2º maior investidor do mundo vende ações enquanto elas batem máxima histórica

Ações do Netflix atingiram US$ 439,49 com a estreia da segunda temporada do drama político House of Cards; Carl Icahn vendeu 2,9 milhões de ações da companhia

Publicidade

SÃO PAULO – A última semana foi bastante positiva para o serviço de filmes e séries online Netflix. Após registrar forte crescimento no ano passado, a companhia mostrou que uma de suas principais apostas tem dado certo. Com a estreia da segunda temporada do drama político House of Cards, estrelado por Kevin Spacey, os papéis da Netflix atingiram seu maior valor na história ao baterem US$ 439,49.

A disparada das ações ocorreu na quinta-feira, um dia antes da estreia da série. Porém, após os episódios terem sido colocados ao ar, os papéis da Netflix perderam força, chegando a registrar queda durante o pregão de sexta. Mas, novamente mostrando a evolução do serviço, os ativos da companhia voltaram a ganhar força após a Netflix divulgar que, apenas em janeiro, ocorreram 2,3 milhões de novas assinaturas do programa.

Mesmo com este cenário bastante positivo, o bilionário Carl Icahn vendeu grande parte de sua participação na empresa. Segundo informações divulgadas na sexta-feira sobre o último trimestre de 2013, o megainvestidor vendeu 2,9 milhões de ações da Netflix, passando a deter 2,7 milhões, ou seja, ele de desfez de mais de 50% de sua fatia na empresa. Uma lição para todos investidores: Icahn fez suas vendas durante o movimento de alta.

O crescimento do Netflix
Em 2013, a companhia inaugurou sua primeira série exclusiva, produzida pelo próprio Netflix, dando início a um mercado onde o público tem a sua disposição todos os episódios de uma vez só e pode escolher o momento em que quer assistir cada um. Com esse mercado, a companhia conseguiu apresentar um resultado muito acima do esperado no acumulado de 2013, mostrando que sua base de assinantes atingiu os 40 milhões de usuários, valor que supera o número de espectadores do canal pago HBO.

Um dos maiores medos dos analistas é que as pessoas façam suas assinaturas do serviço, mas que após assistirem o filme ou série que desejam cancelem sua conta. Segundo a consultora da A.T. Kearney, Kosha Gada, afirmou à rede CNBC, este cenário não se confirmou. “Eles estão retendo as pessoas, e acho que isso indica um futuro brilhante para eles”, afirmou Gada.

Para a consultora, uma alta das ações da Netflix ainda depende de seu crescimento tanto nos EUA quanto ao redor do mundo. A estrutura de custos da companhia e mudanças nas regras atuais de provedores de internet, principalmente nos EUA, seguem como um dos maiores desafios da empresa.

Rodrigo Tolotti

Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.