Altas e baixas do mês

35 ações afundam mais de 10% em agosto e “só” 8 se salvam; veja os destaques

Oi, Gol e Usiminas lideraram maiores quedas do Ibovespa, enquanto Marfrig, Cia Hering e Fibria figuraram na ponta positiva

SÃO PAULO – Agosto marcou o pior mês do Ibovespa desde o ano passado, com queda de 8,33%. O cenário negativo levou 35 ações do índice a encerrarem o período em baixa superior a 10%, enquanto somente 8 registraram alta nesta sessão. Dessas, quatro conseguiram subir mais de 10% – sendo elas, Marfrig (MRFG3, R$ 6,40, +20,53%), Cia Hering (HGTX3, R$ 13,90, -17,50%), Fibria (FIBR3, R$ 51,22, +12,47%) e Braskem (BRKM5, R$ 14,07, +12,20%). 

Na ponta negativa, a problemática Oi (OIBR4, R$ 2,77, -42,77%) liderou com folga o movimento de baixa, com queda de mais de 40% no mês, seguida por Gol (GOLL4, R$ 4,16, -26,76%) e Usiminas (USIM5, R$ 2,98 , -24,17%), duas empresas que fortemente impactadas pela desaceleração macroeconômica. Sobre a companhia de aviação ainda pesa o dólar e petróleo mais altos, que encarecem seu endividamento e tornam seus custos mais altos. 

No setor de siderúrgia, as ações da CSN (CSNA3, R$ 3,50, -19,17%), Gerdau (GGBR4, R$ 5,25, -10,08%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 3,01, -13,33%) também fecharam o mês em forte queda. Vale mencionar que Gerdau se descolou um pouco das demais dado que sua forte exposição aos Estados Unidos ajuda a amenizar os efeitos da fraca demanda interna.  

As ações que se salvaram
Entre as poucas ações que subiram nesse mês estão as de empresas com as receitas expostas ao dólar, beneficiadas pela escalada da moeda americana. São elas, Fibria (FIBR3, R$ 51,22, +12,47%) e Suzano (SUZB5, R$ 17,58, +4,71%), ambas do setor de papel e celulose. Já a fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3, R$ 22,98, -3,68%) não conseguiu sustentar os ganhos e teve leve queda no mês.

Além delas, merece menção a Vale (VALE3, R$ 17,92, +0,28%; VALE5, R$ 14,15, -3,41%), que conseguiu se desvencilhar do sentimento negativo do mercado em meio à alta do minério de ferro no período. A commodity cotada no Porto de Qingdao, na China, subiu 5,21% em agosto, para US$ 56,21 a tonelada.