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SÃO PAULO – Termina às 17h (horário de Brasília) desta quarta-feira (1) a primeira reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) de 2017 e as atenções do mercado devem ficar para muito além da decisão em si. Este ano marca uma mudança de quatro membros do grupo, o que pode alterar o rumo das projeções do Federal Reserve sobre as altas de juros nos Estados Unidos.
Para José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, a troca destes quatro membros pode dar um tom mais “dovish” para o comunicado. Segundo ele, este novo Fomc é mais propenso a deixar os juros mais baixos, mas teremos que esperar a decisão para comprovar. Caso isto ocorra, o dólar poderá cair ainda mais.
Com as mudanças, deixam o Comitê os líderes regionais de Kansas e Cleveland, Esther George e Loretta Mester, ambos fortes defensores da alta de juros. Além deles, James Bullard (St. Louis), que tende a votar pelo aumento das taxas, também deixou o grupo. O único do antigo grupo que era defensor do corte e que saiu é Eric Rosegren, do Fed de Boston.
Em seus lugares, o Comitê agora conta com Charles Evans (Chicago) e Neel Kashkari (Minneapolis), ambos como votantes por juros mais baixos. Entrou no Fomc ainda Robert Kaplan, de Dallas, e que tente a votar pela alta das taxas, além de Pathick Harker (Filadélfia), que nunca votou e não há uma indicação sobre qual linha ele deve seguir. Confira abaixo:
A expectativa é de manutenção dos juros, mas com maiores sinalizações sobre os efeitos de Trump na economia, e dados mais fracos como o PIB do quarto trimestre podem indicar menos altas das taxas este ano. Ainda há muitas dúvidas sobre os efeitos das medidas que o presidente irá tomar, o que deverá guiar as decisões do Federal Reserve daqui para frente.
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Para Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, este será um comunicado que precisará ser olhado com mais atenção, já que serão os detalhes que ganharão destaque. Diferente de Faria, ele acredita que os integrantes da autoridade deverão comentar sobre o efeito inflacionário das medidas do novo presidente, além dos impactos na indústria, o que deverá levar um tom muito mais “hawkish” para a decisão.