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SÃO PAULO – Mesmo que a passos lentos, a economia brasileira está dando sinais de recuperação, com consistência nos dados. Números de tráfego, papel ondulado, níveis de confiança, produção e vendas de veículos confirmam que a retomada está no caminho. Conforme aponta o último relatório Focus, os economistas agora esperam uma alta de 0,73% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017. Para 2018, a expansão deve ser de 2,5%.
Pensando nisso, os estrategistas do BTG Pactual, Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira, destacaram em gráficos os movimentos de recuperação da economia, que seguem abaixo:
Intenção de compras e aumento na confiança
O primeiro gráfico mostra o índice de intenção de compras do consumidor, seguidos pelos gráficos de confiança do consumidor e confiança nos negócios, que têm se movimentado consistentemente para cima desde meados de 2016. Índice de intenção de compras
Essa melhora relacionada à confiança pode ter ligação com outro dado. O de desemprego: apesar de ainda seguir a níveis bastante elevados e apesar de alguns sinais de fraqueza nos últimos indicadores, o fato “inegável” é de que a taxa de desemprego apresentou diminuição por cinco meses seguidos, garantindo ganhos constantes de salários. De acordo com os últimos dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desemprego ficou em 12,6% no trimestre encerrado em agosto. No período, o Brasil tinha 13,1 milhões de desempregados, uma queda de 4,8% em relação ao trimestre terminado em maio, conforme pode ser visto abaixo. Tráfego rodoviário, distribuição de combustível…
Outros dados, de diversos setores, mostram como anda a recuperação da economia brasileira. Um dos destacados é o tráfego rodoviário que, após cair por nove trimestres seguidos, subiu 2,1% no segundo trimestre e 3,7% no terceiro trimestre na base de comparação anual. A produção de caixas onduladas, vista como um importante indicador antecedente por “antecipar” tendência de recuperação econômica (como o aumento de entregas de produtos) acelerou para alta de 8,9% em agosto na base de comparação anual. Já a distribuição de combustíveis cresceu por quatro meses seguidos, após cair 3,7% em 2016 e 1% em 2015. Outro dado apontado é a redução nos estoques das construtoras na cidade de São Paulo, mostrando uma recuperação do setor de construção civil. Os gráficos estão abaixo, em ordem: tráfego rodoviário, dados de papelão ondulado, distribuição de combustíveis e moradia na cidade de São Paulo. Também em destaque, estão os dados automotivos: a produção de veículos cresceu 34% na base de comparação anual (e as vendas aumentaram 14%) no terceiro trimestre. Após uma queda por 15 trimestres diretos, as vendas de veículos (leve e pesada) cresceram 9% na base de comparação anual no segundo trimestre e 14% no terceiro, enquanto a produção subiu 34% no trimestre, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos. Fabricantes de Veículos Automotores). Já no acumulado de oito meses de 2017, a produção de aço nos oito primeiros meses do ano subiu 6,7% na comparação anual, enquanto as vendas ficaram estáveis, versus uma queda de 9% em 2016. Além desses, há outros dados, como a recuperação nas vendas do varejo, o aumento do tráfego de passageiros, assim como o aumento de abertura de contas-poupança. Todos eles mostram que, mesmo a passos ainda lentos, a economia está voltando aos eixos.