, também, para tentar cobrar créditos devidos pela operadora.

Ser Educacional (SEER3, R$ 16,76, +3,46%)
A Ser Educacional viu sua receita líquida encerrar o segundo trimestre em R$ 289,60 milhões, o que corresponde a uma alta de 6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo balanço divulgado pela companhia na manhã desta sexta-feira (5), crescimento também foi visto no lucro líquido, que fechou o período atingindo a cifra de R$ 63,76 milhões – 4% acima no comparativo anual. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 91 milhões entre abril e junho, o que corresponde a uma alta de 16%. A companhia fechou o segundo trimestre de 2016 com uma margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) de 31,4% e uma margem líquida (lucro líquido/receita líquida) de 22%. 

Marisa (AMAR3, R$ 8,95, +14,11%) 
A Lojas Marisa viu seu prejuízo reduzir em 9,2%, caindo de R$ 20,3 milhões um ano atrás para R$ 18,4 milhões no segundo trimestre deste ano. A receita líquida da companhia teve leve avanço de 1,8%, atingindo R$ 624,1 milhões no fim de junho. Já o Ebitda Varejo da companhia recuou 25,7%, encerrando o período em R$ 30,1 milhões.

Segundo a empresa, “o ambiente macroeconômico permaneceu desfavorável e, por consequência, a retomada no crescimento de vendas neste trimestre não ocorreu na velocidade esperada”. 
De acordo com o BTG Pactual, os resultados foram mistos, como esperado, mas com alguns sinais positivos. Eles destacam o forte crescimento em vendas nas mesmas lojas de 3,2% na comparação anual, após sete trimestres consecutivos em terreno negativo. A principal razão para o forte desempenho foi o início do período de promoção. “Estamos agora à espera de uma recuperação do crescimento sustentável de receita e Ebitda antes de nos tornarmos mais positivos sobre a ação”, afirmam os analistas. 

Light (LIGT3, R$ 15,20, -1,36%)
Segundo o Valor, a Light estuda a venda de seus ativos de geração para a Aliança Energia, empresa de 1.158 megawatts (MW) em capacidade total instalada que tem como sócios a a Vale e a Cemig (CMIG4, R$ 9,35, -3,31%). A transação reduziria o nível de alavancagem da Light, além de transformá-la em uma empresa focada na distribuição de energia.  

Ontem, as ações da companhia dispararam 8,4% após um relatório do Bank of America Merrill Lynch. O banco destacou expectativa de uma atividade mais forte de fusões e aquisições no setor, ressaltando que tanto a Light quanto a Eletropaulo (ELPL4, R$ 12,50, -3,85%) são potenciais alvos de compradores.

As ações da Eletropaulo foram elevadas de venda para compra: “achamos que as ações oferecem potencial atrativo de alta, devido aos aumentos dos múltiplos do setor, refletindo a atividade significativa de fusões e aquisições”, destacou o banco, que elevou o preço-alvo para os papéis de R$ 10,50 para R$ 15,50. A Light também é vista como um dos principais alvos para esses compradores, assim como a Cemig que teve o preço-alvo elevado de R$ 8 para R$ 10. 

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Energisa (ENGI3, R$ 21,10, -0,05%)
O BTG Pactual iniciou cobertura nas ações da Energisa, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 24,00, o que daria um potencial de alta de 20% em relação ao fechamento anterior. Segundo o banco, a companhia oferece uma exposição a uma expansão de base de ativos muito robusta que certamente garantirá um horizonte de crescimento bastante interessante. A principal oportunidade (e risco) para o case está no ‘turnaround’ do Grupo Rede, que está longe de mostrar bons resultados. 

Gol (GOLL4, R$ 5,60, -0,71%)
A Gol teve sua recomendação elevada hoje pelo Bank of America Merrill Lynch. O banco passou a recomendação de neutra para compra, citando riscos menores e melhores retornos justificando uma taxa mais baixa de desconto. O preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) foi revisado de US$ 11,00 para US$ 20,00.   

Eletropaulo (ELPL4, R$ 12,50, -3,85%)
As ações da Eletropaulo afundaram após balanço mais fraco do que esperado, com opex bem acima do previsto em R$550 milhões, parcialmente ajudado por uma reversão de custos, segundo analistas do BTG Pactual. Para eles, o que contribuiu para o resultado consolidado não ter sido ainda pior foi a queda acentuada em perda com energia, que contribuiu positivamente com R$45 milhões.

Os analistas ressaltaram ainda o anúncio do governo em mudar as regra dos novos leilões de A-1, que saiu esta semana. “Sem dúvida a notícia é positiva para eles”, disseram. A recomendação de compra da ação foi mantida.

A elétrica registrou lucro de R$ 3,45 milhões no segundo trimestre, queda de 92,9% na comparação com um ano antes. A receita líquida da companhia caiu 19,3% no período, para R$ 2,8 bilhões, refletindo a queda de 0,3% na energia total distribuída pela empresa no trimestre, para 11 mil gigawatts-hora. Já o Ebitda caiu 27,4%, indo para R$ 228 milhões. 

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