2 ações sobem com indicação de compra; Eletrobras cai 3%; Coelce dispara 12%

Entre os destaques da sessão, Duratex sobe após recomendação de compra do Credit Suisse; OGX avança com empréstimo-ponte de US$ 50 milhões; Souza Cruz cai em meio a nova guerra de preços

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SÃO PAULO – O Ibovespa registra alta nesta quarta-feira (15). Às 14h33 (horário de Brasília), o índice subia 0,71%, a 50.056 pontos, enquanto o mercado aguarda o fim da primeira reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2014 e repercute as perspectivas econômicas feitas pelo Banco Mundial. Com essa desempenho, apenas 3 de 72 ações do índice caíam mais de 1%. Ajudava a impulsionar o movimento as ações “pesos-pesados” da Petrobras (PETR3, +1,71%, R$ 14,90; PETR4, +0,89%, R$ 15,84), que possuem quase 12% da carteira teórica do benchmark. 

As reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras alcançaram 16,565 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) em 31 de dezembro de 2013. O volume é 0,76% superior em comparação com o observado em igual período de 2012. Considerando o critério da SEC (Securities and Exchange Comission), a Petrobras alcançou volume de reservas de 13,123 bilhões de BOE no ano passado, alta de 1,9% em relação ao ano anterior. Ainda sobre a petroleira, foi informado na véspera um reajuste de 15% no óleo combustível no final do ano passado. 

Do lado negativo do índice, chama atenção a Eletrobras (ELET3; ELET6), cujas ações ordinárias caem 1,39%, a R$ 5,66, e as preferenciais recuam 3,12%, a R$ 9,63. Os papéis repercutem a notícia de que a Aneel determinou ontem que a empresa devolva R$ 1,924 bilhão à conta do encargo setorial RGR (Reserva Global de Reversão). O ressarcimento se refere aos pagamentos de financiamentos concedidos a agentes com recursos da RGR que não foram transferidos à conta do encargo setorial, administrada pela holding federal. No mesmo despacho, foi determinado que a Eletrobras também devolvesse outros R$ 113,5 milhões por causa da apropriação de encargos financeiros da RGR durante os anos de 1998 e 2001. 

Outros destaques:

Duratex
Já as ações da Duratex (DTEX3) lideram os ganhos do Ibovespa nesta sessão, favorecida pelo comentário positivo e recomendação da compra divulgado hoje por profissionais do Credit Suisse. Os papéis registram 
valorização de 2,98%, a R$ 12,46. A equipe de análise do banco de investimentos observa que o mau desempenho recente do papel (-5,6% em janeiro) pode ser explicado, em parte, pelo fato de a base de acionista ser 75% de investidores estrangeiros e, como consequência, andou junto com o cenário macroeconômico do Brasil, mas destacam que a companhia tem fundamentos positivos como o fim do ciclo de investimento, previsão de reajuste de preços e crescimento de volumes. 

OGX
As ações da OGX (OGXP3), agora Óleo e Gás Participações, operam em alta nesta sessão. A petroleira informou na noite da véspera que fechou um empréstimo-ponte de até US$ 50 milhões para financiar suas exportações e pagar os custos e as despesas relacionadas. A empresa terá 60 dias depois do desembolso inicial para pagar esse empréstimo e deve ser obrigatoriamente pré-pago na ocorrência de alguns eventos, cujas condições foram divulgadas no dia 24 de dezembro.  

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Souza Cruz
As ações da Souza Cruz (CRUZ3) viraram para leve alta de 0,26%, a R$ 23,28, após terem caído 1,25% na mínima do dia, sendo cotadas a R$ 22,93 – entre as piores posições do Ibovespa. A percepção do mercado é que a empresa pode entrar em uma nova guerra de preços. Segundo analistas, a fabricante de cigarros Phillip Morris, dona da Marlboro, elevou seus preços em 12% no dia 13, ante reajuste de 14% anunciado em 31 de dezembro pela Souza Cruz. Na visão deles, para não arriscar a perder a fatia de 10% do Dunhill no mercado premium brasileiro, a Souza Cruz pode recuar do repasse de 14%. 

Coelce
Fora do Ibovespa, a Coelce (COCE5) anunciou que a empresa chilena Enersis, com sede na cidade de Santiago, aprovou em reunião de seu conselho de administração a OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações da companhia cearense de energia que estão em circulação no mercado. O preço oferecido aos acionistas é de R$ 49 por cada ação, o que representa um prêmio de 20,1% sobre o preço médio ponderado de cotação dos papéis preferenciais classe A na BM&FBovespa no fechamento dos 30 pregões anteriores a 13 de janeiro. Na última terça-feira, os ativos COCE5 – os mais líquidos na bolsa – encerraram a sessão a R$ 43,15. Diante da oferta, as ações preferenciais da empresa registram forte valorização de 11,70%, sendo cotadas a R$ 48,20 – próximas da máxima do dia, de alta de 12,05 (a R$ 48,35). O volume financeiro também impressiona e alcançava no mesmo horário R$ 12,682 milhões, contra média diária dos últimos 21 pregões de R$ 2,447 milhões.

CVC
A estreante na bolsa CVC (CVCB3), maior agência de viagens da América Latina, vê suas ações subirem 0,71%, a R$ 15,71, nesta sessão. O JPMorgan e BTG Pactual iniciaram cobertura do papel, ambos com recomendação equivalente a compra. Para os analistas do JP, o mercado de viagens no Brasil deve crescer a uma taxa (CARG) de 11%, enquanto a marca forte da CVC e sua maior rede de lojas exclusivas deverão permitir ganhos de market share, com retornos normalmente elevados. Já o BTG avalia que que a indústria de turismo local está longe do seu verdadeiro potencial, mesmo considerando os incentivos que alimentam a demanda por produtos de viagens.   

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Helbor
A Helbor (HBOR3) deu continuidade à divulgação das prévias do terceiro trimestre do setor de construção. A empresa lançou R$ 1 bilhão no período, 9,7% acima do mesmo trimestre do ano passado. No ano, os lançamentos atingiram R$ 1,5 bilhão, alta de 7,5%. A velocidade de vendas, medida pelo VSO, chamou atenção no lado negativo, indo para 17% no quarto trimestre. Segundo a XP, a prévia da Helbor foi negativa, indo na contramão do mercado das companhias que já reportaram seus dados, com VSO acima de 20%. Além dela, desde a última sexta-feira, PDG Realty (PDGR3), Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3) divulgaram seus números. Nesta sessão, as ações HBOR caem 0,61%, a R$ 8,08.