Gestão de recursos

2013: menos incertezas na economia, mas preços menos atrativos na bolsa

Boa notícia é que economia já mostra recuperação no final deste ano, porém mercado acionário não mostra-se tão atrativo, aponta GAP Gestora de Recursos

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SÃO PAULO – Os ativos financeiros, em especial os mercados acionários e de crédito, já descontam parcialmente nos preços uma perspectiva de leve retomada da economia global no próximo ano. “2013 começa com uma dose menor de incertezas, mas com preços ligeiramente menos atrativos e com níveis historicamente baixos de volatilidade”, disse a GAP Gestora de Recursos em sua carta mensal. 

O mercado de ações do Brasil, por sua vez, tem suas particularidades – as decepções no crescimento econômico e nos lucros de várias empresas, o excesso de intervencionismo por parte do governo, a exposição do Ibovespa a ações ligadas a commodities, entre outros fatores, que tem levado o índice a negociar a múltiplos bem mais baixos do que vários pares emergentes.

Segundo um levantamento do Credit Suisse Hedging-Griffo, as ações que estão livres da ingerência do governo conseguiram acumular em 2012 uma rentabilidade bem superior às demais; aquelas que sofrem com as mudanças do Estado perderam, na média, 85% do seu valor máximo, corrigido pelo CDI. 

Nesse cenário, a boa notícia é que nesse final de ano a economia global já está em recuperação após forte desaceleração iniciada em meados do ano passado. Mas, por outro lado, essa recuperação continua se dando de forma moderada e permanece frágil, apesar do equacionamento, ainda que parcial, de alguns riscos nesse quadro, aponta a gestora. 

A questão fundamental no curto prazo ainda é o risco do abismo fiscal nos Estados Unidos, quando uma combinação de aumentos de impostos e corte de gastos pode atingir em cheio a economia norte-americana na virada do ano. “A resposta política a esse risco, que envolve necessidade de concessões tanto por parte dos republicanos quanto dos democratas, será variável chave a ser compreendida”, disse. 

A expectativa da gestora é que haverá algum acordo político nas próximas semanas, enquanto o Federal Reserve seguirá dando sua contribuição para a atividade.