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4 balanços, dividendos de R$ 2 bilhões da Fibria e recomendações agitam o radar

Confira os principais destaques corporativos da Bovespa nesta sexta-feira

SÃO PAULO – A semana encerra com agitada pelo noticiário corporativo, em meio à temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre, que teve início na última quarta-feira.

Por aqui, os destaques ficam com os balanços de quatro empresas da Bovespa. A Fibria (FIBR3) informou prejuízo líquido de R$ 601 milhões no terceiro trimestre, uma piora frente ao prejuízo de R$ 359 milhões no mesmo período do ano passado. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 1,55 bilhão, forte aumento frente aos R$ 613 milhões do período de junho a setembro de 2014.

Para o BTG Pactual, o resultado da companhia foi “muito forte”, com Ebitda 6% acima das estimativas, enquanto a alavancagem da empresa – medida pelo dívida líquida/Ebtida – caiu de 2 vezes para 1,5 vez, gerando um caixa de R$ 1 bilhões no trimestre. O banco espera reação positiva das ações da companhia hoje, aliado ainda ao dividendo extraordinário proposto pela empresa, mesmo que esse não tenha sido uma grande surpresa. O banco reforçou recomendação de compra para as ações da empresa, em meio à combinação de crescimento, dividendos e desalavancagem. 

A companhia convocou ontem uma assembleia geral extraordinária para 30 de novembro, onde irá deliberar o pagamento de dividendos intermediários no valor de R$ 2 bilhões, equivalente a R$ 3,612778081 por ação da companhia. O montante representa um dividend yield (dividendos por ação dividido pelo preço da ação) de 6,50%, considerando a cotação de fechamento do pregão de ontem, a R$ 55,52.

Lojas Renner
A Lojas Renner (LREN3) teve lucro líquido de R$ 96 milhões no terceiro trimestre, alta de 15,1% na comparação anual, informou a varejista nesta quinta-feira. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado total, que inclui produtos financeiros, subiu 12,8% na mesma base de comparação e encerrou setembro em R$ 230,5 milhões. A média de estimativas de analistas apontava lucro líquido de R$ 92 milhões e Ebitda de R$ 225 milhões.

Segundo o BTG Pactual, a coleção da companhia foi bem recebida e particularmente o Dia dos Pais, que mostrou fortes vendas. Para os analistas, a alocação de produtos por loja e eficiência na execução foram fatores chaves para esse resultado. Do lado negativo, eles destacaram o financiamento ao consumidor, que piorou puxado pelo custo mais alto de empréstimo, aumento do PIS/Cofins e mais provisões, representando 20,8% do Ebitda (Lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) consolidado, contra 30,2% no terceiro trimestre do ano passado. O banco reiterou compra para a ação, que a tem como sua “top pick”. 

No trimestre, a receita líquida operacional da Renner aumentou 18%, para R$ 1,42 bilhão. A receita líquida da venda de mercadorias, por sua vez, cresceu 19,2%, para R$ 1,25 bilhão. As vendas no conceito mesmas lojas — unidades abertas há mais de 12 meses — tiveram um avanço de 12,6%.

Grendene
A Grendene (GRND3) encerrou o terceiro trimestre com alta de 5,9% no lucro líquido ante igual período de 2014, a R$ 133,5 milhões. O volume de calçados vendidos pela companhia recuou 14,4% no trimestre, para 46,9 milhões de pares, mas a receita bruta subiu 0,6%, para R$ 734,5 milhões.

No mercado interno, a retração foi de 15,2% em volume, para 36,8 milhões de pares, o que levou a uma redução de 5,8% no faturamento bruto, para R$ 556,8 milhões.

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Localiza
A empresa de gestão de frotas e aluguel de veículos Localiza (RENT3) teve lucro líquido de R$ 102,9 milhões no terceiro trimestre, resultado praticamente estável sobre o ganho de R$ 101,9 milhões obtido um ano antes. Já  o Ebitda ficou em R$ 238,8 milhões no período, queda de 1,1% sobre o resultado obtido um ano antes.

Segundo o BTG Pactual, o resultado da companhia veio melhor do que o esperado, tanto no Ebitda quanto lucro líquido, embora tenha ressaltado que a última linha do balanço poderia ter sido melhor não fosse por um débito de R$ 10 milhões de efeito de marcação a mercado, referente a um contrato de swap. Com isso, as despesas financeiras da empresa aumentaram em R$ 17,3 milhões no período, para R$ 59,7 milhões.

Apesar do volume de diárias ter ficado praticamente estável, a companhia teve queda de 2,5% na receita líquida da divisão de aluguel de carros sobre o terceiro trimestre do ano passado, para R$ 317 milhões.

Isso ocorreu uma vez que a tarifa média caiu para R$ 85,93 nos três meses encerrados em setembro ante R$ 88,23 no mesmo período de 2014. Na comparação com o segundo trimestre deste ano, porém, houve alta de cerca de 5% no valor das diárias da Localiza, que citou aumento de sua participação em segmentos “com maior tarifa no mix, mesmo com o viés promocional”.

Petrobras
A Petrobras (PETR3; PETR4) deve assinar contrato com a Sete Brasil para construção de 18 sondas do pré-sal no início de 2016, segundo informações do jornal O Globo.  

BR Properties 
A BR Properties (BRPR3) teve recomendação rebaixada de overweight (desempenho acima da média) para neutra pelo JPMorgan.  

Kroton
A Kroton (KROT3) fechou a venda da Uniasselvi por R$ 1,1 bilhão para os fundos Carlyle e Vinci, segundo apurou o Estado. O negócio deve ser anunciado nos próximos dias. A Uniasselvi fazia parte dos ativos que a Kroton precisava vender para cumprir exigências impostas pelo Cade após a compra da Anhanguera. Vale ressaltar que a companhia afirmou hoje que não existe acordo firmado para a venda da Uniasselvi. 

BTG Pactual
Segundo informações da Bloomberg, o BTG Pactual (BBTG11) está decolando no segmento de commodities em meio à queda de preços.

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Ainda sobre o banco, Guillermo Ortiz será o presidente do conselho da unidade do México.  

Saraiva
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições a aquisição dos negócios de conteúdo para educação da editora Saraiva (SLED4) pela Somos Educação (SEDU3), atual denominação da Abril Educação. 

De acordo com parecer do Cade, a operação está estruturada pela aquisição por meio da Editora Ática, subsidiária da Somos Educação, de todas as cotas da Saraiva Educação detidas pela Saraiva e Siciliano. 

A Somos Educação é controlada indiretamente pela gestora de recursos Tarpon e possui, junto com suas subsidiárias, atividades dedicadas à educação básica, ao ensino de idiomas e à formação ao mercado de trabalho.

Eletrobras
A Eletrobras (ELET3) afirmou nesta quinta-feira que ainda não foi concluída a avaliação financeira da distribuidora de energia Celg D, de Goiás, ao comentar notícia da Reuters que apontou que a estatal pode obter até R$ 5 bilhões com a venda do ativo, no qual tem participação majoritária.

Segundo a Eletrobras, uma vez que não foi concluída a avaliação, “não existe expectativa por parte da Eletrobras acerca dos valores que pretende obter com a referida venda”. A estatal de energia corre contra o tempo para viabilizar a venda até dezembro.

Helbor
Os lançamentos da Helbor (HBOR3) caíram 75,5% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para R$ 79,56 milhões. Já as vendas contratadas tiveram queda de 37,8%, para R$ 165,74 milhões. Enquanto isso, a velocidade de comercialização medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta) foi de 6,4%, ante 10,4% na comparação anual.

No acumulado dos nove meses encerrados em setembro, os lançamentos da Helbor encolheram 73,6%, para R$ 184,35 milhões. As vendas tiveram redução de 29,6%, para R$ 521,22 milhões. A VSO ficou em 12,9%, ante 24,9% do intervalo de janeiro a setembro do ano passado.

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Hypermarcas
A Hypermarcas (HYPE3) está em negociações avançadas para vender sua divisão de fraldas para o grupo norte-americano Kimberly-Clark, estreitando o foco da empresa brasileira sobre produtos farmacêuticos, disse nesta quinta-feira uma fonte com conhecimento direto do assunto à Reuters. 

A fonte, que não quis ser identificada porque as negociações estão em curso, não informou o preço da transação. Um acordo será anunciado nos próximos dias, acrescentou a fonte.

Segundo o BTG Pactual, a informação não chega a ser uma novidade, já que o assunto vem sendo comentado pelos jornais recentemente, mas, do lado estratégico, seria relevante para a companhia essa venda. Ele lembra que esse negócio tem custo em dólares e uma margem menor (entre 11 a 12%), sem falar que ajudaria na desalavancagem da empresa. “Matéria não aponta valores do acordo, mas pode fazer barulho no papel hoje”, disseram os analistas. 

Senior Solution
O Ministério da Ciência e Tecnologia deu aval para o uso de R$ 146,9 milhões em incentivos fiscais. O montante pode beneficiar o lucro líquido da Senior Solution (SNSL3) no quarto trimestre. 

(Com Reuters)

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