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4 notícias de Petrobras, Vale anuncia data do balanço do 2º tri, 4 recomendações e mais empresas no radar

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (7)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem como destaque revisões de recomendações, novo reajuste da Petrobras e a divulgação da data do resultado do segundo trimestre da Vale. Confira as principais notícias corporativas desta sexta-feira (7):

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras anunciou na noite de quinta-feira (6) um novo reajuste de preços nos combustíveis. Segundo a estatal, será feito um corte do preço médio nas refinarias em 0,5% tanto para a gasolina quanto para o diesel. Os novos preços entraram em vigor desde a meia-noite desta sexta-feira (7).

Na última segunda-feira, a companhia elevou o preço em 1,8% para a gasolina e em 2,7% para o diesel. No fim de junho, a companhia anunciou uma nova política de preços, que busca aumentar a frequência de reajustes em uma tentativa de retomar participação de mercado. A partir de agora, se a Petrobras achar conveniente, poderá fazer ajustes diários nos preços.

Ainda no radar da estatal, a Petrobras inicia etapa de divulgação oportunidade Campo Maromba. Neste projeto, a companhia, operadora com 70% de participação, e Chevron Brasil Petróleo Ltda., com 30% de participação, oferecem 100% dos direitos do Campo de Maromba, localizado no sudeste da Bacia de Campos. O teaser, que contém as principais informações sobre a oportunidade, bem como os critérios objetivos para a seleção de potenciais participantes, está disponível no site da Petrobras, disse a empresa.

A Petrobras ainda iniciou etapa de divulgação de venda ativos no Paraguai. A companhia tem como objetivo de alienar integralmente sua participação acionária nas empresas Petrobras Paraguay Distribución Limited (PPDL UK), Petrobras Paraguay Operaciones y Logística SRL (PPOL) e Petrobras Paraguay Gas SRL (PPG), diz a empresa em comunicado. A companhia atua no Paraguai no mercado de distribuição e comercialização de combustíveis, GLP e lubrificantes com uma rede de 197 estações de serviços e 113 lojas de conveniência, segundo o comunicado, além dos segmentos de aviação e logística.

Já o blog de Matheus Leitão do G1 afirma que advogados da estatal protocolaram pedido ao juiz Sergio Moro para que ele  determine a aplicação de correção monetária sobre o valor fixado a título de indenização para a empresa em processo no âmbito da Operação Lava Jato.  Em sentença de maio, Moro determinou o valor de US$ 1,5 milhão para reparação do dano à empresa, que deveria ser convertido pelo câmbio de 23 de junho de 2011 (R$1,58), acrescido de juros de 0,5% ao mês.

PDG (PDGR3)

Segundo o Valor Econômico, o Bradesco protocolou, ontem, documento no qual manifesta sua avaliação de que empreendimentos com patrimônio de afetação devem ser excluídos da recuperação judicial da PDG Realty. Esta é a mesma posição adotada pelo banco no processo da Viver. Segundo o jornal, o banco entende também que PDG precisa apresentar planos individuais por recuperanda para apreciação pelos respectivos credores.

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Cemig (CMIG4)

Em entrevista ao Valor, o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Cemig, Adézio Lima, afirmou que espera concretizar mudanças importantes em sua estrutura e também no perfil de sua dívida nos próximos meses. A estatal mineira tem até início de agosto para renegociar dívidas. 

Segundo Lima, além da venda de alguns de seus ativos, a empresa negocia com bancos e planeja retomar em setembro o plano emissão bilionária de títulos no exterior.

Direcional (DIRR3)

O VGV (Valor Geral de Vendas) da Direcional Engenharia no segundo trimestre de 2017 somou R$ 262 milhões, 297% superior quando comparado ao mesmo período de 2016.

As vendas líquidas do segmento Minha Casa, Minha Vida (MCMV) 2 e 3 totalizaram R$ 140 milhões entre abril e junho deste ano, 378% superior na comparação anual — este foi o melhor trimestre para a companhia em termos de vendas líquidas nesses segmentos. Conforme destaca o BTG Pactual, a companhia vem aumentando sua participação no MCMV, o que é positivo; a recomendação para os papéis é de compra, com preço-alvo de R$ 7,50 em doze meses. 

Fibria (FIBR3)

A Fibria informa que celebrou contrato de subscrição por meio do qual adquire uma participação minoritária na Spinnova Oy, uma sociedade privada constituída na Finlândia. De acordo com o contrato, a Fibria se compromete a subscrever e a integralizar uma quantidade de ações ordinárias equivalente a 18% do capital total da Spinnova, pelo valor total de 5 milhões de euros.

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Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informa que o acordo estabelece ainda condições mínimas para um Contrato de Desenvolvimento Conjunto (JDA, na sigla em inglês) e condições mínimas para um contrato de Joint Venture, com o objetivo de estabelecer uma parceria no desenvolvimento, produção e comercialização de materiais baseados nas tecnologias da Spinnova.

Segundo a Fibria, a Spinnova é uma start-up com foco no desenvolvimento de tecnologias de baixo custo e ambientalmente sustentáveis, para a produção de matérias-primas para a indústria têxtil. Estas tecnologias utilizam fibras de madeira para a produção de fios e filamentos que podem substituir o algodão, a viscose e/ou outros insumos na aplicação em tecidos e não tecidos.

Conforme o acordo de acionistas celebrado com demais acionistas, a Fibria terá o direito de indicar um membro do Conselho de Administração da Spinnova.

Recomendações

Em destaque no radar de recomendações, a Iguatemi (IGTA3) cortada para neutra pelo JPMorgan, com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 39,50 para R$ 37,50. Já a Marfrig (MRFG3) teve a recomendação elevada para manutenção pelo HSBC, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 4,70 para R$ 6,50.  

Já o Credit Suisse reiniciou a cobertura dos papéis da Lojas Americanas (LAME4) com recomendação outperform e preço-alvo de R$ 18,00 por ação e para a B2W (BTOW3) com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 14,00.

Vale (VALE3;VALE5)

A mineradora Samarco informou ontem que prorrogou por mais três meses o período de layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) de cerca de 800 funcionários que estavam parados desde o início de junho e deveriam retornar as suas funções em agosto. Agora, o layoff vai durar até 31 de outubro.

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De acordo com a Samarco, a decisão é parte do esforço para manter os postos de trabalho, já que a mineradora está há um ano e oito meses sem produzir depois que teve as atividades suspensas em decorrência da tragédia de Mariana (MG), em novembro de 2015, quando uma de suas barragens se rompeu e liberou no ambiente mais de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Houve devastação da vegetação nativa, poluição da Bacia do Rio Doce e destruição de comunidades. Dezenove pessoas morreram. O episódio é considerado a maior tragédia ambiental do país.

Atualmente, a Samarco tem cerca de 1,8 mil empregados, divididos entre duas unidades operacionais: uma na cidade mineira de Mariana e outra em Anchieta, no Espírito Santo. A implantação do layoff foi negociada com sindicatos dos trabalhadores e tinha previsão inicial de durar dois meses, prorrogáveis por mais três.

No layoff, o contrato de trabalho e o pagamento do salário são suspensos. No entanto, a empresa precisa oferecer aos funcionários afastados treinamentos de requalificação, e os empregados têm direito a receber uma bolsa paga pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A Samarco paga uma ajuda de custo complementar até atingir o valor do salário líquido de cada empregado afastado e manteve benefícios como o plano de saúde e o vale-alimentação.

Além de layoffs, depois da tragédia de Mariana, a mineradora já concedeu duas licenças remuneradas e um período de férias coletivas aos empregados. Em julho do ano passado, a Samarco também apresentou um Programa de Demissão Voluntária (PDV). No total, 925 empregados aderiram ao PDV e 153 foram demitidos por iniciativa da mineradora com direito às vantagens oferecidas no programa.

Ainda sobre a Vale, a mineradora divulgou sua agenda de divulgação do balanço do segundo trimestre. A companhia apresentará seus números dia 27 de julho às 6h da manhã. 

Omega Geração

O conselho de administração da Omega Geração aprovou os novos termos e condições da oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da companhia, informou a empresa de energia renovável em fato relevante nesta sexta-feira.

Entre as alterações, definidas em reunião realizada na véspera, o documento cita a adesão da Omega Geração ao segmento Novo Mercado da B3, o de mais elevada governança. Anteriormente, a listagem seria no Nível 2 da bolsa paulista.

Os coordenadores da oferta da Omega Geração são BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, Bradesco BBI, Itaú BBA, Santander Brasil e XP Investimentos.

Sanepar (SAPR4)

O Conselho de administração da Sanepar aprovou a contratação de assessorias para a formação de units, diz em comunicado. Em segunda etapa, units poderão ser colocadas no mercado.

CCR (CCRO3)

A CCR decidiu não dar continuidade à oferta pública de distribuição da sua 9ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, diz a cia. em comunicado.

A oferta restrita encontrava-se em fase preliminar de estruturação e distribuição, não tendo sido firmada a escritura de emissão das debêntures ou realizados os demais procedimentos necessários para que as debêntures fossem emitidas e colocadas perante investidores, segundo o comunicado. 

(Com Reuters, Bloomberg, Agência Brasil e Agência Estado)